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ID
1084222
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CBM-CE
Ano
2014
Provas
Disciplina
História
Assuntos

João A. Antonil, um jesuíta que viveu no Brasil no século XVII, afirmou que “os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles, no Brasil, não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda nem ter engenho corrente”. Com relação à sociedade, cultura e economia entre os séculos XVI e XIX no Brasil, julgue os itens de 61 a 65.

O tráfico de escravos africanos para o Brasil foi menos importante para a lógica econômica mercantilista que a escravização do índio pelos colonos na América.

Alternativas
Comentários
  • A mão de obra do negro africano foi utilizada desde o período colonial até meados do segundo imperio. Como base de toda produção latifundiária.
  • PMBAHIA

    MESMO COM RISCO DA PRÓPRIA VIDA

  • QUEM DERA QUE AS QUESTOES FOSSEM DESSE NÍVEL
  • o texto responde a questão se prestar atenção

    "os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles, no Brasil, não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda nem ter engenho corrente"

  • Na verdade devido a oposição dos índios para os trabalhos escravos e os altos custos dos bandeiras na caça dos índios.

    Todavia, migrou-se para a utilização dos escravos vindo da África, pelos baixo custo de compra.

    "Triste história, porém real!"

  • gab: Errado p/ os não assinantes.

  • tráfico negreiro foi uma atividade realizada entre os séculos XV ao XIX. Os prisioneiros africanos eram comprados nas regiões litorâneas da África para serem escravizados no continente europeu e no continente americano. Essa migração forçada resultou na chegada de milhões de cativos africanos ao Brasil. O tráfico passou a ser proibido em terras brasileiras somente em 1850, por meio da Lei Eusébio de Queirós.

    Gabarito: ERRADO

  • O comércio transatlântico de escravos atendia uma demanda por mão-de-obra, pois as nações europeias estavam interessadas em aumentar a produção de gêneros como açúcar, café, algodão e tabaco em território colonial para abastecer o crescente consumo europeu. Não havia braços suficientes nas próprias colônias, já que muitos nativos foram dizimados, fugiram ou ficaram doentes com as invasões dos "conquistadores".

    A forma como essas operações de tráfico negreiro eram organizadas, no entanto, nunca mereceu explicação mais detida nos estudos da história brasileira. Os visitantes saem do museu com a noção concreta de que a comercialização de escravos se assemelhava a um investimento de alto risco, mas com possibilidades de retornos exponenciais - típico da ciranda financeira.

    O tráfico impulsionou ainda investimentos em outros setores, como na mineração, ligação que fica evidente no caso do empresário Richard Pennant, que redirecionou os lucros advindos do comércio escravagista pra construir um império com base na extração da ardósia (utilizada para diversos outros fins). Defensor incondicional da escravidão, ele foi o primeiro Barão de Penrhyn.

    Os dados coletados não deixam dúvidas, portanto, que a escravidão esteve na base da Revolução Industrial. Com os benefícios econômicos decorrentes da exploração do modelo colonial, os ingleses puderam injetar recursos em setores estratégicos como a siderurgia, a extração de carvão mineral e a formação dos bancos. Concomitantemente, a mão-de-obra escrava propiciou o aumento de produção de gêneros como açúcar e algodão, atendendo à demanda do mercado interno europeu.

  • os comentários fogem da questão.

    Ao meu ver a questão está incorreta, em dizer que a escravidão africana era menos importante que a escravidão indígena nativa em questão a economia, sendo que trazia muitos lucros aos portugueses.

    se houver erro, favor corrijam-me.

    ''que meu esforço seja do tamanho da minha vontade de vencer''

    PM-AL

  • A escravidão era altamente lucrativo para os portugueses, tanto é que eles não conseguiam acompanhar a demanda que se tinha pelos escravos

  • Além de ser uma mercado lucrativo, tinha a questão de os negros se "adaptarem" melhor a escravidão do que os índios.

  • @Prof_IslandioSR, ninguém se adapta melhor à escravidão, a diferença é que o índio conhecia melhor o território e quando fugia sabia para onde ir, diferente do escravo africano que não sabia para onde ia. Outro ponto importante era a linguagem, já que os nativos tinham mais facilidade de se comunicarem coisa que era mais difícil de acontecer com o escravo africano, pois eles vinham de vários lugares com línguas diferentes , onde geralmente já eram prisioneiros de guerra.

    Tenha cuidado! Ninguém se adapta melhor á escravidão.

  • Estima que cerca de 5 milhões de negros foram escravizados.

    Boris Fausto.