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Certa.
Lucas concordo com você em quase tudo, porém no que diz respeito à "mais e menos dólar no mercado..." acredito que o que influencia a valorização cambial são as políticas expansionistas ou retracionistas, essa intervenção do governo pode fazer a nossa moeda valorizar ou não.
Quando uma moeda fica valorizada o produto no cenário internacional fica mais caro, logo o país passa a exporta menos e importar mais, ora, se está mais barato o produto internacional a tendência é a importação destes. Isso pode gerar um problema para a economia local, fazendo com que as pessoas optem por produtos estrangeiros, aí a necessidade da intervenção do Estado.
Espero ter ajudado, a dificuldade é para todos.
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A variação negativa das reservas internacionais significa que está sendo retirada moedas do nosso país, se sai moeda logo a curva do mercado de moeda (LM) se retrai, ou seja, retração do mercado monetário
Questão correta
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A variação das reservas internacionais para baixo faz com que a moeda internacional se torne mais escassa, gerando a valorização da mesma, e a desvalorização da nossa, no brasil na conveção do incerto o cambio sobe. A desvalorização cambial conforme a teoria da paridade de juros empurra os juros para cima deslocando em um gráfico IS-LM a curva LM para cima. Curva LM para cima -> contração monetária ->retração da base monetária.
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A saída de reservas internacionais pode se dar por vários motivos, entre eles devido às operações de importação ou por fuga de capitais de investidores estrangeiros. Ambos demandaram reservas interrnacionais junto ao Banco Central que venderá essas reservas em troca de moeda nacional, retirando a moeda das mãos das pessoas ( PMPP - papel moeda em poder do público) ou dos ET- encaixes totais das instituituições financeiras. Visto que a Base Monetária é formada por: PMPP + ET, a diminiução das reservas internacionais destroem base monetária.
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As reservas
internacionais são constituídas de ativos estrangeiros de alta liquidez
mantidos pelo BC, são contabilizadas nesse demonstrativo por seu valor em
termos da moeda doméstica após a conversão pela taxa de câmbio vigente.
Admitindo que o BC centralize totalmente as operações com divisas estrangeiras,
as reservas internacionais aumentarão sempre que houver entradas de divisas
estrangeiras no país. Essas entradas correspondem ao pagamento a vista por
exportações domésticas, recebimento de juros por ativos no exterior,
transferências unilaterais do resto do mundo para o país ou a entradas de
capitais externos a título de empréstimos e investimentos. De forma simétrica,
as saídas de divisas estrangeiras, por importações a vista, pagamentos de
juros, transferências unilaterais ao resto do mundo, concessão de empréstimos
ou realização de investimentos no exterior implicam em reduções das reservas
internacionais.
Variações nas reservas
internacionais forçam alterações no mesmo sentido da base monetária (BM), pois
as divisas estrangeiras precisam ser convertidas na moeda doméstica para que
possam ser utilizadas nos mercados domésticos e vice-versa. Assim, quando, por
exemplo, uma exportação a vista é realizada, o pagamento em moeda estrangeira
pelos bens ou serviços exportados é recebido pelo BC, que contabiliza um
aumento em suas reservas internacionais. Para pagar ao produtor doméstico, o BC
converte, segundo a taxa de câmbio vigente, o valor da exportação para a moeda
do país, entregando ao exportador o montante correspondente em moeda doméstica.
Quando faz isso, a quantidade de moeda doméstica em poder do público aumenta,
ou seja, há uma elevação da base monetária.
Efeito oposto se verifica
quando há uma importação a vista. Nesse caso, o importador doméstico, que
possui moeda nacional, precisa trocá-la por divisas estrangeiras para efetuar o
pagamento das mercadorias que adquiriu. Dada a taxa de câmbio vigente, o
importador entrega o montante de moeda doméstica correspondente ao valor da
importação ao BC, que efetua o pagamento internacional. Quando a moeda
doméstica sai do poder do importador e passa ao BC ocorre uma redução da base
monetária. De forma correspondente, as reservas internacionais se reduzem no
mesmo valor.
Percebe-se
assim que aumentos nas reservas internacionais pressionam por uma elevação da
base monetária, e reduções nas reservas internacionais forçam uma redução da
mesma.
Fonte:
MACROECONOMIA, de RICHARD T. FROYEN
Gabarito:
Correto.
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Meu primeiro raciocínio foi: redução das reservas internacionais -> troca de divisas por moeda nacional e aumento da base monetária. Porém, a interpretação correta seria que ao reduzir a reserva de dividas o Banco Central precisa de mais moedas nacionais em "caixa" (ET), retirando papel moeda em poder do público. Quando aumenta as reservas de divisas, aumenta a base monetária, pois para obter tais divisas oferece moeda nacional ao mercado.
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Gab. C
As contas do Balanço de Pagamentos podem ser agrupadas em dois grandes grupos:
- a) contas operacionais e
- b) contas de reservas (ou conta caixa)
A conta de reservas, a qual contabiliza as variações das reservas internacionais, registra o movimento dos meios de pagamento internacionais à disposição do país. Ou seja, essa conta contabiliza os ativos considerados disponíveis pelo Banco Central do Brasil para pagamento de qualquer dívida ou aquisição de direitos junto a não residentes. As contas são classificadas usualmente sob estas rubricas:
- i) Haveres no exterior (moedas estrangeiras e de títulos externos de curto prazo, com liquidez imediata, em poder do Banco Central)
- ii) Ouro Monetário (liquidez sob forma de Ouro)
- iii) Direitos Especiais de Saque (basicamente moeda escritural criada pelo FMI)
- iv) posição de reservas no FMI (reservas no FMI.)
Exemplo:
Quando o Brasil importa mercadorias, credita-se a conta 'Haveres no Exterior' (reduz a Conta Caixa) e debita-se a de “Importações”. Ou seja, a operação, por diminuir a quantidade de moeda estrangeira com liquidez imediata do Banco Central, reduz a base monetária.
Assim,
- D - Importações
- C - Haveres no exterior
Fonte adaptada: Macroeconomia. Mario Henrique Simonsen, Rubens Penha Cysne. – 4. ed. – São Paulo; p. 67
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GAB: CERTO
Complementando!
Fonte: Prof. Amanda Aires
A maneira mais simples de verificar a ocorrência de variações na base monetária é através da análise do balancete da autoridade monetária, que segue abaixo:
Balancete da Autoridade Monetária
ATIVO:
- Reservas internacionais
- Empréstimos ao Tesouro Nacional e demais Entes Federativos
- Redescontos
- Títulos Públicos
- Empréstimos ao Setor Privado
PASSIVO
Base Monetária
- Papel moeda em poder do público
- Reservas dos Bancos Comerciais em caixa e no Banco Central
Passivo Não-Monetário
- Depósito do Tesouro Nacional
- Empréstimos Externos
- Recursos Especiais
- Saldo líquido das Demais Contas
Guarde as seguintes regras:
➤ Variações positivas no ativo do balancete (mantendo constante o passivo não monetário) resultam em aumento da base monetária. Variações negativas, em redução da base monetária
➤ Variações positivas do passivo não monetário (mantendo constante o ativo) geram redução na base monetária. A redução no passivo não monetário provoca aumento da base monetária.
A questão informa sobre uma redução nas reservas internacionais, conta do ativo do balancete. Sendo assim, há redução da base monetária.
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Resumindo:
A base monetária tem relação direta com as reservas internacionais.
Se as reservas internacionais aumentam, então a base monetária aumenta.
Se as reservas internacionais caem, então a base monetária cai.