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ID
166819
Banca
FCC
Órgão
METRÔ-SP
Ano
2008
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Eduardo Kalina acredita que toda adição é uma psicose e uma enfermidade suicida a curto ou longo prazo e que a drogadição tem um tipo de delírio que pode afetar uma área parcial ou a totalidade do self de uma pessoa, já que o adito não responde à prova de realidade e não tem consciência de doença ou a tem parcialmente. Nesse contexto, Kalina acredita que a internação, em regra geral, deveria ser a primeira medida a ser tomada para tentar a reabilitação do adito. Ao interná-lo numa instituição, com um programa especialmente preparado para o tratamento de aditos e ao suprimir-lhe o consumo de drogas, estabelece- se o limite, gerando conflitos para poder começar a trabalhar terapeuticamente. Kalina acredita que durante o período de internação, o fundamental é ensinar-lhes a dizer NÃO, havendo a necessidade de ensinar-lhes a

Alternativas
Comentários
  • Kalina e Kovadloff (1980) consideram que a personalidade drogadictiva não suporta esperar, da mesma maneira como a personalidade do psicopata. Colocam que a droga tem a função de eliminar a ansiedade da espera e a angústia da frustração. Admitem também que a utilização de drogas injetáveis, por exemplo, é provocada por uma forte intolerância à espera. Explicam que, neste caso, o adicto busca um efeito tão imediato que nem sequer consegue aguardar o tempo indispensável para que a droga incorporada por outras vias faça efeito.

    O símbolo verbal funciona como mediação, isto é, como uma ponte entre o objeto almejado e a satisfação. Desta forma, impõe uma demora, por mais breve que seja. Esta demora é intolerável para o adicto, que quer a plena sa- tisfação dos seus desejos, imediatamente.

    Kalina e Kovadloff (1980) consideram ainda que este componente psico-pático da drogadicção também está relacionado com a dificuldade do adicto para suportar a dor e a frustração. Colocam que o viciado substitui a reflexão pela ação impulsiva (atuação), porque não suporta pensar. Através do pensamento tomaria contato com sentimentos que produzem sofrimento. Como é impotente para sofrer, opta por não pensar e toma por lema atuar sempre para evitar o desprazer. '

    A repetição da atuação drogadictiva aparece justamente porque o adicto, impossibilitado de pensar, não consegue recordar, e, com isto, elaborar seus sentimentos. Resulta daí que também não consegue escoar suas tensões em re-lação ao traumático, tendo que reatualizá-Io compulsivamente, da maneira como pode, isto é, por atuações drogadictivas.