SóProvas


ID
1943782
Banca
Instituto Excelência
Órgão
Prefeitura de Monte Azul Paulista - SP
Ano
2016
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

Pacientes que já utilizam a fosfoetanolamina sintética para o tratamento do câncer devem ter assegurado o direito de continuar esse uso, ainda que os testes clínicos para validar os efeitos da substância não tenham sido realizados, segundo o imunologista Durvanei Augusto Maria, que pesquisa a substância há cerca de dez anos no Instituto Butantã, em São Paulo.


Disponível em: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/hertonescobar/nunca-falei-em-cura-diz-pesquisador-dafosfoetanolamina-no-instituto-butantan 

Acesso em 05 abril, 2016

Sobre a “pílula do câncer” é CORRETO afirmar:

Alternativas
Comentários
  • LETRA B

    Pílula do câncer: 

    Estudos encomendados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia mostram que a substância tem pouco ou nenhum efeito.

     

    Enquanto pacientes continuam se mobilizando para obter acesso à fosfoetanolamina, conhecida como a pílula do câncer, os estudos científicos demonstram que é cedo demais para se tirar conclusões a respeito da eficácia da substância. Mas a contar as pesquisas feitas por centros independentes a pedido do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, a pílula teria pouco ou nenhum efeito. Na última semana, três novos estudos foram divulgados. Dois apresentaram resultados desapontadores. O terceiro mostrou alguma ação, mas muito pequena.

    Na investigação conduzida pela Universidade Federal do Ceará, cobaias foram induzidas a desenvolver dois tipos de tumores, considerados modelos para pesquisa (leia mais no quadro). Elas receberam a fosfoetanolamina durante dez dias e, ao final do período, não houve qualquer impacto sobre as células cancerígenas.

    O terceiro trabalho foi executado pelo Centro de Inovação e Ensaios Clínicos, em Florianópolis. Quarenta cobaias receberam implantes de células de melanoma humano (um dos tipos mais agressivos de tumor). Elas foram divididas em quatro grupos, tratados diariamente com doses distintas de fosfoetanolamina (200 mg/kg ou 500 mg/kg), com soro ou com um quimioterápico usado tradicionalmente. Na dose menor, não houve mudança no tamanho do tumor. Na maior, registrou-se redução de 34%. Mas o uso do remédio conhecido levou à diminuição de 68% no volume das células tumorais.

    A exemplo das três pesquisas, as anteriores também foram feitas apenas in vitro (em células) ou em cobaias. Ainda não há um estudo científico em humanos com a pílula, criada na Universidade Federal de São Carlos pelo químico Gilberto Chierice. Pelas fracas evidências obtidas até agora, provavelmente centros internacionais habituados à busca de novas moléculas já teriam desistido de estudá-la. Mas o clamor de muitos pacientes que relatam melhora com o uso da substância exige que se avance nas investigações para que não reste dúvida sobre seu real efeito. “Temos que ir fundo e passar essa história a limpo”, diz o oncologista Gustavo Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. “Até para que se restabeleça o vínculo de confiança do paciente com a ciência.”

     

    http://istoe.com.br/pilula-do-cancer-o-fim-da-polemica/