SóProvas


ID
2156575
Banca
INEP
Órgão
ENEM
Ano
2016
Provas
Disciplina
Geografia
Assuntos

No início de maio de 2014, a instalação da plataforma petrolífera de perfuração HYSY-981 nas águas contestadas do Mar da China Meridional suscitou especulações sobre as motivações chinesas. Na avaliação de diversos observadores ocidentais, Pequim pretendeu, com esse gesto, demonstrar que pode impor seu controle e dissuadir outros países de seguir com suas reivindicações de direito de exploração dessas águas, como é o caso do Vietnã e das Filipinas.

KLARE, M.T A guerra pelo petróleo se joga no mar. Le Monde Diplomatique Brasil, abr. 2015.

A ação da China em relação à situação descrita no texto evidencia um conflito que tem como foco o(a):

Alternativas
Comentários
  • Nos últimos anos, percebe-se o agravamento da tensão do Mar Meridional da China em razão de disputas territoriais entre a China e diversos países vizinhos como Filipinas, Vietnã e Japão. Em primeiro lugar, é importante lembrar a importância estratégica e econômica do Mar Meridional da China: nele circula metade da tonelagem da frota mercante do mundo, transportando 5 trilhões de dólares em produtos,  e é a via de comunicação marítima quase exclusiva da China e dos países banhados por ele. Além disso, foram detectadas imensas reservas de gás e petróleo nesta região.

      Em julho de 2016, a Corte Permanente de Arbitragem, com sede em Haia, decidiu a favor das Filipinas contras as pretensões chinesas de soberania territorial no Mar Meridional da China. A Corte somente concedeu à China direitos territoriais de 12 milhas náuticas, reconhecidos pela Lei dos Mares das Nações Unidas (UNCLOS, em sua sigla inglesa) a alguns dos ilhotes, rochedos e bancos de areia reivindicados.  Porém, logo depois, em agosto de 2016, uma reunião entre China e os países que formam a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) decidiram por não acatar a decisão da Corte, comprometendo-se, entretanto, a reduzir as tensões na região. Nesse sentido, acordaram em parar de enviar pessoas para as ilhas, recifes, atóis e outras áreas não habitadas no Mar Meridional da China para não ocasionar uma escalada de tensão por reivindicações territoriais; resolver disputas territoriais de forma pacífica e através de negociações; e levar em conta a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.



    A resposta correta é a letra D. 



       
  • A resposta correta é a letra D. Nos últimos anos, percebe-se o agravamento da tensão do Mar Meridional da China em razão de disputas territoriais entre a China e diversos países vizinhos como Filipinas, Vietnã e Japão. Em primeiro lugar, é importante lembrar a importância estratégica e econômica do Mar Meridional da China: nele circula metade da tonelagem da frota mercante do mundo, transportando 5 trilhões de dólares em produtos,  e é a via de comunicação marítima quase exclusiva da China e dos países banhados por ele. Além disso, foram detectadas imensas reservas de gás e petróleo nesta região.

      Em julho de 2016, a Corte Permanente de Arbitragem, com sede em Haia, decidiu a favor das Filipinas contras as pretensões chinesas de soberania territorial no Mar Meridional da China. A Corte somente concedeu à China direitos territoriais de 12 milhas náuticas, reconhecidos pela Lei dos Mares das Nações Unidas (UNCLOS, em sua sigla inglesa) a alguns dos ilhotes, rochedos e bancos de areia reivindicados.  Porém, logo depois, em agosto de 2016, uma reunião entre China e os países que formam a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) decidiram por não acatar a decisão da Corte, comprometendo-se, entretanto, a reduzir as tensões na região. Nesse sentido, acordaram em parar de enviar pessoas para as ilhas, recifes, atóis e outras áreas não habitadas no Mar Meridional da China para não ocasionar uma escalada de tensão por reivindicações territoriais; resolver disputas territoriais de forma pacífica e através de negociações; e levar em conta a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

       
  • As relações entre a China e o Vietnã agravaram-se em 2 de maio, quando a plataforma petrolífera de perfuração Haiyang Shiyou-981, acompanhada por vários navios chineses, chegou à região das ilhas Paracel. Navios vietnamitas avançaram para esta região a fim de impedir a instalação da plataforma. O Vietnã considera esta região sua zona econômica exclusiva, enquanto que a China reputa-a como suas águas territoriais.
    Leia mais: https://br.sputniknews.com/portuguese.ruvr.ru/news/2014_06_20/China-pretende-instalar-plataforma-petrol-fera-nas-guas-do-mar-da-China-Meridional-9534/

    Resposta D

  • Gabarito: D

    Muita atenção nesta questão...

    Bons estudos!

  • Resposta D

    -------------------------

    O litoral do mar da China é profundamente disputado pois são irregulares os limites do mar territorial da China e seus vizinhos. Há áreas em disputa e que não há uma posição definitiva sobre os limites do mar territorial de cada país. Ao perfurar um poço numa área de litígio (disputa), a grande potência emergente asiática impõe os limites do seu território à força garantindo sua jurisdição (domínio jurídico) na área.

     

    https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/enem-2016-comentado-ciencias-humanas-e-suas-tecnologias/

  • Sobre a opção A...

     

    Seria zona econômica exclusiva (e não especial).

  • comentário da professora:

     

    A resposta correta é a letra D. Nos últimos anos, percebe-se o agravamento da tensão do Mar Meridional da China em razão de disputas territoriais entre a China e diversos países vizinhos como Filipinas, Vietnã e Japão. Em primeiro lugar, é importante lembrar a importância estratégica e econômica do Mar Meridional da China: nele circula metade da tonelagem da frota mercante do mundo, transportando 5 trilhões de dólares em produtos,  e é a via de comunicação marítima quase exclusiva da China e dos países banhados por ele. Além disso, foram detectadas imensas reservas de gás e petróleo nesta região.

     

    Em julho de 2016, a Corte Permanente de Arbitragem, com sede em Haia, decidiu a favor das Filipinas contras as pretensões chinesas de soberania territorial no Mar Meridional da China. A Corte somente concedeu à China direitos territoriais de 12 milhas náuticas, reconhecidos pela Lei dos Mares das Nações Unidas (UNCLOS, em sua sigla inglesa) a alguns dos ilhotes, rochedos e bancos de areia reivindicados.  Porém, logo depois, em agosto de 2016, uma reunião entre China e os países que formam a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) decidiram por não acatar a decisão da Corte, comprometendo-se, entretanto, a reduzir as tensões na região. Nesse sentido, acordaram em parar de enviar pessoas para as ilhas, recifes, atóis e outras áreas não habitadas no Mar Meridional da China para não ocasionar uma escalada de tensão por reivindicações territoriais; resolver disputas territoriais de forma pacífica e através de negociações; e levar em conta a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

  • A zona econômica exclusiva (ZEE) é uma área de exploração econômica adjacente ao mar territorial de determinado país. Nesse sentido, a soberania dessa região está atrelada ao respectivo mar territorial. A instalação de uma plataforma de exploração em uma ZEE de outro país se configura em uma situação de conflito por ferir a soberania territorial.

    Letra D

  • O Pacífico, juntamente com a Antártica, é a última grande fronteira de recursos naturais intocados. Como há muitas ilhotas e países insulares, a questão da soberania territorial adquire contornos de disputa econômica, por conta da Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Há interesses de grandes potências, como a China e a Austrália, bem como movimentos de independência, a exemplo de Bouganville, região de Papua Nova Guiné, que almeja a soberania.

    Outro exemplo: https://exame.com/mundo/disputa-por-ilhas-entre-japao-e-coreia-do-sul-reabre-feridas/