Gabarito errado. Alternativa correta é alternativa B. Há diferenças entre novos-clássicos e teóricos dos ciclos reais que a questão simplesmente ignorou. E a diferença reside justamente na explicação da oscilação do produto. Item IV é Ciclo Real. Veja a distinção proposta por Schmidt (2015) para sanar qualquer dúvida:
Diferenças e Semelhanças entre Novos-Clássicos e Teóricos dos Ciclos Reais
Os economistas novos-clássicos acreditam que:
a) os agentes otimizam;
b) os mercados se equilibram (preços totalmente flexíveis).
A teoria dos ciclos reais de negócios concorda e pressupõe que salários e preços se alteram (no curto prazo) de modo a ajustar automaticamente os mercados, não levando em conta qualquer restrição de imperfeição dos mercados.
Mas isso não é novo-clássico? Qual a diferença?
A diferença reside nas causas das flutuações econômicas. Os novos-clássicos viam as mudanças imprevistas na demanda agregada, resultantes de “surpresas monetárias”, como a principal causa das flutuações no produto e no emprego. Já os teóricos dos ciclos acreditam que são as mudanças em fatores reais do lado da oferta que determinam as flutuações. Tais mudanças podem ser causadas por choques tecnológicos, variações nas condições ambientais, alterações nos preços relativos, mudanças nas alíquotas tributárias e nas preferências individuais (substituição intertemporal do trabalho). Cabe destacar que os novos-clássicos não descartam o papel das variáveis do lado da oferta de seus modelos; apenas dão menos atenção a preferências individuais como causa das flutuações do que mudanças imprevistas na demanda agregada.
Quando os teóricos dos ciclos reais de negócios diferenciam seus modelos dos novosclássicos, eles defendem a posição de que choques monetários ou outros choques nominais do lado da demanda não têm nenhum efeito significativo sobre o produto e o emprego.
SCHMIDT, Cristiane Alkmin Junqueira et al (Org.). Macroeconomia: questões comentadas das provas de 2006 a 2015. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. 392 p. (Questões Anpec).