SóProvas


ID
2296918
Banca
IF-RS
Órgão
IF-RS
Ano
2016
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Existe um tipo de contraceptivo que está disponível para ser utilizado como um recurso de emergência em vários países, assim como no Brasil, para prevenir a gravidez indesejada (LOUWDERMILK, 2012). Em relação à contracepção de emergência, afirma-se que:

I. A contracepção de emergência deve ser utilizada por uma mulher assim que possível, dentro de 120 horas após ato sexual desprotegido ou acidente no controle da natalidade.

II. Não existe nenhuma contraindicação médica para a contracepção de emergência, exceto gravidez e sangramento vaginal anormal e não diagnosticado.

III. A contracepção de emergência irá proteger a mulher contra a gravidez, se ela tiver relações sexuais desprotegidas nos dias que seguem o tratamento.

IV. A ingestão de pílulas de contraceptivos de emergência não retarda a ovulação.

V. O esquecimento do uso de pílula contraceptiva oral por um dia indica a utilização da contracepção de emergência.

Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:

Alternativas
Comentários
  • Anticoncepção ou contracepção de emergência (AE) consiste na utilização de pílulas contendo estrogênio e progestogênio ou apenas progestogênio depois de uma relação sexual desprotegida, para evitar gravidez. A contracepção de emergência deve ser utilizada por uma mulher assim que possível, dentro de 72 horas após ato sexual desprotegido. Portanto a primeira afirmativa é falsa.

    A única contraindicação absoluta para a AE é a gravidez confirmada. Excetuando-se esta condição, todas as mulheres podem usar o método com segurança, mesmo aquelas que, habitualmente, tenham contraindicações ao uso de anticoncepcionais hormonais combinados. Portanto a segunda afirmativa também é falsa.

    A contracepção de emergência não irá proteger a mulher contra a gravidez, se ela tiver relações sexuais desprotegidas nos dias que seguem o tratamento. Portanto a terceira afirmativa também é falsa.

    A AE evita ou retarda a ovulação, ou impedem a migração sustentada dos espermatozoides. Não há encontro entre os gametas masculino e feminino. Assim sendo, não ocorre a fecundação. Portanto a quarta afirmativa também é falsa, já que a AE pode retardar ou inibir a ovulação.

    Se esquecer de tomar apenas um dia a pílula, a mulher deve tomar a pílula esquecida imediatamente e a pílula regular no horário habitual, tomar o restante regularmente, uma a cada dia, não é necessário a contracepção de emergência. Portanto a última afirmativa também é falsa.

    Gabarito do Professor: Questão passível de anulação, pois todas as afirmativas são falsas.

    Gabarito da Banca: Letra A


    Bibliografia


    Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Anticoncepção de emergência : perguntas e respostas para profissionais de saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 2. ed. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2011.
  • Gabarito: Apesar do gabarito sugerido pela banca ser a letra ``a`` a questão deveria ser anulada devido todas as alternativas estarem erradas.

     

     

    De acordo com o CAB nº 26 Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva.Brasília-DF.2013 e CAB nº 3 Anticoncepção de emergência : perguntas e respostas para profissionais de saúde.Brasília-DF.2011

     

     

    a) Errado.

     

    11.10 ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA

    Anticoncepção ou contracepção de emergência consiste na utilização de pílulas contendo estrogênio e progestogênio ou apenas progestogênio depois de uma relação sexual desprotegida, para evitar gravidez.

     

    É importante ressaltar que a administração da AE classicamente é descrita dividindo-se a dose total em duas doses iguais, em intervalos de 12 horas, com a primeira dose iniciada, no máximo, em 72 horas.

     

     

    b) Errada.

     

    A única contraindicação absoluta para a AE ( anticoncepção de emergência ) , categoria 4 da OrganizaçãoMundial da Saúde, é a gravidez confirmada.

     

     

    c) Errada.

     

    A AE ( anticoncepção de emergência ) não oferece qualquer proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis (DST) ou contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV). 

     

     

    d) Errada.

     

    A ação da AE ( anticoncepção de emergência )  evitam ou retardam a ovulação, ou impedem a migração sustentada dos espermatozoides. Nãoencontro entre os gametas masculino e feminino. Assim sendo, não ocorre a fecundação.

     

     

    e) Errada.

     

    • Em caso de esquecimento:

     

     

    -- Se esquecer de tomar 1 ( uma ) pílula, tomar a pílula esquecida imediatamente e a pílula regular no horário habitual. Tomar o restante regularmente, uma a cada dia.

     

     

    -- Se esquecer de tomar 2 ( duas ) ou mais pílulas:

     

    - Tomar uma pílula imediatamente.

     

    - Usar método de barreira ou evitar relações sexuais durante sete dias.

     

    - Contar quantas pílulas restam na cartela.

     

    - Se restam sete ou mais pílulas: tomar o restante como de costume.

     

    - Se restam menos que sete pílulas: tomar o restante como de costume e iniciar nova cartela no dia seguinte após a última pílula da cartela. Nesse caso, a menstruação pode não ocorrer naquele ciclo.

     

    - Na ocorrência de coito desprotegido, nesse período, orientar a mulher para o uso de anticoncepção de emergência.

     

     

     

     

     

  • I - CERTO

    Há duas formas de oferecer a AE. A primeira, conhecida como regime ou método de Yuzpe, utiliza anticonceptivos hormonais orais combinados (AHOC) de uso rotineiro em planejamento familiar e conhecidos como “pílulas anticoncepcionais”. O método de Yuzpe consiste na administração combinada de um estrogênio e um progestágeno sintético, administrados até cinco dias após a relação sexual desprotegida (120H)

     

    FONTE: Anticoncepção de Emergência: perguntas e respostas para profissionais de saúde/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas – Brasília: Ministério da Saúde, 2005.

     

  • Anular

  • I. A contracepção de emergência deve ser utilizada por uma mulher assim que possível, dentro de 120 horas após ato sexual desprotegido ou acidente no controle da natalidade. CERTO

    A mulher deve tomar as pílulas de anticoncepção de emergência até cinco dias (120 horas) após a relação sexual desprotegida, mas, quanto mais precocemente se administra, maior a proteção.

    II. Não existe nenhuma contraindicação médica para a contracepção de emergência, exceto gravidez e sangramento vaginal anormal e não diagnosticado. ERRADO

    Qualquer mulher pode usar a anticoncepção oral de emergência, mesmo aquelas que, habitualmente, tenham contraindicações ao uso de anticoncepcionais hormonais combinados. Não existem riscos para a mulher ou para o feto se for acidentalmente usada na vigência de gravidez. A ausência de contraindicações não se aplica para o uso repetitivo do método (BRASIL, 2005; CHINAGLIA; PETTA; ALDRIGHI, 2005).

    Contraindicações: Não existe contraindicação absoluta para o uso da anticoncepção hormonal de emergência com Levonorgestrel, apenas se aconselha evitar o uso quando existe confirmação de gravidez.

    III. A contracepção de emergência irá proteger a mulher contra a gravidez, se ela tiver relações sexuais desprotegidas nos dias que seguem o tratamento.

    IV. A ingestão de pílulas de contraceptivos de emergência não retarda a ovulação. ERRADO

    Vários estudos recentes indicaram que, quando a pílula anticoncepcional de emergência é tomada antes da ovulação, inibe ou atrasa a liberação do óvulo do ovário.

    V. O esquecimento do uso de pílula contraceptiva oral por um dia indica a utilização da contracepção de emergência. CERTO

     Entre as principais indicações da anticoncepção de emergência, encontram-se: • Relação sexual sem uso de anticoncepcional. • Falha ou esquecimento do uso de algum método: ruptura do preservativo, esquecimento de pílulas ou injetáveis, deslocamento do DIU ou do diafragma. • No caso de violência sexual, se a mulher não estiver usando nenhum método anticoncepcional

  • JUSTIFICATIVA PARA A III- QUE TAMBÉM ESTÁ ERRADA. Enfatizar que a anticoncepção de emergência não protege contra posteriores relações sexuais desprotegidas, fazendo-se necessária a instituição de método regular para anticoncepção.

    Todas as justificativas foram tiradas do caderno de atenção nº página 240

    da própria bula do medicamento na BVS

  • TÁ TUDO ERRADO, NUM MARQUEI NADA NESSA QUESTÃO!!!

    É DIFICIL A VIDA DO CONCURSEIRO KKK