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ID
2635750
Banca
FUNRIO
Órgão
CGE-RO
Ano
2018
Provas
Disciplina
Direito Administrativo

Laura, advogada especializada em Direito Administrativo, alega, ao postular em prol de determinado cliente, que um ato administrativo padece do vício de autoridade incompetente. Nesse caso, constatado o vício, deve a Administração:

Alternativas
Comentários
  • Mas o vício de competência não pode ser convalidado?

  • DEVE ser anulado PODE ser convalidado
  • Laura, advogada especializada em Direito Administrativo, alega, ao postular em prol de determinado cliente, que um ato administrativo padece do vício de autoridade incompetente. Nesse caso, constatado o vício, deve a Administração: Caso aqui fosse poderá a Administração; Poderia ser aproveitar o ato. 

    a) validar o ato.

    b) aproveitar o ato. 

    c) consolidar o ato.

    d) ignorar o ato.

    e) anular o ato (No caso da questão somente este é o gabarito, deve a Administração anular o ato). Gabarito.

     

    Por favor, caso esteja errado aceito correções.

    F.F.F.D

  • A questão pediu DEEEEEEVE e não PODE. Se liga no enunciado, ele que te da a direção da resposta certa!

  • Presta atenção, o vicio de competencia pode ser convalidado, porém a advogada em questão ja entrou com a "postulação" diante do mesmo, o que impossibilita o ato de ser convalidado.

  • Acrescento o comentário:

     

    1) "O ato discricionário praticado por autoridade incompetente" é ilegítimo. Verdadeiro ou falso?

     

    RESPOSTA: Verdadeiro! Embora a competência possa eventualmente ser convalidada (quando se trate de competência não exclusiva), mesmo nestes casos o ato a princípio é ilegítimo, enquanto a dita convalidação não ocorrer!

     

    2) "O ato discricionário praticado por forma diversa da prevista em lei" é nulo. Verdadeiro ou falso?

     

    RESPOSTAVerdadeiro! Se a lei exige forma determinada é porque o legislador a considerou essencial à validade do ato (para garantir a seriedade deste), de modo, portanto, que o desrespeito à forma expressamente mencionada em lei gera a nulidade do ato!

     

    OBS: Apenas se admite a convalidação do ato quanto à forma, quando a lei não menciona nada sobre ela (é o que diz o art. 22 da Lei 9.784/99), caso em que ela não é essencial ao ato.

     

    Lei 9.784/99 - Art. 22. "Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir".

     

    Os atos do processo administrativo podem ser produzidos sem formalidade. E dependem de forma determinada apenas quando a lei expressamente a exigir.

     

    As formalidades muitas vezes são indispensáveis para o adequado andamento dos processos administrativos. Mas, se não o forem, sua adoção pode se transformar num óbice à celeridade e ao bom andamento das atividades administrativas. Por isso, a legislação busca simplificar os processos administrativos, evitando-se a adoção de formalidades inúteisfazendo que a inexistência de formas específicas seja a regra. É por isso que, nos termos do art. 2º, IX, da Lei 9.784/99, deve ser observado, nos processos administrativos, dentre outros, o critério de “adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados”. Contudo, exceto se a lei expressamente determinar a prática dos atos independerá de forma determinada.

     

    Com o mesmo entendimento no CPC. Arts. 154. Os atos e termos processuais não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir, reputando-se válidos os que, realizados de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial.

  • GAB (E)

  • A presente questão trata de vícios dos atos administrativos e busca a resposta naquela opção que contenha a informação correta.

    O ato administrativo emanado de autoridade que não tenha competência para sua prática deve ser anulado pela própria Administração Pública, com base na Súmula 473 do STF e no art. 53 da Lei nº 9784/99, por haver sido constatado vício de ilegalidade (a competência é determinada em lei). Tal ato jamais pode ser validado, aproveitado, consolidado ou ignorado, diante da relevância e da magnitude do vício que o macula.

    A Opção “E" traz a resposta correta para a presente indagação: o ato narrado no enunciado da questão deve ser anulado.

    GABARITO DO PROFESSOR: LETRA E.