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ID
2846671
Banca
COMVEST - UNICAMP
Órgão
UNICAMP
Ano
2018
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Tanto que se viu a abundância do ouro que se tirava e a largueza com que se pagava tudo o que lá ia, logo se fizeram estalagens e logo começaram os mercadores a mandar às Minas Gerais o melhor que chega nos navios do Reino e de outras partes. De todas as partes do Brasil, se começou a enviar tudo o que dá a terra, com lucro não somente grande, mas excessivo. Daqui se seguiu, mandarem-se às Minas Gerais as boiadas de Paranaguá, e às do rio das Velhas, as boiadas dos campos da Bahia, e tudo o mais que os moradores imaginaram poderia apetecer-se de qualquer gênero de cousas naturais e industriais, adventícias e próprias.

(Adaptado de André Antonil, Cultura e Opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia-Edusp, 1982, p. 169-171.)

Sobre os efeitos da descoberta das grandes jazidas de metais e pedras preciosas no interior da América portuguesa na formação histórica do centro-sul do Brasil, é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito aos não assinantes: A

  • Basicamente, surgiu a necessidade de cidades para satisfazer o polo q surgiu la

  • Letra A. Suave. Próxima.

  • A atividade aurífera estimulou a formação de diversos núcleos urbanos nas áreas de exploração, tais como Vila Real de Sabará, Congonhas do Campo, Ribeirão do Carmo e São-João-Del-Rei. Vila Rica de Ouro Preto, que chega a se tornar capital de Minas Gerais, chegou a ser a cidade mais populosa da América Latina, com cerca de 40 mil habitantes em 1730.

    Uma restrita parcela de homens livres (donos de datas, grandes comerciantes e funcionários da Coroa) ocupava posições de destaque na sociedade do ouro, que como veremos a seguir, foi marcada pelo signo da pobreza.

    As vilas da região mineradora também contavam com uma camada intermediária, composta por médicos, advogados, clérigos, militares e comerciantes. Já a grande maioria dos homens livres vivia a margem da riqueza extraída dos leitos dos rios, obtendo seu sustento como biscateiro, faiscador, roceiro, garimpeiro e pequeno roceiro. Cabe destacar que a atividade aurífera foi baseada no trabalho escravo, de maneira que 70% da população da região das minas era composta por cativos.