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ID
302686
Banca
EJEF
Órgão
TJ-MG
Ano
2006
Provas
Disciplina
Direito Penal

Antônio Carlos, matador de aluguel, pretendendo, sem motivo, por fim à vida de Maria de Lourdes, apontou-lhe, pelas costas, arma de fogo de grosso calibre, acionando o gatilho repetidas vezes. Não conseguiu seu intento, vez que a arma estava descarregada. É CORRETO afirmar que Antônio Carlos:

Alternativas
Comentários
  • letra b.

    Nos termos do art. 17 do Código Penal, "não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime". Em certas hipóteses, verifica-se, ex-post, que o autor jamais poderia atingir a consumação, quer pela inidoneidade absoluta do meio executório, quer pela absoluta impropriedade do objeto material (pessoa ou coisa). O instituto corresponde ao que se denomina "crime impossível.

    Os exemplos são variados: propinação de um grama de veneno quando eram necessários três para matar a vítima; ingestão de substância inócua por mulher grávida que deseja abortar; atirar na vítima com revólver de brinquedo ou com arma de fogo desmuniciada (RT, vol. 514, p. 336); falsificação grosseira; fraude grosseira no estelionato (RT, vol. 608, p. 337); dinheiro marcado (RT, vol. 520, p. 405); sistema de alarme que torna absolutamente impossível a subtração do objeto material (RT, vol. 545, p. 373) etc.
  • LETRA B

    CRIME IMPOSSÍVEL X TENTATIVA
    1. CRIME IMPOSSÍVEL: MEIO ABS INEFICAZ
    - arma SEM munição
    - o agente aciona o gatilho
    - não sai o projétil (estava sem munição)
    - não se pune a tentativa.
     
     
    2. TENTATIVA: O AGENTE NÃO CONSEGUE CONSUMAR O CRIME POR CIRCUNSTÂNCIAS ALHEIAS À SUA VONTADE
    - arma COM munição
    - o agente aciona o gatilho
    - não sai o projétil (DÁ DEFEITO NA ARMA)..
  • É importante perceber no caso de CRIME IMPOSSÍVEL (art. 17 CP) que HÁ A EXISTENCIA DE UM CRIME TENTADO, porém TAL CRIME não é punível. A ausencia de punibilidade pressupõe a existência de um crime.
    Muitas pessoas pensam que quando se fala de CRIME IMPOSSÍVEL não houve a existência de crime (que o fato é atípico). Ledo engano, pois ocorre-o, porém, por razões de políticas criminal, o mesmo não é punível. Veja o art. 17 CP:


    Art. 17 CP: NAO SE PUNE A TENTATIVA (pressupõe que houve um crime) quando.... Assim, tecnicamente, essa questão está errada quando coloca na alternativa correta que não houve crime.Porém, dentro das alternativas existentes é a "menos errada", pois a consequencia do crime impossível leva a concluir que "não houve crime".
  • Correta B
     

    Crime Impossível - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. (Alterado pela L-007.209-1984) 

  • TRATA A HIPÓTESE DE CRIME IMPOSSÍVEL, JUSTAMENTE PELA INEFICÁCIA ABSOLUTA DO MEIO EMPREGADO PARA CONSUMAÇÃO DO DELITO, OU SEJA, O MEIO ELEITO PELO AGENTE É ABSOLUTAMENTE INCAPAZ DE PRODUZIR O RESULTADO.

    EM SENDO ASSIM, O CRIME IMPOSSÍVEL É CAUSA EXCLUDENTE DE TIPICIDADE, ESSA É SUA NATUREZA JURÍDICA.
  • O crime impossível é também denominado por alguns estudiosos de tentativa inidônea, inadequada, inútil, ou quase crime.
  • "É correto afirmar que ANTÔNIO CARLOS:
    b) Não praticou nenhum crime;"


    Sem querer polemizar, mas penso que a questão deveria ser
    ANULADA.
    Penso que
    NÃO é correto afirmar que o dito cujo "não praticou nenhum crime".
    Como podemos afirmar isto?
    No  mínimo, é possível vislumbrar um possível crime de porte ilegal de arma
    de fogo, ainda mais considerando o alarde que fez o examinador no enunciado: "... apontou-lhe, pelas costas, arma de fogo de grosso calibre...".
    Tudo bem que, considerando as demais alternativas, conhecendo o assunto e dando o devido desconto para o examinador, não há como errar a questão. Mas, que a questão, por falta de lógica, está mal formulada, ahhhh tá!
    Enfim, penso que, pelas informações do enunciado, é IMPOSSÍVEL chegar à conclusão descrita na alternativa "b". Mas, certamente, o examinador pensa diferente, eh, eh, eh......

  • alternativa E


    e) praticou o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, mas não praticou crime de tentativa de homicídio.


    achei a alternativa correta, vlw.


    bons estudos.

  • Sem querer ser chato com os colegas, não dá para dizer que o gabarito esta errado, pois ninguem sabe se o dito tinha ou não porte, porém dá para dizer que as demais alternativas estão completamente erradas. Neste caso, não há o que discutir o gabarito.

     

    Joguem o jogo! Bons estudos!

  • Crime impossível: atipicidade

    Abraços

  • Ele não praticou crime devido a ineficácia absoluta do meio que ele utilizou. Nunca que ele conseguiria matar Maria de Lourdes com a arma descarregada. Não houve assim, perigo ao bem jurídico penalmente tutelado. Enquadrar-se-á o Antônio Carlos no artigo 17 do código penal (crime impossível).

    Abraço.

  • Ele não praticou crime devido a ineficácia absoluta do meio que ele utilizou. Nunca que ele conseguiria matar Maria de Lourdes com a arma descarregada. Não houve assim, perigo ao bem jurídico penalmente tutelado. Enquadrar-se-á o Antônio Carlos no artigo 17 do código penal (crime impossível).

    Abraço.

  • Veja que o meio era absolutamente ineficaz.

  • Aplica-se o crime impossível do artigo 17 do CP.