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ID
3350152
Banca
FADESP
Órgão
UEPA
Ano
2020
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

O Sarampo é uma doença viral aguda grave, que atinge principalmente crianças menores de cinco anos de idade, desnutridas e imunodeprimidas. De acordo com o Boletim Epidemidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS, 2019), neste ano foram notificados 49.613 casos suspeitos de sarampo. Desses, foram confirmados 10.429 (21,0%), sendo 8.235 (79,0%) por critério laboratorial e 2.194 (21,0%) por critério clínico epidemiológico. Foram descartados 19.647 (39,6%) casos e permanecem em investigação 19.537 (39,4%). Considerando que a doença é caracterizada como um problema de saúde pública brasileiro, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • Coisa linda!
  • Sua transmissão ocorre quando o doente tossefalaespirra ou respira próximo de outras pessoas (transmissão por aerossóis). A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina. 

    Os sintomas do sarampo incluem: febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. Em torno de 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. 

    A vacinação contra a doença é indicada conforme as situações de dosagem e faixa etária: dose zero, todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano. Primeira dose: crianças que completarem 12 meses. Segunda dose: aos 15 meses de idade. Última dose, por toda a vida.

    Adultos de 20 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral e adultos de 30 a 59 anos devem ter uma dose da dupla ou tríplice viral.

    FONTES: https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/sarampo ; https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46329-mais-de-3-milhoes-de-criancas-e-jovens-devem-se-vacinar-contra-o-sarampo-2

  • Estratégias de vacinação

    O Ministério da Saúde tem atuado ativamente junto aos Estados e Municípios no enfrentamento do surto de sarampo. O bloqueio vacinal seletivo deve ser realizado em até 72 horas em todos os contatos do caso suspeito durante a investigação.

    Para a interrupção da transmissão do vírus do sarampo, redução das internações e óbitos, a vacinação deve ser priorizada e adotada na seguinte ordem:

    1. Instituir dose zero para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias; (Para as crianças que receberem a dose zero da vacina entre seis meses a 11 meses e 29 dias, esta dose não será considerada válida para fins do Calendário Nacional de Vacinação, é uma forma extra de prevenção);

    2. Vacinar com a primeira dose aos 12 meses de idade, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação;

    3. Vacinar com a segunda dose aos 15 meses de idade, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação;

    4. Vacinar menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) não vacinados ou com o esquema vacinal incompleto;

    5. Vacinar todos os trabalhadores da saúde, não vacinados ou com o esquema vacinal incompleto, de qualquer idade que atuam no atendimento direto de pacientes com suspeita de infecções respiratórias ;

    6. Vacinar indivíduos de 5 a 29 anos não vacinados;

    7. Vacinar indivíduos de 5 a 29 anos com esquema vacinal incompleto;

    8. Vacinar indivíduos de 30 a 49 anos não vacinados.

    FONTE: https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/novembro/20/Boletim-epidemiologico-SVS-35.pdf

  • A transmissão do vírus ocorre a partir de gotículas de pessoas doentes ao espirrar, tossir, falar ou respirar próximo de pessoas sem imunidade contra o vírus sarampo. A vacina é a única medida preventiva eficaz contra o sarampo. Portanto, a alternativa A está errada. 

    Os sintomas iniciais são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido, falta de apetite,  mal-estar intenso. Em 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. A letra B está errada, o aparecimento das manchas é em torno de 4 dias e é céfalo-caudal. 

    A prevenção do sarampo é feita por intermédio da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), que deverá ser administrada aos 12 meses de idade; e o reforço, com a vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), aos 15 meses de idade. Alternativa C está correta. 

    As pessoas de 5 a 29 anos de idade não vacinadas ou com esquema incompleto devem ser vacinadas com a vacina tríplice viral conforme situação encontrada, considerando-se o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Considera-se vacinada a pessoa que comprovar duas doses de vacina tríplice viral ou tetra viral. As pessoas de 30 a 49 anos de idade não vacinadas devem receber uma dose de tríplice viral. Ou seja, até os 29 anos são necessárias duas doses da vacina, alternativa C está errada. 

    Gabarito do Professor: Letra C 

    Bibliografia 

    Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Vigilância em saúde no Brasil 2003|2019: da criação da Secretaria de Vigilância em Saúde aos dias atuais. Bol Epidemiol [Internet]. 2019 set [data da citação]; 50(n.esp.):1-154. Disponível em: http://www.saude.gov.br/ boletins-epidemiologicos.