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ID
3866998
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Santo Augusto - RS
Ano
2020
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A atividade nas grandes unidades produtoras voltadas para o mercado externo era repetitiva, cansativa e extremamente laboriosa e demandava a utilização de mão de obra compulsória. Nos grandes engenhos, os escravos rurais poderiam chegar a cem ou mais e os domésticos eram menos numerosos. Apesar das altas taxas de mortalidade entre os cativos, os escravizados jamais abriram mão de serem agentes de suas vidas. A respeito da prática da escravidão no Brasil, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.

I. Houve uma especificidade no modelo brasileiro de escravidão, que foi a brecha da alforria. As manumissões relacionavam-se ao bom comportamento, mas também à compra da liberdade pelo próprio escravo. Na colônia, permitia-se que este acumulasse um pecúlio, e não poucas vezes mulatos que exerciam funções especializadas podiam ter a esperança de ser livres.
II. Os escravizados criaram laços de afeição entre si, associações religiosas e sociais e redes. Além do mais, eles reagiram a sua rotina de trabalhos forçados fazendo, quando podiam, pequenas e médias barganhas, negando-se a executar certas tarefas, ou apenas contrariando a vontade dos seus senhores.
III. O quilombo, agrupamento de cativos fugidos, não era só um lugar transitório; significava uma alternativa concreta à ordem escravista e, por isso, tornou-se um problema para a sociedade colonial, que precisava combatê-lo. As autoridades logo proibiram a aglomeração de mais de seis escravos fora do trabalho.

Alternativas
Comentários
  • I - Os escravos de ganho, no contexto do Brasil colonial e do Império, eram escravos obrigados pelos seus senhores a realizar algum tipo de trabalho nas ruas, levando para casa ao fim do dia uma soma de dinheiro previamente estipulada.

    Foi relativamente comum este tipo de escravo conseguir formar um pecúlio, que empregava na compra de sua liberdade, pagando ao senhor por sua alforria. Embora conhecida desde o século XVII nas áreas urbanas, na época do Império a prática foi mais controlada pelo estado, que concedia licença aos proprietários para o seu uso. As principais atividades a que se dedicavam eram as de carregadores, doceiras e pequenos consertos, embora alguns senhores induzissem as escravas à prostituição, o que era proibido por lei.

    Esses escravos, apesar de que podiam ser terrivelmente punidos se não arrecadassem os valores exigidos pelos seus senhores, tinham certas vantagens sobre os outros tipos de escravos, isso porque tinham maior mobilidade, fazendo com que tivessem mais possibilidades de circulação do que os escravos das áreas rurais e mineradoras.

    Comentário: se eles tinham essa mobilidade, obviamente que eram escravos de bom comportamento.

    fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Escravos_de_ganho

    II - A resistência à escravidão por meio das revoltas, conforme pontua o historiador João José Reis, não visava, exclusivamente, a acabar com o regime de escravidão, mas, dentro do cotidiano dos escravos, poderia ser utilizada como instrumento de barganha. Sendo assim, essas revoltas dos escravos buscavam, muitas vezes, corrigir excessos de tirania dos senhores, diminuir o nível de opressão ou punir feitores excessivamente cruéis.

    fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/a-resistencia-dos-escravos.htm

    DEPOIS ACRESCENTO A TERCEIRA.