Segundo Plínio de Arruda Sampaio Jr. Economista, professor do Instituto de Economia da Unicamp, no prefácio da 32ª edição , de 2005, da obra de Celso Furtado
“ Formação Econômica do Brasil"
“Celso Furtado é um cientista social consagrado, que dispensa maiores apresentações. Sua vasta produção intelectual abarca tanto questões teóricas sobre os obstáculos ao desenvolvimento das economias periféricas, como interpretações históricas sobre a formação econômica latino-americana e do Brasil. Suas pesquisas associam a gênese do subdesenvolvimento ao pesado legado do período colonial e a sua continuidade à presença de classes dominantes aculturadas, obcecadas em imitar os estilos de vida e de consumo das economias centrais."
Foi autor de vasta obra e , dentre tudo que publicou, a “Formação Econômica do Brasil “ é umas das mais conhecidas e estudadas. E, quando o livro foi publicado pela primeira vez apresentou uma combinação do método histórico com a análise econômica o que era, na época, uma novidade.
A questão versa sobre um trecho do trabalho de Celso Furtado que destaca a “situação praticamente nova na economia brasileira" na década da 1930. Ela está indicada em uma das alternativas. E, ela exige conhecimento acerca de História Econômica do Brasil. É aconselhável a leitura do trabalho de Celso Furtado.
A) INCORRETA – Houve transferência de capitais do setor agrícola primordialmente para o setor industrial e não para o financeiro. Este último havia aumentado significativamente em função do setor cafeeiro no Sudeste.
B) INCORRETA- Em primeiro lugar o setor industrial não se desenvolve a princípio no Nordeste. E a hegemonia dos cafeicultores não foi totalmente quebrada por conta do produto ter continuado a ser importante no setor de exportação e houve transferência de capital agrário para o setor urbano -industrial.
C) INCORRETA -Embora o desenvolvimento da economia brasileira ter levado a disparidades regionais, não houve uma política econômica que tivesse como projeto a criação de disparidades.
D) CORRETA – A economia brasileira desde o período colonial foi estruturada como de exportação. Uma economia “para fora" na qual o mercado interno não tinha o protagonismo. Com as questões oriundas das crises de superprodução do café e a crise mundial de 1929, que se alonga pela década de 1930, a produção e a movimentação do mercado interno passa a ser primordial para a formação do capital.
E) INCORRETA – Durante a década de 1930, com a crise, não são abandonados totalmente os mecanismos de defesa dos produtos de exportação, principalmente aqueles vinculados à cafeicultura, ainda uma geradora importante de divisas através da exportação.
Gabarito do Professor: Letra D.