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ID
5081956
Banca
COSEAC
Órgão
Prefeitura de Niterói - RJ
Ano
2016
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

O Bibliotecário de uma biblioteca pública, enquanto “ordenador do universo” (Manguel, 1997), deve compreender que os sistemas de classificação são em última análise:

Alternativas
Comentários
  • Sem pretender revisar a literatura sobre o processo de indexação e representação do conhecimento, ou mesmo discuti-los sob o viés ontológico e cognitivo, nos propomos a tecer, nesse texto, reflexões sobre o ato de indexar como um ato de leitura. Partimos do princípio de que tal ato –“habitus”, inserido no labor cotidiano dos profissionais bibliotecários, deva ser exercido com a consciência de que nele subjaz o poder das escolhas, um poder organizador “arbitrário”, que define o percurso e o destino do leitor e da obra. E ademais trazemos, à cena, a biblioteca como um lugar onde essas ações vêem sendo desenvolvidas ao longo do tempo, refletindo sobre as circunstâncias que conduzem e ou definem o seu acolhimento sejam elas técnicas, gerenciais, estéticas, tecnológicas

    Pesq. Bras. em Ci. da Inf. e Bib., João Pessoa, v. 8, n. 1, p. 011-018, 2013.

  • "Os sistemas ocidentais de categorias de princípios do período moderno são tão diferentes dos nossos próprios sistemas que requerem uma abordagem antropológica, como a que Michel Foucault levou a efeito na década de 1960. Herdamos deles alguma terminologia, palavras como “magia” ou “filosofia”, por exemplo, mas esses termos mudaram de significado à medida que mudava o sistema intelectual. Para evitarmos ser enganados por esses “falsos amigos”, precisamos tomar distância dessas categorias europeias, aprender a considerá-las como tão estranhas ou construídas como (digamos) as chinesas. Foucault fez a mesma observação recorrendo a uma fábula tomada de empréstimo a Jorge Luis Borges sobre as categorias de animais encontradas numa enciclopédia chinesa — animais pertencentes ao imperador, aqueles desenhados com um fino pincel de pelos de camelo, aqueles que de longe parecem moscas, e assim por diante. A fábula mostra vivamente a arbitrariedade manifesta de qualquer sistema de categorias quando visto de fora."

    BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. 

    Esse trecho responde outra pergunta da mesma prova ---> se você ler com atenção, a pergunta é BASICAMENTE A MESMA