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ID
5102671
Banca
IADES
Órgão
SES-DF
Ano
2020
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

O trauma torácico tornou-se a segunda lesão traumática mais comum no trauma não intencional; por isso, rápidas ações e intervenções precoces são fatores-chave para avaliações, manejo e sobrevivência. O trauma torácico pode ser resultado de um trauma penetrante ou contuso. O trauma contuso geralmente é uma causa mais comum de lesões traumáticas e pode ser igualmente fatal. É importante conhecer o mecanismo, pois o manejo pode ser diferente.

Tendo em vista esse assunto e os conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.

O dreno de tórax é utilizado no tratamento do hemotórax e, em casos de suspeita de hemotórax maciço, é importante ter a autotransfusão. Se a drenagem for inferior a 1.500 mL com persistência de sangramento, deve-se considerar a necessidade de realização de toracotomia sem precisar avaliar o estado fisiológico geral.

Alternativas
Comentários
  • Indica-se toracotomia urgente em qualquer das seguintes situações:

    • Sangramento inicial é > 1.500 mL
    • Sangramento é > 200 mL/h durante > 2 a 4 h e causa comprometimento respiratório ou hemodinâmico ou a necessidade de hemotransfusões repetidas.

  • O hemotórax é nada mais que o acúmulo de sangue na cavidade pleural. Ele é chamado de maciço quando há um rápido acúmulo de mais de 1500ml na cavidade. Já que há a presença de um líquido em um local onde normalmente há ar, os murmúrios vesiculares estão diminuídos ou abolidos.

    Além disso, as jugulares estão colabadas, pois a volemia sistêmica está globalmente diminuída, diminuindo a pressão venosa, o que nos alerta para um quadro de choque hipovolêmico. Isso é importante, pois ajuda a diferenciar do quadro de choque obstrutivo, no qual as jugulares estão túrgidas, que está presente no pneumotórax hipertensivo ou no tamponamento cardíaco (já chegaremos a ele). No raio-x, seria visível uma grande opacidade no hemitórax acometido.

    O tratamento é o mesmo das patologias anteriores: drenagem torácica a selo d’água. Como o paciente perdeu muito sangue, é necessária a reposição volêmica com cristaloides intravenosos e, possivelmente, hemotransfusão. Há a possibilidade de toracotomia de urgência, desde que haja saída de 1500ml de sangue em uma drenagem inicial, indicando um volume maciço, ou saída de mais que 200ml durante as 4 horas seguintes, causando um prejuízo respiratório ou hemodinâmico. A presença de saliva ou alimentos no líquido drenado provavelmente vem de uma rotura do esôfago e suscita a necessidade de abrir o tórax.