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Gab. E
“A clientela
dos sistemas penitenciários é constituída de pobres não porque tenham maior tendência
para delinquir, mas precisamente porque têm maiores chances de serem criminalizados
e etiquetados como delinquentes.”
Vera Regina Pereira Andrade. A ilusão de segurança jurídica: do controle da violência à violência
do controle penal. P. 270. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1997.
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Mas quem é essa pessoa???
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Nas lições de Zaffaroni, eles tem maior vulnerabilidade, então são mais facilmente atingidos pelos sistemas de controle e de repressão estatal.
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Fui pela lógica... rs
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Parece que temos um clássico aqui né, Arnaldo.
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será que examinadores acham que só se cobra uma matéria na prova de delta? quem é essa Vera? Temos que ler até doutrinadores inexpressivos?
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Arnaldo, estude um pouco de história, filosofia e MAIS criminologia, pois seu comentário não tem embasamento nenhum.
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GABARITO E
Fenômeno comum em países em desenvolvimento ou emergentes, as condições precárias de habitação propiciam a promiscuidade, o afrouxamento dos freios morais, o desrespeito ao próximo e outros desvios comportamentais, o que empurra aqueles que vivem ou sobrevivem nessas situações a uma existência marcada pela inclinação ao crime.
Para haver progresso, tem que existir ordem.
DEUS SALVE O BRASIL.
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Texto: Patrícia da Veiga
Vera Regina Pereira de Andrade, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é responsável por promover no Direito Penal uma virada à esquerda e à brasileira. Ela foi uma das primeiras pesquisadoras do país a se aprofundar na criminologia crítica e a discutir violência, crime e punição sob um ponto de vista local, de classe e de gênero. Representante do feminismo abolicionista e afinada com estudos marxistas e pós-coloniais, Vera promove uma revolução no modo de enxergar o sistema penal brasileiro e vislumbra possibilidades em uma justiça restaurativa. O Jornal UFG a entrevistou por ocasião do I Encontro das Criminalistas, realizado em março na Faculdade de Direito (FD), evento em que ela foi homenageada. Confira.
filha da doutrina de marx, não devia nem ser levada a sério mais.
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Vocês não sabem quem é Vera Regina Pereira Andrade? Nem eu
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Kkkkk esses comentários tiraram um pouco da tensão.. Pensei a mesma coisa.. Quem é essa fdp!!!
"filha da doutrina de marx, não devia nem ser levada a sério mais." concordo kkk
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Essa gente menosprezando a autora me faz rir... Ela "só" está sendo citada para a formulação de uma questão de um CONCURSO da polícia. E vc?
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Incrível como para acertar determinadas questões você não precisa saber absolutamente nada, é só seguir aquela linha de raciocínio que dominou as academias brasileiras.
Seja lá quem for a tal da Vera.
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Criminologia é uma matéria muito instigante.
Realmente, a vida não brinda todos com as mesmas oportunidades. Como já dizia Zaffaroni: os pobres têm menor poder de autodeterminação, de modo que o juiz, na dosimetria da pena, deve ponderar essa condição. Claro, não podemos generalizar, banalizar, mas com toda certeza, a criminalidade é algo próximo à pobreza.
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Filha ou não " "filha da doutrina de marx", sendo uma tese coerente , NAO DEVE SER IGNORADA, pois contribuições para um país melhor não deve ser ignorada por posições políticas idiotas q nada tem de humanitário
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GABARITO: E
LABBELING APPROACH
Paradigma do Controle (investiga os processos de criminalização).
- Estudo do controle social ganha prioridade.
- A criminalidade não tem natureza ontológica (essencial), senão definitorial.
- O controle social não se limita a detectar a criminalidade e a identificar o infrator, mas antes cria a criminalidade.
- O criminoso é fruto de um processo de rotulação, de etiquetamento social. Não há crime se a conduta não é rotulada como criminosa. O desviante (termo utilizado pelo labelling, já que o crime não existe por si só) interage, se identifica com o rótulo de criminoso e assume a identidade criminógena, reincidindo.
- Nem a lei é expressão dos interesses gerais e nem o processo de sua aplicação à realidade respeita o dogma da igualdade e dos cidadãos. Os agentes do controle social formal não são meras correias de transmissão da vontade geral, senão filtros seletivos e discriminatórios guiados pelo critério do status social do criminoso, que perpetuam as estruturas de dominação de uma sociedade injusta e desigual.
- A população penitenciária, subproduto final do funcionamento discriminatório do sistema legal, não representa a população criminosa real – nem qualitativa nem quantitativamente.
- O fato de haver mais pobres do que ricos na cadeia não significa que os primeiros cometam mais crimes, mas que o controle social se orienta prioritariamente para as classes sociais mais oprimidas.
Fonte: Material Criminologia Curso Método Ciclos.
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Top é buscar conteúdo de qualidade com os colegas e se deparar com a opinião particular de concueseiro doutrinador explicando o pobre e a criminalidade... my egg!