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ID
729847
Banca
FCC
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2012
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Pacientes que não se curam após tratamento com os esquemas padronizados pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose podem ser portadores de bacilos resistentes aos tuberculostáticos. Em relação a esses pacientes, o Ministério da Saúde (2010) recomenda, dentre outras indicações, que:

I. a medicação deverá ser ministrada fracionada, em até seis doses e, quando houver polirresistência, a medicação será administrada em dias alternados.

II. atenção especial deve ser dada ao tratamento dos grupos considerados de alto risco de intoxicação, como pessoas com mais de 60 anos, em mau estado geral e alcoolistas.

III. a rifampicina é o medicamento de escolha para mulheres que utilizam contraceptivos orais, por ser a única que não interfere na ação do contraceptivo oral.

IV. o atendimento desses pacientes deverá ser realizado nas unidades de urgência por equipe multiprofissional especializada, credenciadas ou não pelas Coordenações Municipais e Estaduais de Tuberculose.

É correto o que consta em

Alternativas
Comentários
  • Os anticoncepcionais orais que contêm estrógenos, ou estes, diminuem a eficácia da RIFAMPICINA devido à estimulação por parte dela, do metabolismo do estrógeno ou à redução da circulação êntero-hepática dos estrógenos, o que propicia ocorrência de transtornos dos ciclos menstruais e gravidezes não desejadas.
  • A resistência aos tuberculostáticos devem ser confirmada por testes laboratoriais e é definida como:  Monorresistência- resistência a um fármaco. Polirresistência: resistência a mais de um fármaco que não rifampicina e isoniazida. Multirresistência: Resistência simultânea à, pelo menos, rifampicina e isoniazida. Resistência extensiva aos fámacos: resistência a rifampicina e isoniazida, acrescida de resistência a uma fluoroquinolona e um medicamento injetável de segunda linha. - Esses pacientes e seus familiares serão atendidos por equipe multiprofissional especializada, em centros de referência que cumpram as normas de biossegurança, e estejam credenciados pelas coordenações municipais e estaduais de tuberculose.
    - Em todos os esquemas, a medicação é de uso diário, e deverá ser administrada, de preferência, em uma única tomada em jejum ou, em caso de intolerância digestiva, junto com uma refeição.
    - Atenção especial deve ser dada ao tratamentos de grupos considerados de alto risco de intoxicação, como pessoas com mais de 60 anos, mal estado geral e alcoolistas.
    - A rifampicina interfere na ação dos contraceptivos orais, devendo as mulheres, em uso desses, receber orientações para utilizar outros métodos anticoncepcionais.