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ID
915163
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO)
Ano
2013
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Com relação à assistência de enfermagem ao paciente cirúrgico,
julgue o item subsecutivo.

A ocorrência de hipotermia no paciente em transoperatório deve ser prevenida para evitar complicações severas, como arritmias cardíacas, incidência de infecção do sítio cirúrgico, sangramentos e a ampliação da permanência do paciente na sala de recuperação pós-anestésica.

Alternativas
Comentários
  • A hipotermia grave também interfere no ritmo e na condução do coração com o aparecimento de disritmias. Ocorrem também: desvio da curva de dissociação da hemoglobina para a esquerda, contribuindo para menor oxigenação dos tecidos; redução da perfusão periférica e decréscimo da biotransformação das drogas, que pode aumentar a duração da ação dos bloqueadores neuromusculares, dos sedativos, dos hipnóticos e dos anestésicos halogenados, com o aumento do tempo de recuperação anestésica e o prolongamento da inconsciência; elevação da incidência de tremor, que pode determinar grande aumento do consumo de oxigênio (400% a 500%), da produção de dióxido de carbono e das demandas cardíaca e respiratória; maior viscosidade sanguínea e ocorrência de moderada coagulopatia, em virtude da sequestração visceral de plaquetas, do decréscimo da função plaquetária e da redução da atividade dos fatores de coagulação e diminuição dos fatores ligados à imunidade, que aumentam as infecções e o tempo de hospitalização

    Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0080-62342012000100008&script=sci_arttext
  • O ser humano necessita que sua temperatura interna seja constante, pois só dessa maneira há conservação das funções metabólicas necessárias a sua sobrevivência. A hipotermia é definida como a temperatura corporal central menor que 36°C e representa uma das complicações mais comuns durante o procedimento anestésico cirúrgico. Dentre as implicações relacionadas à ocorrência da hipotermia perioperatória indesejada incluem-se o aumento do risco de sangramento, taquicardia, eventos cardíacos mórbidos, infecção do sítio cirúrgico e prolongamento do período de internação (inclui-se ampliação da permanência do paciente na sala de recuperação pós-anestésica). Outras complicações possíveis são rebaixamento do nível de consciência, aumento da meia vida farmacológica dos anestésicos, redução do débito urinário, tremores, exacerbação da dor pós-operatória, aumento do risco de trombose venosa profunda por ocasionar estase venosa e demanda elevada de oxigenação. Resposta CERTO Bibliografia Moysés AM, Trettene AS, Navarro LHC, Ayres JA. Prevenção da hipotermia no transoperatório: comparação entre manta e colchão térmicos. Rev Esc Enferm USP; 48(2):228-35, 2014.
  • O ser humano necessita que sua temperatura interna seja constante, pois só dessa maneira há conservação das funções metabólicas necessárias a sua sobrevivência. A hipotermia é definida como a temperatura corporal central menor que 36°C e representa uma das complicações mais comuns durante o procedimento anestésico cirúrgico.

     

     

    Dentre as implicações relacionadas à ocorrência da hipotermia perioperatória indesejada incluem-se o aumento do risco de sangramento, taquicardia, eventos cardíacos mórbidos, infecção do sítio cirúrgico e prolongamento do período de internação (inclui-se ampliação da permanência do paciente na sala de recuperação pós-anestésica).

     

     

    Outras complicações possíveis são rebaixamento do nível de consciência, aumento da meia vida farmacológica dos anestésicos, redução do débito urinário, tremores, exacerbação da dor pós-operatória, aumento do risco de trombose venosa profunda por ocasionar estase venosa e demanda elevada de oxigenação.

     

     

     

    Resposta CERTO

     

     

    Bibliografia

     

    Moysés AM, Trettene AS, Navarro LHC, Ayres JA. Prevenção da hipotermia no transoperatório: comparação entre manta e colchão térmicos. Rev Esc Enferm USP; 48(2):228-35, 2014.