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ID
923212
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PRF
Ano
2002
Provas
Disciplina
História

O desenvolvimento do transporte ferroviário no Brasil está diretamente ligado à expansão da cafeicultura, primeiro no estado do Rio de Janeiro (Vale do Paraíba) e a seguir no estado de São Paulo. No Rio de Janeiro, as ferrovias escoavam a produção cafeeira do Vale do Paraíba até o Porto do Rio. Em São Paulo, elas escoavam a produção cafeeira do interior até o Porto de Santos. O desenvolvimento do transporte rodoviário no Brasil teve início no final da década de 20, no governo de Washington Luís (“Governar é abrir estradas”), quando se construiu a rodovia Rio–São Paulo, única pavimentada até 1940. A partir da década de 50, o transporte rodoviário se transformou no principal meio de locomoção do país.

Marcos de Amorim Coelho. Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 1999, p. 252-4 (com adaptações).

A partir das informações do texto acima, julgue o item que se segue.

A construção de Brasília deu impulso significativo à integração nacional por meio de grandes rodovias, o que atendia a um dos objetivos da nova capital, ou seja, promover a interiorização do desenvolvimento.

Alternativas
Comentários
  • GAB: C

     

  • Complementando a questão. O objetivo era não apenas a interiorização do desenvolvimento, mas também a integração das diversas Regiões do Brasil com a região mais central.

    Resposta: Certo

  • it's right

  • Devido a fatores econômicos e históricos, a população brasileira concentrou-se na faixa litorânea, ficando o

    interior do país pouco povoado e economicamente esquecido, assim, a transferência da capital para o

    interior impulsionou o deslocamento de um contingente populacional e a abertura de rodovias, ligando a

    capital às diversas regiões do país, o que levaria a uma maior integração econômica.

    Gabarito: Certo

    Estratégia

  • JUSTIFICATTIVAS PARA A CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA:

    - Símbolo do novo Brasil: modernização;

    - Segurança nacional: com a capital no interior a ameaça de invasão seria menor;

    Servir de referência para uma maior integração nacional;

    Levar o progresso para o interior (interiorização do povoamento e do desenvolvimento e integração nacional);

    Afastar o poder central da turba, das manifestações populares (afastar os governantes da concentração de atividades e das pressões populares);

    Criar uma cidade mais adequada às necessidades do poder;

  • Fatores que levaram a transferência da capital

    1) Segurança Nacional - acreditava-se que, com a capital no litoral, ela estaria mais vulnerável a ataques estrangeiros. Esse argumento militar-estratégico teve como precursor Hipólito José da Costa e influenciou tanto os primeiros republicanos como também os militares após a 2ª Guerra Mundial. Acreditava-se que, com a capital no interior, a ameaça da invasão seria pouco significativa.

    2) Interiorização do povoamento e do desenvolvimento e integração nacional – devido a fatores econômicos e históricos, a população brasileira concentrou-se na faixa litorânea, ficando o interior do país pouco povoado e economicamente esquecido, assim, a transferência da capital para o interior forçaria o deslocamento de um contingente populacional e a abertura de rodovias, ligando a capital às diversas regiões do país, o que levaria a uma maior integração econômica.

    3) Símbolo do Brasil Novo – No governo JK (1956-1960), o Brasil passa por rápidas transformações. O Plano de Metas abre a economia ao capital estrangeiro e a entrada em larga escala de empresas multinacionais faz com que o país passe pela “modernização”, ou seja, deixava de ser rural e foi se tornando predominantemente urbano-industrial. A construção da nova capital (com base na concepção arquitetônica e urbanística moderna) deveria funcionar como exemplo a ser seguido pelas demais cidades brasileiras.

    4) Afastar os governantes (a capital) da concentração de atividades e das pressões populares – o Rio de Janeiro, como centro tradicional do país, abrigava uma extrema concentração de atividades (portos, indústrias, comércio, atividade intelectual etc.) e forte pressão demográfica; sendo assim, o governo ficava sujeito às pressões populares, que se manifestavam sob a forma de passeatas e “quebra-quebras”. A transferência da capital para o “meio do nada”, o cerrado do planalto central, tinha a função de isolar os governantes que atendiam aos interesses da elite dominante em detrimento dos anseios populares.