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ID
949474
Banca
INEP
Órgão
ENEM
Ano
2010
Provas
Disciplina
História
Assuntos

I  -  Para  consolidar-se  como  governo,  a  República precisava  eliminar  as  arestas,  conciliar-se  com  o passado  monarquista,  incorporar distintas  vertentes  do republicanismo.  Tiradentes  não  deveria  ser visto  como herói  republicano  radical,  mas  sim  como  herói  cívico-religioso,  como  mártir,  integrador,  portador  da  imagem do povo  inteiro.
CARVALHO,  J. M. C. A  formação das almas: O  imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das  Letras,  1990.

I -  Ei-lo, o gigante da praça,/ O Cristo da multidão!
É Tiradentes quem  passa / Deixem  passar o Titão.
ALVES, C. Gonzaga ou a  revolução de Minas.  In: CARVALHO. J.  M.C. A  formação das almas: O  imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das  Letras,  1990.

A 1a República brasileira, nos seus primórdios, precisava constituir uma figura heróica capaz de congregar diferenças e sustentar simbolicamente o novo regime.
Optando pela figura de Tiradentes, deixou de lado figuras como Frei Caneca ou Bento Gonçalves. A transformação do inconfidente em herói nacional evidencia que o esforço de construção de um simbolismo por parte da República estava relacionado

Alternativas
Comentários
  • Assim como na História da Independência, o processo de proclamação da república no Brasil foi praticamente monopolizado pelas elites, ou seja, não contou com participação popular. Nesse sentido, visando construir uma memória nacional de apelo popular a figura de Tiradentes passou de rebelde inconfidente para “herói cívico-religioso”

    resposta letra c

  •   O herói é um símbolo de identificação coletiva e serve para convencer o cidadão, racional e emocionalmente, em prol da legitimação de um regime político. Existem dois tipos de herói: aquele que surge espontaneamente das lutas políticas e aquele que é criado por meio da promoção da sua figura.

        Na Proclamação da República, não havia como surgir um herói cívico. Primeiro, porque houve pequena participação popular nesse movimento. Como afirmou José Murilo de Carvalho, em “Os bestializados", a República, passado o momento inicial de esperança de expansão democrática, consolidou-se sobre a exclusão do envolvimento popular no governo. Em segundo lugar, os líderes da elite que chefiaram a Proclamação (Deodoro da Fonseca, Benjamin Constant e Floriano Peixoto) não tinham espírito de líder ou aparência física e comportamento carismático.

        Dessa forma, Tiradentes foi uma escolha plausível já que sua figura estava presente no imaginário dos brasileiros. Aos poucos, de rebelde inconfidente Tiradentes foi se tornando um herói cívico-religioso nacional.

    Gabarito: C


  • essa questão foi fácil,mas teve muitos erros devido ao elaborador ter enchido luinguiça e não ter ido direto ao ponto no que a questão pedia. Parafraseando essa questão, o que o Governo vigente queria com a imagem de tiradentes,heroi que lutou até a morte pela democracia, era legitimizar tal governo pouco conhecido pela população da época,transformando uma imagem de tirandentes messianica. pode perceber que há várias imagens de tiradentes morto em cima de um madeiro que,se analisar cuidadosamente, em mensagens subliminares, o madeiro na verdade é a bandeira do Brasil.

  • Quem diria que essa questão viria igual em 2017

  • Letra C

    ...Tiradentes nao deveria ser visto como herói republicano radical, mas sim como herói cívico-religioso, como mártir, integrador, portador da imagem do povo inteiro.

    ...Ei-lo, o gigante da praça, / O Cristo da multidão.

  • A proclamação da república não teve participação popular, e a figura de Dom Pedro II era bem vista pelo povo.

    Portanto, para se legitimar no poder, o Governo Republicano teve de criar símbolos nacionais republicanos, para se aproximar do povo.

    LETRA C