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ID
957520
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-SP
Ano
2013
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Em um determinado mercado em concorrência perfeita, na ausência de impostos sobre vendas, as funções de demanda e de oferta são descritas pelas seguintes funções lineares:

QD = 3.600 – 8P

QO = - 400 + 12P

onde:

QD = quantidade demandada

QO = quantidade ofertada

P = preço de mercado

Se o Governo instituir um imposto específico no valor de R$ 10,00 por unidade vendida para o bem transacionado nesse mercado, então

Alternativas
Comentários
  • Pessoal vou dar um bizu pra voces nunca mais errarem esse tipo de questao e resolver rapido.

    Quando a questao falar em reparticao de onus tributario, olha direto e sem pestanejar, pro coeficiente da variavel P nas equacoes de oferta e de demanda. Nao vou explicar porque mas arcará com a maior parte do imposto quem possuir o menor coefeciente em modulo ligado a variavel P. No caso desta questao o coef da demanda é 8 e o coef da oferta e 12, logo os consumidores arcarao com o maior onus tributario.

    Assim voces pouparao tempo eliminando uma alternativa ou resolvendo de vez a questao.

    Valeu? 

    Abraco

  • Incidência do imposto específico

    Qd = 3.600 - 8P

    Qo = - 400 + 12P

    Igualamos as quantidades demandadas e ofertadas (já que o preço iguala as duas quantidades)

    3.600 - 8P = - 400 + 12P

    20P = 4.000

    Pe = 200 (preço de equilíbrio)


    Qe = - 400 + (12 x 200)

    Qe = 2.000 (quantidade de equilíbrio)


    Imposição do imposto

    Qo = - 400 + 12 (P - 10)

    Qo =  - 400 + 12P - 120

    Qo = - 520 + 12P (oferta nova)


    Novo preço de equilíbrio

    3.600 - 8P = - 520 + 12P

    20P = 4.120

    Pe = 206


    Nova quantidade de equilíbrio

    Qe = - 520 + 12P

    Qe = - 520 + (12 x 206)

    Qe = 1.952


    A consequência, no mercado de concorrência perfeita, da imposição do tributo específico, foi o aumento do preço de equilíbrio (de R$ 200 para R$ 206) e a redução da quantidade transacionada no mercado ( de R$ 2.000 para R$ 1.952).

    A diferença entre o preço de equilíbrio novo e o antigo é denominada de parcela do tributo paga pelo consumidor. PPC = 206 - 200 = 6

    Os produtores, antes da imposição do imposto, recebiam R$200 por unidade vendida. Após o imposto, tiveram reduzida a quantidade vendida para 1.952 em vez de 2.000. Estes estão recebendo liquidamente, por unidade vendida, R$ 206 menos R$ 10 do imposto (206 - 10 = 196). Ou seja, recebem R$ 4 a menos. Este valor é denominado parcela paga pelo produtor (PPP).

    t = PPC + PPP

    10 = 6 + 4

    Neste caso, a maior parcela do tributo é suportada pelos consumidores (60% do valor), enquanto os produtores respondem pelos 40% restantes.

    Obs. No mercado de concorrência perfeita, o produtor não consegue transferir totalmente o ônus tributário porque ele não tem controle sobre o preço, que é determinado impessoalmente pelo mercado. Todavia, em mercados onde o produtor determina seu preço, ele pode transferir totalmente o tributo para o consumidor.  Se ele cobra 200 por unidade e há imposição de um tributo unitário de R$ 10, ele reajusta o preço para R$ 210. A única perda que ele poderá incorrer é a perda de vendas em função de seu preço estar mais elevado (caso a demanda não seja totalmente inelástica).


    Letra A - Errada - O ônus do pagamento do imposto recairá parcialmente sobre os produtores (40%).

    Letra B - Errada - A quantidade transacionada diminuirá 2,4% após a incidência do imposto.

    Letra C - Errada - O preço de mercado passará a ser R$ 206 após a incidência do imposto.

    Letra D - correta - O ônus do imposto recairá em 60% sobre os consumidores.

    Letra E - Errada - A arrecadação do imposto corresponderá a R$ 19.520,00.


    Referências: Introdução à Economia - Paulo Viceconti e Silvério das Neves.

  • Resolvi rápido com um método similar ao do Rogerio.   A elasticidade da demanda é 0.8 (em módulo), portanto, produto inelástico.  Isto indica que uma variacao no preco (como a decorrente de um imposto) pesa mais pro consumidor do que pro produtor.  Em produtos de demanda inelastica (inferior a 1), o consumidor nao tem pra onde correr.