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ID
13993
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRE-AL
Ano
2004
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

A baixa escolaridade atrasa o diagnóstico do câncer e reduz as chances de cura. É o que demonstra um estudo do Hospital do Câncer de São Paulo, que analisou a taxa de sobrevida de 2.741 pacientes adultos nos últimos três anos. Essa taxa indica a probabilidade de estar vivo no período de realização da pesquisa. O estudo, inédito no país, mostra que, entre os que descobriram a doença em fase mais avançada, 61% estudaram até a 8.ª série do ensino fundamental. O restante tinha concluído o ensino médio ou o superior. O peso da escolaridade no diagnóstico precoce fica bem claro no câncer de mama, o que mais mata as brasileiras: 73,3% das mulheres que detectaram o tumor em estágio inicial tinham o ensino médio ou o superior completo.

Folha de S. Paulo, 15/6/2004, p. C1 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os diversos aspectos a ele ligados, julgue os itens subseqüentes.

No Brasil, milhões de crianças estão fora da escola, mesmo no ensino fundamental, por falta de escolas e de professores.

Alternativas
Comentários
  • Mais de 97% das crianças e jovens entre sete e 14 anos está na escola.O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou, nesta terça-feira (09), o relatório Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009. O documento revelou que o país obteve avanços no Ensino Básico. Para se ter uma ideia, mais de 97% das crianças e jovens entre sete e 14 anos está na escola, o número representa 26 milhões de estudantes. Mas, por outro lado, 680 mil ainda estão fora das salas, o que representa a população do Suriname.Segundo o estudo, 66% do total de crianças fora da escola são negras. A porcentagem é o equivalente a 450 mil. Outro dado revela a disparidade entre Regiões do país. O percentual de crianças fora da escola na Região Norte é duas vezes maior do que o percentual na Região Sudeste.A coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva, afirmou que grupos mais vulneráveis socialmente são aqueles que mais estão fora da escola.“Existe uma desigualdade clara, quer dizer, uma predominância de grupos onde se verifica discriminação de raça e cor mesmo. Depois identificamos um grupo grande [de crianças] com deficiência e baixa renda, além de crianças em regiões com difícil acesso a escola.”Maria de Salete destacou que para atingir a meta ideal de 100% das crianças e adolescentes do país na escola, é necessário olhar para esses grupos mais vulneráveis:“Para universalizar direitos no Brasil, nós temos que trabalhar lá onde está a criança. Estabelecer iniciativas que pensem na criança como indivíduo. E isso tem que ser feito em parceria com os municípios.”Fonte:http://www.jornaldasmontanhas.com.br/2009/06/680-mil-criancas-e-jovens-ainda-estao-fora-da-escola-no-brasil/
  • Tem escolas e de professores, mas não há incentivo pela maioria.
  • as estatísticas apontam que a maioria das crianças que deixam a escola é para ajudar no sustento da família e nao por falta de escolas ou professores.