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ID
1412935
Banca
IBAM
Órgão
Prefeitura de Praia Grande - SP
Ano
2013
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

CHEGA DE PRECONCEITO CONTRA O LUCRO

Instituições sem fins lucrativos são criadas para aproveitar oportunidades de captação de recursos ou isenções de impostos, geralmente para alcançar uma causa social não atendida pelo Poder Público.

A causa ê nobre, seja ela o assistencialismo, a educação ou os serviços a comunidades carentes. Com o crescimento desse setor, aumentam as solicitações para que a sociedade colabore com seus projetos de forma não remunerada, pois “não há fins lucrativos”

Há uma grave distorção nessa expectativa. Entidades sem fins lucrativos esperam que empresas forneçam seus produtos sem custo, assim como esperam que famílias sem dificuldades financeiras deixem de cuidar de seu futuro para amparar os fragilizados. Estamos criando uma insustentável cultura de tirar dos bem- sucedidos para assistir os desafortunados, como se o papel do lucro fosse ser distribuído à sociedade.

Empresas que geram resultados não deveriam dividi-los com os incapazes de erguer um negócio. Isso premia a incompetência. Somente quando os negócios produzem retornos maiores que o esperado (fruto do nvestimento em qualidade e tecnologia), os lucros excedentes podem virar filantropia.

Não é papel das empresas prestar serviços sem remuneração. O papel das empresas é prestar bons serviços, lucrar e investir seus lucros para que esses serviços sejam melhorados, mais empregos sejam gerados e mais impostos sejam pagos - essa é a ideia. Se o Estado é incapaz de fornecer a educação que ensine a pescar, cabe a ele usar sua arrecadação para sanar os problemas.

Quanto mais as famílias abrem mão de poupar para o futuro e praticam o assistencialismo, mais dependerão do governo para custear seu futuro. É um círculo perigosamente vicioso.

Quando me pedem para prestar um serviço sem fins lucrativos, subentendo que querem que eu trabalhe sem remuneração. Não faz sentido. Tenho fins lucrativos, com orgulho. Se meu trabalho cria valor, paguem o que ele vale. Quem não tem fins lucrativos é a instituição que contrata o serviço, não quem o presta.

Não ter fins lucrativos não deve credenciar ninguém a ser incompetente na captação de recursos. Prestar serviços para uma empresa sem fins lucrativos não deve ser uma caridade forçada. Lucrar, ou produzir resultados excedentes, é essencial para o crescimento de qualquer atividade. Devemos esperar das instituições competência técnica e gerencial para levantar fundos, administrar custos e pagar suas atividades sem corroer a capacidade produtiva da sociedade. Elas deveriam gerar resultados e reinvesti-los para que o atendimento a sua causa possa crescer. É tempo de lutar por mais profissionalismo nas causas sociais.

Gustavo Cerbasi, Publicado originalmente na Revista Época em 13/04/2013 disponível no site [maisdinheiro.com.br], consultado em 12/8/2013

0 circulo perigosamente vicioso a que Gustavo Cerbasi faz alusão consiste na situação des­crita em qual alternativa?

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra C

    "Quanto mais as famílias abrem mão de poupar para o futuro e praticam o assistencialismo, mais dependerão do governo para custear seu futuro. É um círculo perigosamente vicioso".

  • Alt C
    "Quanto mais as famílias abrem mão de poupar para o futuro"-> quanto mais se abdica de economia para o futuro 
    "praticam o assistencialismo"-> em nome do assistencialismo 
    "mais dependerão do governo para custear seu futuro." -> mais se cria uma dependencia do Governo

  • Só eu achei que a alternativa diz que a dependência é do governo?

    Quanto mais se abdica de uma economia para o futuro, em nome do assistencialismo, mais se cria uma dependência do governo.

    Diferente do que diz o texto:

    Quanto mais as famílias abrem mão de poupar para o futuro e

    praticam o assistencialismo, mais dependerão do governo para

    custear seu futuro

    No texto está claro que as famílias é que dependerão do governo.

  • Hanny Borges tem razão! A alternativa C não retrata o q diz o texto ou no mínimo está mal escrita. A meu ver, a alternativa B seria a correta, isto é, as famílias q abrem mão de poupar p/ praticar o assistencialismo acabam assumindo o papel do governo. Me parece q é exatamente o q diz o texto.

    Contudo, devo dizer q o texto todo é lamentável! Nem o próprio autor consegue explicar q ciclo vicioso seria esse. Simplesmente presume q famílias c/ condições financeiras deveriam poupar p/ o futuro (pq? são obrigadas a terem tal planejamento?). Já começa todo errado já no título. Não existe preconceito contra o lucro. E falar de incompetência em construir o próprio negócio numa sociedade extremamente desigual me parece bem desonesto. Ora, há pessoas q já nascem c/ seu próprio negócio, só esperar 18 anos p/ assumir, simplesmente em razão do sobrenome q possuem, devo presumir q são extremamente competentes?