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Olá pessoal, a resposta desta questão está no CPC 21:
Constitui um exemplo de evento subsequente que origina ajustes nas demonstrações contábeis:
CPC 24
9. A seguir são apresentados exemplos de eventos subsequentes ao período contábil a que se referem as demonstrações contábeis que exigem que a entidade ajuste os valores reconhecidos em suas demonstrações ou reconheça itens que não tenham sido previamente reconhecidos:
Alternativas b, c, d, e:
Evento subsequente ao período contábil a que se referem as demonstrações contábeis que não originam ajustes
10. A entidade não deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis por eventos subsequentes que são indicadores de condições que surgiram após o período contábil a que se referem as demonstrações.
11. Um exemplo de evento subsequente ao período contábil a que se referem as demonstrações contábeis que não origina ajustes é o declínio do valor de mercado de investimentos ocorrido no período compreendido entre o final do período contábil a que se referem as demonstrações e a data de autorização de emissão dessas demonstrações. O declínio do valor de mercado não se relaciona normalmente à condição dos investimentos no final do período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, mas reflete circunstâncias que surgiram no período seguinte. Portanto, a entidade não ajusta os valores reconhecidos para os investimentos em suas demonstrações contábeis. Igualmente, a entidade não atualiza os valores divulgados para os investimentos na data do balanço, embora possa necessitar dar divulgação adicional conforme o item 21
Resposta:a
Foco, sempre!
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CPC 24. item 22:
A seguir, estão relacionados exemplos de eventos subsequentes ao período contábil a que se
referem as demonstrações contábeis que não originam ajustes, os quais normalmente
resultam em divulgação:
(g) alterações extraordinariamente grandes nos preços dos ativos ou nas taxas de câmbio
após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis;
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Eu utilizo um macete para esses casos ("provável" chance de acertos):
Revelação de eventos subsequentes => gera ajustes na DC ==> O fato já estava na DC, apenas foi "revelado";
Ocorrência de eventos subsequentes => NÃO gera ajustes na DC ==> Não existia nada a respeito, é um "fato" novo a ser registrado na próxima DC.
"Prova dos 9":
a) alteração significativamente grande nos preços dos ativos ou nas taxas de câmbio após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis; => OCORREU UMA FATO NOVO =>NÃO GERA AJUSTE
b) decisão ou pagamento em processo judicial após o final do período contábil a que se referem as demonstrações contábeis; => OCORREU UMA REVELAÇÃO DE ALGO QUE JÁ DEVERIA ESTÁ SABENDO (ninguém é condenado sem defesa) => AJUSTA
c) determinação, após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, do valor referente ao pagamento de participação nos lucros; => OCORREU UMA REVELAÇÃO DE ALGO QUE PROVISIONADO (valor desconhecido, contudo prazo conhecido) => AJUSTA
d) falência de cliente ocorrida após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis; => OCORREU UMA REVELAÇÃO DE ALGO QUE É SABIDO (a falência é decretada pela justiça, assim dava para empresa saber) => AJUSTA
e) obtenção de informação após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, indicando que um ativo estava desvalorizado ao final daquele período contábil. => OCORREU UMA REVELAÇÃO DE ALGO QUE FOI SUBMETIDO A TESTE QUANDO ELABORADO A DC => AJUSTA
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minha opinião é de que todas as alternativas estão corretas.
O fato é que o CPC não expõe um rol taxativo mas sim exemplificativo de possibilidades de ocorrências de ajustes.
Assim, embora o primeiro item não se encontre neste rol, ele trata também de um evento que ocorre após o período contábil mas que se refere as demonstrações contábeis daquele período fechado.
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Revelação de eventos subsequentes => gera ajustes na DC ==> O fato já estava na DC, apenas foi "revelado";
Ocorrência de eventos subsequentes => NÃO gera ajustes na DC ==> Não existia nada a respeito, é um "fato" novo a ser registrado na próxima DC.
"Prova dos 9":
a) alteração significativamente grande nos preços dos ativos ou nas taxas de câmbio após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis; => OCORREU UMA FATO NOVO =>NÃO GERA AJUSTE
b) decisão ou pagamento em processo judicial após o final do período contábil a que se referem as demonstrações contábeis; => OCORREU UMA REVELAÇÃO DE ALGO QUE JÁ DEVERIA ESTÁ SABENDO (ninguém é condenado sem defesa) => AJUSTA
c) determinação, após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, do valor referente ao pagamento de participação nos lucros; => OCORREU UMA REVELAÇÃO DE ALGO QUE PROVISIONADO (valor desconhecido, contudo prazo conhecido) => AJUSTA
d) falência de cliente ocorrida após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis; => OCORREU UMA REVELAÇÃO DE ALGO QUE É SABIDO (a falência é decretada pela justiça, assim dava para empresa saber) => AJUSTA
e) obtenção de informação após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, indicando que um ativo estava desvalorizado ao final daquele período contábil. => OCORREU UMA REVELAÇÃO DE ALGO QUE FOI SUBMETIDO A TESTE QUANDO ELABORADO A DC => AJUSTA
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Assistam o vídeo da Prof Camila Sá, tenho certeza que ajudará muito.
https://youtu.be/rKnttHnvVJA
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Segundo o CPC 24 – Evento Subsequente, a entidade deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis para que reflitam os eventos subsequentes que evidenciem condições que já existiam na data final do período contábil a que se referem as demonstrações contábeis.
A seguir são apresentados exemplos de eventos subsequentes ao período contábil a que se referem as demonstrações contábeis que exigem que a entidade ajuste os valores reconhecidos em suas demonstrações ou reconheça itens que não tenham sido previamente reconhecidos:
(a) decisão ou pagamento em processo judicial após o final do período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, confirmando que a entidade já tinha a obrigação presente ao final daquele período contábil. A entidade deve ajustar qualquer provisão relacionada ao processo anteriormente reconhecida de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes ou registrar nova provisão.
(b) obtenção de informação após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, indicando que um ativo estava desvalorizado ao final daquele período contábil ou que o montante da perda por desvalorização previamente reconhecida em relação àquele ativo precisa ser ajustada. Por exemplo:
(i) falência de cliente ocorrida após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis normalmente confirma que já existia um prejuízo na conta a receber ao final daquele período, e que a entidade precisa ajustar o valor contábil da conta a receber; e
(ii) venda de estoque após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis pode proporcionar evidência sobre o valor de realização líquido desses estoques ao final daquele período;
(c) determinação, após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, do custo de ativos comprados ou do valor de ativos recebidos em troca de ativos vendidos antes do final daquele período;
(d) determinação, após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis, do valor referente ao pagamento de participação nos lucros ou referente às gratificações, no caso de a entidade ter, ao final do período a que se referem as demonstrações, uma obrigação presente legal ou construtiva de fazer tais pagamentos em decorrência de eventos ocorridos antes daquela data; e
(e) descoberta de fraude ou erros que mostram que as demonstrações contábeis estavam incorretas.
Assim, resta a alternativa A como gabarito da questão. Realmente, a entidade não deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis por eventos subsequentes que são indicadores de condições que surgiram após o período contábil a que se referem as demonstrações.