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ID
1588513
Banca
COSEAC
Órgão
UFF
Ano
2015
Provas
Disciplina
Biblioteconomia
Assuntos

Considerar os sujeitos como seres isolados de um contexto social mais amplo; que as ações informacionais são simples aquisição e somatório de conhecimentos na mente; que características individuais são apenas variáveis que intervêm, são críticas aos estudos de usuário orientados por um modelo:

Alternativas
Comentários
  • "[...] a Ciência da Informação, tomada de forma geral, não ficou estacionada no modelo cognitivo. Ao longo da década de 1980, diversos pesquisadores começaram a apontar as limitações desta perspectiva teórica, como a visão de conhecimento como algo meramente cumulativo ou a ideia de um usuário totalmente individualizado, isolado da realidade, como um sujeito puramente cognitivo. O conjunto destes questionamentos ganhou consistência em 1991, no grande encontro internacional I CoLIS – International Conference on Conceptions of Library and Information Science.

     Surgia aí o chamado “paradigma social” ou “paradigma pragmático” da área: a informação passa a ser entendida da perspectiva não apenas de um único sujeito, mas de uma coletividade ou, antes, como produto de uma “intersubjetividade”; além disso, algo só se torna informação a partir de um contexto no qual atuam dimensões políticas, culturais, econômicas, jurídicas, tecnológicas, entre outras."

    Fonte: Estudos de usuários em bibliotecas escolares: aspectos teóricos e metodológicos, escrito por: Carlos Alberto Ávila Araújo.

     

  • "Os estudos cognitivos suscitaram críticas à abordagem alternativa, embora o usuário da informação fosse visto como ser humano construtivo. As principais críticas são:

    • Os estudos cognitivos não consideram as determinações sociais do pensamento e das necessidades de informação;

    • de modo geral, não se referem ao contexto do usuário, ou ao processo de geração de determinada necessidade;

    • a individualidade do usuário pode não ser considerada no contexto institucional;

    • os estudos desconsideram ideologias, interpretações, conflitos, jogos de poder, negociações, a luta dos atores em campo." (CUNHA; AMARAL; DANTAS, 2010, p. 84)

    Fonte:

    CUNHA, Murilo Bastos da; AMARAL, Sueli Angelica do; DANTAS, Edmundo Brandão. Manual de Estudo de Usuários da Informação. São Paulo: Atlas, 2015.

  • A partir dos anos 1990, o campo de estudos sobre os usuários da informação na Ciência da Informação passa por uma grande mudança. Ganha corpo uma série de críticas ao modelo cognitivista: de que ele considera os sujeitos como seres isolados, destacados de um contexto social mais amplo; de que ele considera as ações informacionais como mera aquisição e somatório de conhecimentos na mente; de que ele considera as características individuais apenas como variáveis intervenientes nos processos.

    Fonte:Livro - Estudo de usuários da informação. Helen de Castro Silva Casarin