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101 C - Indeferido Em que pese a prova de Verderau ser usada para distinguir uma lesão ocorrida em vida, de uma ocorrida após a morte, quando a morte sobrevém imediatamente após a lesão, ela não tem validade. Literatura especializada afirma que a prova de Verderau “consiste na determinação da relação leucócito/hemácia, no foco da lesão e em outro ponto qualquer do corpo. Está maior, no foco, quando a lesão foi produzida ainda em vida. Nas lesões produzidas muito próximo da morte, não há diferença”. E não há diferença, nesta situação particular colocada no enunciado da questão. E não há diferença por não ter havido tempo hábil para que ocorra o afluxo leucocitário para a lesão, base da prova.
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"Os meios clássicos complementares de diagnóstico entre as lesões in vitam e post mortem são a prova de Verderau, a prova histológica, a microscopia eletrônica, a histoquímica e os métodos bioquímicos. A prova de Verderau consiste em comparar a relação existente entre as hemácias e leucócitos da lesão suspeita, tomando como parâmetro esses elementos figurados do sangue de outra região qualquer do corpo". FRANÇA, Genival Veloso de. Medicina Legal, Editora Guanabara Koogan, 10ª edição, 2015, p. 1072.
GABARITO DO PROFESSOR: CERTO
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PROVA DE VERDERAU
VERDERAU-
Consiste em comparar a relação existente entre as hemácias e leucócitos da lesão suspeita, tomando como parâmetro esses elementos figurados do sangue de outra região qualquer do corpo.
PROVA HISTOLÓGICA
prova histológica- Tem valor mesmo que as lesões tenham-se verificado muito perto da morte ou logo após ela. A agressão dos tecidos em vida passa por três fases bem distintas: fase inflamatória (1 a 3 dias), fase proliferativa (10 a 14 dias) e a fase de reorganização (vários meses). Nas lesões produzidas em vida, podem ser encontrados: congestão vascular, elementos histiocitários da reação, elementos fagocitários em ação, marginação leucocitária intravascular, neoformação vascular, diapedese de elementos de reação.