SóProvas


ID
1683400
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MPOG
Ano
2015
Provas
Disciplina
Serviço Social
Assuntos

A respeito de assessoria, consultoria e supervisão em serviço social, julgue o próximo item.

A neutralidade é um dos princípios básicos que fundamentam a atividade de assessoria realizada pelo assistente social, que deve eximir-se de emitir argumentos favoráveis ou desfavoráveis acerca de uma determinada ação.


Alternativas
Comentários
  • Mas, isso não quer dizer que o assessor seja um sujeito neutro. Ao contrário, se o profissional é credenciado para ser assessor é porque há um reconhecimento da sua capacidade. Assim, como a premissa da crítica é um pressuposto da democracia, é importante que o assessor não se omita e indique seus argumentos favoráveis ou não a tal ação. O espaço para a crítica, de ambos os lados, deve ser garantido e estimulado.

    Assessoria, consultoria, auditoria e supervisão técnica Maurílio Castro de Matos

  • Suzin e Almeida (1999) também destacam as habilidades de um bom assessor:

    A qualificação profissional exige inovação, criatividade, criticidade, informação, relacionamento interpessoal e de equipe, qualificação – formação generalista e especializada – conhecimento de novas técnicas e discursos gerenciais, decisão, determinação, posicionamento. 

    SUZIN, A. B.; ALMEIDA, S. M. Assessoria – Um novo Instrumental no Processo de Trabalho do Serviço Social. In: Capacitação Profissional em Serviço Social. Porto Alegre: RML Gráfica, 1999.

  • O raciocínio é simples e prático... na assessoria NÃO existe neutralidade.

  • Item Errado.

    Assessoria é uma ação contínua e sistemática, desenvolvida em um dado intervalo de tempo e espaço específico. Dessa forma, destina-se a um fim previamente estabelecido e fim específico. Sendo desenvolvida através de uma troca de saberes e conhecimentos entre os sujeitos envolvidos, não pode haver neutralidade. O assistente social assessor atende a demanda específica atinente ao objeto da assessoria, porém o produto será implementado pelos grupos e organizações que o demandaram, e não pelo assessor.

    Fonte. Manual técnico (Resolução 203 PRESS/INSS, 2012).

  • Não há neutralidade, tendo em vista que assessoria visa também (além de outras coisas) uma alteração ou transformação da realidade.

  • Questão ERRADA

     

    O assessor, muitas das vezes, apresentará proposições que não serão aceitas por quem esse profissional assessora. Isso é previsível, pois o assessor não possui a prerrogativa de executor de ações. Mas, isso não quer dizer que o assessor seja um sujeito neutro. Ao contrário, se o profissional é credenciado para ser assessor é porque há um reconhecimento da sua capacidade. Assim, como a premissa da crítica é um pressuposto da democracia, é importante que o assessor não se omita e indique seus argumentos favoráveis ou não a tal ação. O espaço para a crítica, de ambos os lados, deve ser garantido e estimulado (MATOS, 2009, p.13-14).

     

    Disponível em < http://www.cressrn.org.br/files/arquivos/ZK2736DP7w8MI96Qb63f.pdf>

     

                                                                        Deixo meu apelo para que haja citações, referenciais bibliográficos e, se possível, a obra que fora consultada - para comentar as questões específicas de serviço social.

     

  • Não há a possibilidade de neutralidade em qualquer atividade realidade pelo assistente social, afinal toda as ações elaboradas e executadas possuem direção política e ideológica. Nessa perspectiva, essa direção pode se dar na efetivação e ampliação dos direitos dos trabalhadores e articulação com seus movimentos e demandas, ou ocorrer na direção de fortalecimento da classe dominante e disseminação de sua ideologia e visão de mundo. Desse modo, o mesmo vale para a assessoria ou consultoria, as quais também não serão atividades neutras e desprovidas de visões de mundo e ideologias. É também hegemônico no Serviço Social que não existe neutralidade em sua ação profissional e que a mesma está permeada por uma direção ideo-política que pode vir a favorecer um dos pólos: ou o dos trabalhadores ou o da classe dominante. Portanto, o profissional não irá se eximir de emitir seus argumentos, mas também não irá impor sua visão, e buscará propiciar um processo reflexivo acerca de determinada realidade e o projeto que está se propondo.


    RESPOSTA: ERRADO
  • ASSESSORIA NÃO É NEUTRA.

  • ".. Naturalmente, o trabalho de assessoria NÃO PASSA POR UMA NEUTRALIDADE. Ao contrário, a assessoria a ser desenvolvida pelos (as) assistentes sociais, inexoravelmente, vai expressar uma concepção de profissão e de mundo.."

    Fonte: Souza Bravo e Matos - Assessoria, Consultoria e Serviço Social - Cortez - SP. (pág 32)

    GABARITO: ERRADO