SóProvas


ID
1875436
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Cuiabá - MT
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto

                            Os porquês da diversidade

      Das coisas mais marcantes da adolescência, minha memória traz os tempos de estudo e dúvidas sobre o futuro. De forma contrária às principais críticas que se ouve hoje, meus anos de Ensino Médio foram, sim, muito significativos para uma formação dita cidadã, e não só voltada aos vestibulares. Hoje trabalhando com educação, tenho plena consciência de que um ensino inovador pode surgir a partir de práticas consideradas tradicionais e que uma roda de conversa na escola pode ser tão ou mais revolucionária quanto qualquer aplicativo educacional. Percebo que o que torna o aluno socialmente engajado é a reflexão constante, a troca de experiências, a diversidade de conhecimentos e opiniões que ele aplica e vê aplicarem a um objeto de estudo, de forma digital ou analógica. [....]

      É disso que trata a educação: formar indivíduos engajados uns com os outros, socialmente e que saibam conviver. Está aí também a grande diferença da educação familiar, quando convivemos apenas com nossos pares. A escola nos permite entrar em contato de forma sistemática com outros mundos, outros olhares, outros saberes, opiniões diferentes das nossas, culturas até então desconhecidas. É o convívio com professores e colegas que nos dá suporte para refletir sobre nossas posições, sermos questionados sobre opiniões divergentes e, assim, pensarmos num projeto de vida de forma plena.

                                      (Ivan Aguirra, Educatrix, Moderna, ano 5, nº 9 2015.) 

As memórias do passado, contadas ao início do texto, servem para

Alternativas
Comentários
  • Reflexão sobre o valor da escola;

    [...]meus anos de Ensino Médio foram, sim, muito significativos para uma formação dita cidadã, e não só voltada aos vestibulares[...]

    [...]Hoje trabalhando com educação, tenho plena consciência de que um ensino inovador pode surgir a partir de práticas consideradas tradicionais e que uma roda de conversa na escola pode ser tão ou mais revolucionária quanto qualquer aplicativo educacional[...]

    [Gab. D]

    bons estudos!

     

  • Fiquei na dúvida entre A e D e adivinha qual marquei? A 

    sempre assim, dúvidas entre duas e acabo marcando a errada.

    FGV eu vou te vencer!!

  • Questões de interpretação de texto são, na maioria das vezes, elaboradas pelo Satã. RSRS ;)

  • Também marquei A.

    Há uma comparação entre os ensinos no primeiro parágrafo e uma reflexão sobre o valor da escola no segundo.

    O x da questão é saber qual foi o objetivo de contar as memórias.

    De qualquer forma, na hora da prova, realmente, é bem difícil tomar uma decisão dessas.

    Vamos na fé.

  • Eu acredito que o erro da letra A está aqui: "tenho plena consciência de que um ensino inovador (ensino do presente) pode surgir a partir de práticas consideradas tradicionais (ensino do passado)". Ou seja, não há contraposição, pois a autora acredita que o ensino inovador do presente pode ser feito a partir de práticas passadas, tradicionais - os ensinos se complementam.

    De fato, o primeiro parágrafo não fala nada sobre escola. Contudo, nele é feita uma reflexão para introduzir o segundo parágrafo que (este sim!) fala da escola, distinguindo a educação familiar da escolar.

    Fiquei entre as alternativas A e D e, com base nesse raciocínio, marquei letra D. Me corrijam se eu estiver errada. 

  • inicialmente também achei que fosse A, mas depois de ler o texto pela terceira vez, percebi que o erro da A fica por conta disso aqui:  "De forma contrária às principais críticas que se ouve hoje, meus anos de Ensino Médio foram, sim, muito significativos para uma formação dita cidadã, e não só voltada aos vestibulares". O autor valoriza a educação que teve, e não contrapõe. Depois ele segue afirmando que as práticas antigas tem seu valor, "um ensino inovador pode surgir a partir de práticas consideradas tradicionais", daí porque o que ocorre não é contraponto do ensino do passado ao ensino do presente, tem mais a ver com reflexão. 

    Bons estudos!

  •  Sávio sua colocação é muito pertinente. Eu acredito que a A e a D estão certas, mas a conclusão da D é uma análise do texto e da A, no início, como pede a questão. Isso faz toda diferença. A FGV, de forma comum, pede pra analisar uma parte e responde no todo, sempre assim. Existe claramente expressões que contrapõem como "uma formação voltada não só pra vestibulares" e métodos tradicionais tão ou mais revolucionários que aplicativo educacional. Inclusive, bem no início ele escreve "de forma contrária...". Realmente, Sávio, é difícil decidir porque essa banca deixa brechas pra justificar seus recursos, pois a maioria costuma errar esse tipo de questão e ficamos sem argumentos diante da mesma. Apesar, de ter sido aprovado e convocado em concurso sendo avaliado pela FGV, essa prática é danosa pq o raciocínio é muito amplo. 

  • A alternativa D possui a resposta mais abrangente, mais geral, como se fosse uma conclusão; as outras alternativas apresentam informações mais específicas, restritas. Nas questões de interpretação da FGV percebo que a alternativa correta geralmente é aquela que possui a informação mais geral, mais abrangente em relação às demais.

  • CONTRAPOR
    transitivo direto e bitransitivo
    pôr frente a frente, pôr defronte, pôr contra; confrontar, opor.

    transitivo direto
    pôr em paralelo; comparar.

    A resposta dessa questão não é tão clara, tanto a A quanto a D parecem estar corretas.
    O problema da D é que o ínicio do texto não fala da escola em si, fala do tipo de educação, do ensino [introduzir uma reflexão sobre o valor da escola], no lugar de valor da escola deveria estar valor do ensino ou da educação. Aí sim, não haveria o quê contestar!

    Fui na alternativa A e errei, achei que ela estava comparando o ensino que ele teve no passado com o que existe hoje.

    Acho que a FGV coloca questões com 2 respostas corretas, dependendo da quantidade de respostas corretas eles mudam o gabarito. Porque tem como justificar a resposta tanto da A quanto da D.

  • Comentário: a resposta correta para a questão é a D. Apontando para o próprio passado, o autor introduz a ideia da grande importância que a escola possui na vida de alguém. É justamente a reflexão sobre o valor que escola tem ao formar, acima de tudo, cidadãos é a tônica de todo o texto. Quando o autor pensa em sua adolescência, ele lembra logo do tempo da escola, o que comprova a influência dessa fase na formação dele. Cuidado com a letra B. Embora a experiência seja pessoal, ou seja, com valor afetivo, não foi com o objetivo de falar sobre os próprios sentimentos que o autor introduziu o texto com um relato pessoal. Ele tece uma reflexão a partir daí.
    GABARITO: D

    http://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/concurso-iss-cuiaba-prova-de-portugues-comentada-recurso/

  • Eu geralmente atento para o enunciado da questão. Leio o texto e vejo exatamente o que se pede. " As memórias do passado, contadas ao início do texto, servem para"? Por qual motivo o autor lançou mão de suas memórias no início do texto? Por que ele as citou? A questão não quer saber sobre a interpretação do texto todo. Só querem saber a necessidade do autor ter recorrido às suas memórias. É nesse ponto que é possível eliminar a questão A. 

    Foi assim que interpretei. 

    Abraços, 

  • Gabarito D

     

    Paralelismo.

    a) contrapor o ensino do passado ao do presente. >>  c) indicar críticas ao Ensino Médio tradicional.

     b) revelar vivências de grande valor afetivo. >>  e) apontar para os momentos de dúvida da adolescência.

     

     

    Sobrou a letra D.

     d) introduzir uma reflexão sobre o valor da escola.

     

  • O erro da letra A está em: "contrapor o ensino do passado ao do presente", pois na verdade ao resgatar a memória o autor está confrontando com as críticas atuais e não com a forma de ensino do presente: "De forma contrária as principais críticas que se ouve hoje..."  

    Acho que esse seria o erro da opção A...

     

    Vlw pessoal! 

  • quanto a D:

    " minha memória traz os tempos de estudo e dúvidas sobre o futuro. De forma contrária às principais críticas que se ouve hoje, meus anos de Ensino Médio foram, sim, muito significativos para uma formação dita cidadã, e não só voltada aos vestibulares. Hoje trabalhando com educação.... "

    -> reflexões sobre a época de escola.