SóProvas


ID
2014078
Banca
COSEAC
Órgão
Prefeitura de Niterói - RJ
Ano
2016
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto 4

Jogos florais I

Minha terra tem palmeiras

onde canta o tico-tico.

Enquanto isso o sabiá

vive comendo o meu fubá.


Ficou moderno o Brasil

ficou moderno o milagre:

a água já não vira vinho,

vira direto vinagre.


Jogos florais II

Minha terra tem Palmares

memória cala-te já.

Peço licença poética

Belém capital Pará.


Bem, meus prezados senhores

dado o avançado da hora

errata e efeitos do vinho

o poeta sai de fininho.


(será mesmo com dois esses

que se escreve paçarinho?)


(CACASO, Antônio Carlos de Brito. IN HOLLANDA, Heloísa Buarque de. (org.). 26 poetas hoje. Rio de Janeiro: Labor, 1976, p. 35.) 

A característica que marca o gênero literário predominante no texto 4 é:

Alternativas
Comentários
  • EU LÍRICO ---->> eu poéticosujeito lírico, mas o termo mais conhecido e divulgado é eu lírico. Esse termo designa uma espécie de narrador do poema.

    Quando você lê um poema e percebe a manifestação de um “eu literário”, aquela voz, aquela personagem presente nos versos, não é necessariamente o autor real do poema.

    Podemos concluir que o eu lírico é a voz que fala no poema e nem sempre essa voz equivale à voz do autor, que pode vivenciar outras experiências, que não as do poeta (como na canção Folhetim, de Chico Buarque). O eu lírico é o recurso que possibilita a criatividade do autor. Já pensou se ele não existisse? Estaria eliminada a criatividade dos sentimentos poéticos. Graças a esse importante e interessante elemento, os sentidos são pluralizados, o que torna os textos poéticos tão peculiares e belos. (http://portugues.uol.com.br/literatura/eu-lirico.html)

    Se acaso me quiseres 
    Sou dessas mulheres que só dizem sim
    Por uma coisa à toa 
    Uma noitada boa 
    Um cinema, um botequim 
    E se tiveres renda 
    Aceito uma prenda 
    Qualquer coisa assim 
    Como uma pedra falsa 
    Um sonho de valsa 
    Ou um corte de cetim 
    E eu te farei as vontades 
    Direi meias verdades 
    Sempre à meia luz 
    E te farei, vaidoso, supor 
    Que és o maior e que me possuis 
    Mas na manhã seguinte 
    Não conta até vinte, te afasta de mim 
    Pois já não vales nada 
    És página virada 
    Descartada do meu folhetim”.

    (Folhetim – Chico Buarque)