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ID
2112139
Banca
VUNESP
Órgão
CREMESP
Ano
2011
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Medo da velhice
À medida que fico maduro, tomo consciência de que a cidade é feita para quem está no auge da saúde, com força total. São frequentes as reportagens sobre os ônibus e peruas que não param para idosos. Muitos motoristas fogem diante dos cabelos brancos.
Se entro numa loja e vejo uma senhora idosa examinando um artigo em promoção, geralmente a vendedora está com ar impaciente. Prefere atender gente com vontade de comprar mais depressa.
Nas famílias, as pessoas estão o tempo todo ocupadas. São poucas as que têm disposição para passar uma tarde ou uma noite conversando, preparando um jantarzinho melhor, trocando afeto. O idoso é obrigado a entender que a vida do neto corre depressa, e que ele não tem paciência com o ritmo mais lento do avô, para as recordações e modo de ver o mundo.
Penso que nossos ancestrais sabiam lidar melhor com a velhice. Viviam em cidades menores, os vizinhos se conheciam, e um ajudava o outro. Na cidade grande, é sempre uma correria onde frequentemente se esquecem os valores humanos. É duro olhar para esse mundo e se perguntar:
– O que será de mim, quando for velho?
Talvez, se todos se fizessem a mesma pergunta, tudo poderia melhorar a partir de agora.
(Walcyr Carrasco. Pequenos delitos e outras crônicas. Adaptado)

De acordo com o texto, à medida que amadurece, o autor descobre que a cidade privilegia

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Comentários
  • À medida que fico maduro, tomo consciência de que a cidade é feita para quem está no auge da saúde...

     

    Letra B