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ID
2134501
Banca
CEPERJ
Órgão
SEPLAG-RJ
Ano
2013
Provas
Disciplina
Ciência Política
Assuntos

O modelo de análise de políticas públicas em que as políticas são, na maioria das vezes, modificadas e raramente substituídas, assumindo um caráter conservador, não sendo vistas como um reflexo de demandas dos governados, é denominado:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito B

    Para desenvolver um estudo sobre políticas públicas, nada melhor do que começar com o trabalho de Dye (1981), que identifica os vários paradigmas de análise existentes na literatura, mostrando as vantagens e desvantagens de cada um deles. São eles: modelo institucional; de processo; de grupos; de elites; racional; incremental; teoria dos jogos; e modelo de sistema.

    O modelo elitista vê a política como resultado de preferências e valores de elites governamentais; portanto, a política pública não é vista como reflexo de demandas dos governados. Os adeptos desse modelo partem da premissa de que as pessoas, em geral, são apáticas e mal informadas sobre política pública e que são as elites os agentes que moldam a opinião pública e não o contrário, ou seja, os sentimentos de massa são frequentemente manipulados por elas, e a comunicação entre elas e a massa é realizada sempre de cima para baixo (downward). Em outras palavras, os administradores e oficiais cumprem as decisões dos que ocupam posições de poder, uma vez que as demandas não surgem das massas, mas das elites. Uma das implicações desse modelo para a análise política é que, se as demandas não emergem das massas, mas provêm dos interesses e valores das elites, e as mudanças e inovações são resultados de redefinições dos valores delas próprias, as políticas são, na maioria das vezes, modificadas, mas raramente são substituídas.

    Fonte: Livro Políticas Públicas de Maria das Graças Rua (https://pt.slideshare.net/carlospolicarpo/6-politicas-publicas-16048335)