SóProvas


ID
2355850
Banca
CONSULPLAN
Órgão
TRF - 2ª REGIÃO
Ano
2017
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

“Paciente foi ao serviço de medicina do trabalho para fazer eletrocardiograma devido à falta de ar e dor no peito. Após realizar o ECG e ao interpretá-lo sucintamente, observou-se que o paciente está com R-R irregular e ausência de onda P. Na frequência cardíaca descrita pelo exame, contata-se que a FC está próxima de 150 bpm.” De acordo com tais informações, qual arritmia se refere?

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra A.

    O diagnóstico da fibrilação atrial é feito pelo ECG, que apresenta como característica principal irregularidade do intervalo RR e ausência de atividade atrial organizada (ondas P), as quais são substituídas por ondulações rápidas, irregulares, geralmente de pequena amplitude. 

    FONTE: Clínica Médica FMUSP. Editora: Manole; Edição: 2009) 

     

     

  • O eletrocardiograma é considerado padrão ouro para o diagnóstico não invasivo das arritmias e distúrbios de condução, além de ser muito importante nos quadros isquêmicos coronarianos, constituindo-se em um marcador de doença do coração. No eletrocardiograma normal (ECG) é possível distinguir a onda P, o intervalo P-R, o complexo QRS, o segmento STe a onda T.

    A Fibrilação Atrial - FA é uma arritmia supraventricular em que ocorre uma completa desorganização na atividade elétrica atrial, fazendo com que os átrios percam sua capacidade de contração, não gerando sístole atrial. Essa desorganização elétrica é tamanha que inibe o nó sinusal enquanto a FA persistir. Ao eletrocardiograma, a ausência de despolarização atrial organizada reflete-se com a substituição das ondas P, características do ritmo sinusal, por um tremor de alta frequência da linha de base do eletrocardiograma que varia em sua forma e amplitude. Observe que na imagem fornecida pela banca não tem onda P.

    Bradicardia sinusal qunao a frequência cardíaca menor que 60 bpm, algumas literaturas falam em 50, mas não tem ausência da onda P.

    A taquicardia sinusal aumenta a frequencia cardíaca acima de 100bpm, mas não leva a alterações no tracado do ECG somente na frequência.

    Fibrilação ventricular - caracteriza-se por ondas bizarras, caóticas, de amplitude e frequência variáveis. Clinicamente, corresponde à parada cardiorrespiratória.

    Gabarito do professor: Letra A

    Bibliografia

    Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Análise e Emissão de Laudos Eletrocardiográficos 2009. Arq Bras Cardiol 2009; 93(3 supl.2): 1-19.

    Pastore CA, Pinho JA, Pinho C, Samesima N, Pereira-Filho HG, Kruse JCL, et al. III Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Análise e Emissão de Laudos Eletrocardiográficos. Arq Bras Cardiol 2016; 106(4Supl.1):1-23.

    Zimerman LI, Fenelon G, Martinelli Filho M, Grupi C, Atié J, Lorga Filho A, e cols. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial. Arq Bras Cardiol 2009;92(6 supl.1):1-39.

    Porto CC. Exame Clínico. 6° edição, Rio de Janeiro, 2008.
  • O eletrocardiograma é considerado padrão ouro para o diagnóstico não invasivo das arritmias e distúrbios de condução, além de ser muito importante nos quadros isquêmicos coronarianos, constituindo-se em um marcador de doença do coração. No eletrocardiograma normal (ECG) é possível distinguir a onda P, o intervalo P-R, o complexo QRS, o segmento STe a onda T.

    A Fibrilação Atrial - FA é uma arritmia supraventricular em que ocorre uma completa desorganização na atividade elétrica atrial, fazendo com que os átrios percam sua capacidade de contração, não gerando sístole atrial. Essa desorganização elétrica é tamanha que inibe o nó sinusal enquanto a FA persistir. Ao eletrocardiograma, a ausência de despolarização atrial organizada reflete-se com a substituição das ondas P, características do ritmo sinusal, por um tremor de alta frequência da linha de base do eletrocardiograma que varia em sua forma e amplitude. Observe que na imagem fornecida pela banca não tem onda P.

    Bradicardia sinusal qunao a frequência cardíaca menor que 60 bpm, algumas literaturas falam em 50, mas não tem ausência da onda P.

    A taquicardia sinusal aumenta a frequencia cardíaca acima de 100bpm, mas não leva a alterações no tracado do ECG somente na frequência.

    Fibrilação ventricular - caracteriza-se por ondas bizarras, caóticas, de amplitude e frequência variáveis. Clinicamente, corresponde à parada cardiorrespiratória.
     

    Gabarito do professor: Letra A

    Bibliografia

    Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Análise e Emissão de Laudos Eletrocardiográficos 2009. Arq Bras Cardiol 2009; 93(3 supl.2): 1-19.

    Pastore CA, Pinho JA, Pinho C, Samesima N, Pereira-Filho HG, Kruse JCL, et al. III Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Análise e Emissão de Laudos Eletrocardiográficos. Arq Bras Cardiol 2016; 106(4Supl.1):1-23.

    Zimerman LI, Fenelon G, Martinelli Filho M, Grupi C, Atié J, Lorga Filho A, e cols. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial. Arq Bras Cardiol 2009;92(6 supl.1):1-39.

    Porto CC. Exame Clínico. 6° edição, Rio de Janeiro, 2008.