SóProvas


ID
2366935
Banca
FGV
Órgão
ALERJ
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto 5 - Folha de São Paulo, 26/7/2016.

NO JAPÃO, ATAQUE A FACA EM CENTRO PARA DEFICIENTES DEIXA 15 MORTOS.

      Ao menos 15 pessoas morreram e 45 ficaram feridas após serem esfaqueadas por um homem que invadiu um centro de assistência a pessoas com deficiência em Sagamihara, no Japão.

      O suspeito, que havia trabalhado no local, se entregou à polícia logo após o ataque. A motivação dele ainda é desconhecida.

Segundo o Aurélio, o lide é a “parte introdutória de matéria jornalística, na qual se procura dar o fato, objetiva e sinteticamente, com o fim de responder às questões: o quê, quem, quando, onde, como e por quê”. 

A afirmativa abaixo que apresenta corretamente um comentário sobre os componentes do texto 5 é:

Alternativas
Comentários
  • Entendo que a Banca quis impor a sua interpretação como, absolutamente, correta!

    Para analisar a intenção do autor do texto, em relação ao termo "suspeito" dentro do contexto do cometimento de um crime, só existe um ponto de partida, ou seja, o Processo Penal cujos preceitos definem que a confissão é um dos meios de prova admitidos, todavia ela não é considerada uma prova absoluta da culpabilidade, portanto não se afasta a condição de suspeito. Dessa forma o termo "suspeito" utilizado pelo autor está empregado corretamente.

  • Não precisa nem entender de Direito para saber que não tem nada de incoerente. Triste é saber que esse lixo de banca organizará a prova do IBGE

  • Mais uma questão com o SELO FGV de 'não-qualidade'.

  • achei essa questão meio bagunçada em seu propósito. Foi fácil acertar somente eliminando, pq as demais alternativas estão claramente erradas, mas essa FGV costuma dar uma viajada. ESAF feelings.

  • Eu, como jornalista, nunca poderia colocar "culpado" sem o trânsito em julgado do indivíduo. É regra atinente tanto ao nosso ordenamento jurídico quanto às regras editoriais dos veículos. É "suspeito" até que a justiça defina diferente. E caso o profissional não cumpra essa norma, poderá ser processado.

  • Letra C.

    A letra d, está mais próxima da assertiva. "Um homem é suspeito de cometer determinado ato." A questão não é sobre criminalística, e nem todo estudante de português tem a obrigação de saber, que um réu confesso, não é um "suspeito".

  • A) ERRADA!

    Ao menos quer dizer "No minimo"

     

    Ao menos = Pelo menos = No minimo

     

    B) ERRADA!

    Em "serem esfaqueadas” o sujeito não pratica ação verbal, Logo É VOZ PASSIVA. 

    Voz reflexiva -> Pratica a ação verbal que se volta para o proprio individuo

    Voz Reflexiva -> Troque por "Si mesmo", se no contexto encaixar, é reflexiva

    Ex; Olhou-se = Olhou a si mesmo

     

    C) CORRETA!

    Em "O suspeito se entregou à polícia logo após o ataque" fica evidente que se trata de CRIMINOSO CONFESO.

    Se isso é incoerente... não sei. Porém é a mais correta!

     

    Não briguemos com a banca, pls.

     

    D) ERRADA!

    O Pronome Relativo em “que havia trabalhado” tem por antecedente "O SUSPEITO"

     

    E) ERRADA!

    O possessivo “dele” em "A motivação dele ainda é desconhecida" equivale a “do homem”. 

  • -
    Alex Large,compartilho do mesmo pensamento que você e fico me indagando como será a prova do TRT/SC!!!

  • Ao meu entendimento é incoerente sim. Isso não é Direito, é português. O que a lei determina ou não, não é relevante. Levo em considderação somente o que está no texto.

  • Não concordo, pois, no texto o indivíduo foi classificado como suspeito antes de ter-se narrado sua confissão. Mas, por exclusão, era a menos adequada.
  • Eu não entendo como uma banca de concurso tão grande não tem um professor de português qualificado. Custa fazer questões coerentes? Toda prova tem uma chuva de questões dúbias, mal elaboradas... Porr... contrata um profissional qualificado pra elaborar essas m.... 

  • Gente (?????)

  • Discordo desse gabarito. Um pai, para proteger o filho, por exemplo, pode assumir a autoria de um crime. Porém, mesmo tendo havido a confissão, não passará de um suspeito. A investigação cabe à autoridade policial, e o agente somente será indiciado se houver elementos fortes que o apontem como provável autor do crime. Ou seja, se o candidato tem conhecimento de direito processual penal, erra a questão, pois sabe a diferença entre suspeito, indiciado, denunciado e acusado.

  • Concordo com a Flávia Pontes. Quando eu tava fazendo pensei: essa questão C vai pegar muita gente, pq o texto vai contando uma historinha passo a passo, sem atropelar a sequência dos fatos. Eu tinha achado uma boa alternativa pra testar a capacidade de interpretar o texto enquanto narração...

    E Fernandinha: medo do TRT/SC.

    Carolina Rocha: na minha opinião, VIAJASSE, como diz o manezinho da ilha.

  • Concordo com a Carol, mas a banca quis isolar o conhecimento de "português" do resto do mundo, coisa que eu não fiz. Com o devido critério, o termo "suspeito" foi empregado de maneira correta. Paciência.

  • "criminoso confesso"??? Onde está escrito que o suspeito confessou??? As provas de interpretação de texto dessa banca são uma piada, de mau gosto. Vc se mata de estudar e no final percebe que é uma loteria. Vou diminuir o tempo de estdo que dedico a essa matéria, pois sei que é impossível atingir o redimento ideal.

  • O suspeito, que havia trabalhado no local, se entregou à polícia logo após o ataque.

  • Ainda sim não deixa de ser suspeito.

  • kkkkk

    gente, que piada

    acertei por eliminação

    onde q fala q ele confessou???!!!!
    ele podia ser suspeito, a polícia tava atrás dele e ele se entregou, mas não se pode inferir q ele confessou.
    é complicado...

  • Mais uma bizarrice... e o pior que não podemos simplestente deixar essa porcaria de lado... temos que aprender a sacar as sacanagens deles!

     

  • Que viagem, indiciado = por autoridade policial, réu = após o recebimento da denúncia e culpado = após o trânsito em julgado,

    SERÁ SUSPEITO ATÉ QUE SEJA FINALIZADO O PROCESSO E SEJA CONSIDERADO CULPADO.

    Loucura!!!

  • Não é criminoso confesso. Apenas se entregou à polícia. 

  • Apenas por eliminação vc entende a banca...

  • O termo "se entregou" para essa banca LOUCA é sinônimo de confesso!

  • A menos errada é a letra C, agora que esse examinador de português precisa tomar umas aulas de direito penal, isso precisa. Desde quando se entregar é confessar?

  • Empreguei o Direito Processual Penal e errei a questão!

  • Acertei eliminando as alternativas. Na C tive que pensar se é uma prova de português ou matéria penal? Português, então letra C.

  • O suspeito poderia ser uma pessoa que passou naquele momento pelo local (por isso, suspeito), mas não cometeu o crime. "se entregou à polícia" em virtude de, por ex., ter sido ameaçado pelo verdadeiro autor do crime! Como chamá-lo de: CRIMINOSO CONFESSO?

  • Para quem está falando: "É questão de português, não de Direito Penal"

    Ok, claramente todos constataram que é uma questão de português, entretanto vejamos claramente o que diz o enunciando: A afirmativa abaixo que apresenta corretamente um comentário sobre os componentes do texto 5 é

    Ora, se eu tenho que fazer um comentário sobre o texto eu tenho que falar sobre o que nele contem, e já li milhões de vezes (hiperbole da hiperbole) e não encontrei entre os componentes do texto, uma frase, termo, oração, período ou parágrafo que me sugira ou diga claramente que o suspeito é um criminoso confesso. 

    Enfim questão extremamente, tosca, grotesca e mal elaborada, de sorte, as demais assertivas estão completamente errôeas e por eliminação só teríamos a letra c).

     

    Sigamos no FOCO!

  • Na linha do que disse Camila Carvalho, reforço, também na condição de jornalista, o recurso usado pela imprensa. Muitas vezes, soa incoerente ou exagerado, mas é uma convenção nessa área de trabalho que, muitas vezes, na prática, acaba julgando antes mesmo da Justiça.

  • Muitos estão indignados por levar a questão pro lado penal. Mas se trata de uma questão de português, e, interpretando o texto, se o cara se entregou ele deixou de ser um suspeito e passou a ser o autor do crime.

  • Na FGV é assim, vc fica entre duas opções, vc vê a mais certa e escolhe a menos correta das duas.

  • FGV JUMENTA

  • Se pensar demais você erra. Atente-se ao que o enunciado pede.

    Seja aprovado primeiro e depois você vira doutrinador.

    Gabarito C

  • Gente, outra questão caso de polícia.

  • Por hj é melhor parar! Marquei a B nao sei como kkkkkkkk li voz passiva

  • Pessoal, o crime foi cometido no Japão. Querem colocar o CP brasileiro para assuntos internacionais. Como vou saber se é preciso o trânsito em julgado para considerar alguém culpado no Japão?

  • É isso que dá um gramático se atrever a abordar temas jurídicos, o fato de confessar um crime não significa que o indivíduo é o verdadeiro culpado, é sim suspeito, pois pode estar acobertando fato de outrem, algo que só será esclarecido após as devidas investigações. Em fim... O nome disso é soberba (do elaboador da questão)

  • De acordo com o Código de Processo Penal brasileiro, que não é o caso da questão visto que o ocorrido se deu no Japão, os termos utilizados para se referir a pessoa que confessa um crime é "acusado" ou "ofendido" (Título VII do CPP, capítulos IV e V), e não suspeito.

    "O nome suspeito, no contexto do Direito, designa uma pessoa relativamente à qual existam indícios, não muito fortes, que revelem sua proximidade com um crime que cometeu, participou, ou prepara-se para participar" (fonte: Wikipedia).

    No caso em questão, o rapaz cometeu o crime e logo após se entregou, não parecendo mais se tratar de suspeito, já que os indícios de que foi ele que cometeu o crime são fortes. Isso não significa que ele é considerado culpado, pois assim o será com o trânsito em julgado.

    Apesar de toda essa discussão, acredito que seria possível resolver a questão sem considerar o direito penal ou processual penal, pois é uma questão de português, mais especificamente de interpretação de um trecho de uma matéria de jornal.

  • Já cai em duas questões da FGV querendo impor meus conhecimentos de direito e a lição foi: f0d4-s3.

    A banca não quer conhecimento de ordenamento jurídico. É incoerente chamar de suspeito, sob a análise semântica da oração, já que é um crime confesso. A análise é do segmento textual, nesse caso, e não do conhecimento de mundo do leitor. Até pq a prova é de "vários cargos".

    Bons estudos!

  • o gabarito foi a 1ª alternativa que eliminei (cadê o emoji do palhaço para usar agora).