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ID
2419699
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Polícia Federal
Ano
2013
Provas
Disciplina
Engenharia Agronômica (Agronomia)
Assuntos

Acerca de controle de pragas, aplicação de defensivos agrícolas e controle de plantas daninhas, julgue o item subsequente.

O método cultural consiste na utilização de técnicas de manejo da cultura, como época de semeadura, espaçamento, densidade de plantio e adubação, visando aumentar a capacidade competitiva da cultura desejada, em detrimento das plantas daninhas.

Alternativas
Comentários
  • O controle cultural consiste em usar qualquer condição ambiental ou procedimento que promova o crescimento da cultura, tendendo a diminuir os danos de plantas daninhas. Esse método está baseado em dois princípios: as primeiras plantas que ocupam uma área tendem a excluir as demais e a espécie melhor adaptada predominará no ambiente (Fleck, 1992).

    Tal controle usa principalmente as características da cultura para inibir o desenvolvimento de plantas daninhas. Assim, é necessário conhecer detalhadamente as características da cultura que está sendo instalada e das plantas daninhas envolvidas. Também é necessário conhecer a resposta dessas espécies às práticas culturais a serem adotadas, pois as espécies favorecidas por determinadas práticas tendem a se perpetuar. Contudo, se as práticas culturais favorecem o crescimento rápido e vigoroso da cultura e afetam negativamente as plantas daninhas, a tendência é de que as ervas sejam eliminadas ou tenham seu desenvolvimento reduzido.

    Dessa forma, deve-se selecionar a cultura a ser implantada na área, para que esta obtenha a máxima vantagem sobre as plantas daninhas. Os tratos culturais devem ser realizados de forma a proporcionar o máximo benefício à cultura econômica, em relação às plantas daninhas. A escolha da cultivar adequada para as condições de solo e clima da região, a adubação correta e a adequação da densidade de plantas, da profundidade de semeadura, do espaçamento entrelinhas e da época de semeadura, são fatores que podem proporcionar grande vantagem para a cultura econômica. A adubação do solo, a profundidade de semeadura e a época de semeadura devem ser favoráveis à rápida germinação das sementes, à emergência de plântulas e ao estabelecimento vigoroso e uniforme da cultura. O espaçamento entrelinhas pode ser reduzido até o máximo possível, para aumentar a cobertura de solo, diminuindo o espaço para as plantas daninhas.

    A rotação de culturas impede o aumento de determinada espécie, em razão da monocultura. Algumas espécies de plantas daninhas adaptam-se melhor a determinadas culturas, assim, se a mesma cultura for cultivada em anos seguidos, a tendência é que as espécies daninhas que melhor se adaptam àquelas condições se tornem predominantes. A rotação, além de criar diferentes dinâmicas competitivas na área, oportuniza o uso de diferentes tipos de herbicidas, colaborando para o controle de plantas daninhas na cultura de soja e nas culturas subseqüentes. A escolha das culturas a serem usadas deve levar em consideração as plantas daninhas existentes na área, além das características físicas, químicas e topográficas dessas.

    Fonte: http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/do/p_do62_8.htm

  • São princípios fundamentais do controle cultural:

    a) supressão do aumento e/ou a destruição do inóculo existente;

    b) escape das culturas ao ataque potencial do patógeno;

    c) regulação do crescimento da planta direcionado a menor suscetibilidade.

    A prática cultural mais empregada pelos agricultores é a rotação de culturas, cujo efeito principal relaciona-se à fase de sobrevivência do patógeno.

    Além da rotação de culturas, que será discutida com detalhes, diversas outras práticas culturais podem ser empregadas com sucesso, em determinadas situações, para controlar doenças de plantas, destacando-se:

    • uso de material propagativo sadio

    • eliminação de plantas vivas doentes ("roguing")

    • eliminação ou queima de restos de cultura

    • inundação de campos e pomares

    • incorporação de matéria orgânica no solo

    • preparo do solo (aração)

    • fertilização (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio)

    • irrigação

    • densidade de plantio

    • épocas de plantio e colheita

    • enxertia e poda

    • barreiras físicas e meios óticos para controle de vírus.

    O uso de uma ou de outra dessas técnicas, isoladamente, quase sempre é insuficiente para um controle adequado da doença. Aconselha-se o uso de combinações destas técnicas, aliado ao emprego de outras formas de controle de doenças, como o controle químico e o controle genético.