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ID
2425
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO II

Alcatrazes
Expedição ao Arquipélago Proibido
Johnny Mazzilli

O balanço do barco, o mar instável e a chuva
puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
completo e olhávamos impressionados as falésias
rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
diretamente das águas e entremeadas por mantos de
vegetação tropical - muito, muito maiores do que
imaginávamos.
Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
O desembarque é moroso - tudo tem que ser
transferido para um bote de borracha com motor de popa
que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
Parou de chover quando montamos o acampamento.
Precisávamos de tempo para as pesquisas e
principalmente para a investida na parede rochosa -
trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
entre as equipes. Cada time composto por membros do
Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
prazo de dois dias, suas próprias pesquisas com aves,
serpentes, répteis e batráquios.

Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

 Na abertura da matéria, Alcatrazes é chamado de "Arquipélago Proibido". A leitura do texto mostra que a adjetivação empregada no subtítulo se deve ao fato de Alcatrazes:

Alternativas
Comentários
  • Por que não a) natureza exuberante; ?
  • Hallan,

    No primeiro e segundo parágrafos o autor descreve  a demora e as dificuldades que tiveram para chegar ao local, por isso "arquipélago proibido" se fosse de fácil acesso, não seria proibido... não é ?

  • Letra d.
    Aspectos que ratificam o gabarito:

    "durante as quatro horas de travessia"
    "a paisagem mudara por completo e olhávamos impressionados as falésias rochosas com 200, 300 metros verticais assomando diretamente das águas e entremeadas por mantos de vegetação tropical - muito, muito maiores do que imaginávamos."
    "Não há praia ou cais"
  • Excelente aula!


  • Escalar o Everest também é difícil, mas não é proibido!

  • Ao se fazer interpretação de texto, tem que ler o enunciado. Normalmente pede se para responder de acordo com o texto, sendo assim esqueça a sua opinião e se baseie somente no texto, e é o que aconteceu nessa questão. A ideia de arquipélago proibido de acordo com o texto é por ser um local de difícil acesso, como mencionado pelos exemplos dos colegas.
  • INÓSPITO: QUE NÃO SE PERMITE VIVER...

    ALI A NATUREZA ERA EXUBERANTE.

  • "O balanço do barco, o mar instável e a chuva

    puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,

    durante às quatro horas de travessia. Com a visibilidade

    prejudicada, avistamos Alcatrazes"

    O balanço do mar instável quer dizer que tiveram que ir de barco, quatro horas de travessia, logo é bem longe, visibilidade prejudicada, mata fechada ou algo que tornasse a ilha mais fechada, essas citações, referem-se a um local de difícil acesso, logo é a letra D.