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ID
2446
Banca
NCE-UFRJ
Órgão
MPE-RJ
Ano
2007
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

TEXTO II

Alcatrazes
Expedição ao Arquipélago Proibido
Johnny Mazzilli

O balanço do barco, o mar instável e a chuva
puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
completo e olhávamos impressionados as falésias
rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
diretamente das águas e entremeadas por mantos de
vegetação tropical - muito, muito maiores do que
imaginávamos.
Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
O desembarque é moroso - tudo tem que ser
transferido para um bote de borracha com motor de popa
que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
Parou de chover quando montamos o acampamento.
Precisávamos de tempo para as pesquisas e
principalmente para a investida na parede rochosa -
trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
entre as equipes. Cada time composto por membros do
Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
prazo de dois dias, suas próprias pesquisas com aves,
serpentes, répteis e batráquios.

Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

Compare os trechos "Chovia sem parar enquanto subíamos ... pela encosta escorregadia" (l. 27) e "Parou de chover quando montamos o acampamento" (l. 30). A partir deles pode-se compreender que, no que se refere ao tempo, as ações das equipes de pesquisadores tiveram de se adequar a aspectos apenas meteorológicos e:

Alternativas
Comentários
  • Os pesquisadores tiveram que se adequar em termos gerais a aspectos geográficos e cronológicos.

    Mas a frase "no que se refere ao tempo" limita a resposta.

    E as palvras "enquanto" e  "quando" não deixam dúvidas quanto à letra D.

  •  Por que não climático?
    sei não viu.......rsrsr
  • A linha posterior diz ´´ precisavamos de TEMPO para as pesquisas e principalmente para a investidura na perede rochosa´´...
    os advérbios ENQUANTO e QUANDO nos remete a uma oração sub.adv.temporal, logo cronológico.

    bons estudos!

    cronológico = Que segue a ordem das datas em que algo ocorreu.
    climático = Relativo ao clima 
  • Gostei :D

  • Aula muito boa!! Parabéns professor!

  • Esse é o tipo de questão que me leva a imaginar muita gente olhando a resposta antes de marcar pra ter esses índices de acertos aí, rs.

  • Esta me confundiu com relação a tempo/clima. Mas falava de tempo cronológico.

  • METEOROLOGIA EM ULTIMA ANÁLISE É A SITUAÇÃO DO CLIMA, JÁ ESTAVA IMPLICITO O FATOR CLIMA, RESTANDO O FATOR TEMPO QUE RECEBEU ÊNFASE.