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ID
29602
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2008
Provas
Disciplina
Geografia
Assuntos

O padrão locacional da indústria ao longo da
industrialização brasileira foi centrípeto, concêntrico e
hierárquico, seguindo a tendência de industrialização das
economias capitalistas avançadas em explorar vantagens de escala
da concentração espacial.

Lemos et al. A organização territorial da indústria no Brasil. IPEA, 2005.

Com relação às indústrias no Brasil, julgue (C ou E) os itens
seguintes.

Depois de décadas de concentração econômica na cidade de São Paulo, observa-se um processo inverso, determinado, entre outras causas, pelas chamadas deseconomias de aglomeração.

Alternativas
Comentários
  • Segundo o ultimo levantamento divulgado do IBGE, em 2007, o Sudeste continua com a maior participação do PIB do Brasil, com 56,4%. No entanto, essa representatividade diminuiu frente a 1995, quando era 59,1%. Na região, São Paulo se sobressaiu, com perda de 3,4 pontos percentuais (37,3% do PIB em 1995 para 33,9% em 2007). "A economia paulista perde participação na indústria geral (-9,1 pontos), perde menos nos serviços (-1,5 ponto) e ganha na agropecuária (1,4 ponto)", destacou o IBGE.Em contrapartida, o Sul ganhou participação no PIB, indo de 16,2% em 1995 para 16,6% em 2007. O mesmo aconteceu com o Centro-Oeste, que saiu de 8,4% para 8,9%, com o Norte, 4,2% para 5%, e com o Nordeste, de 12% para 13,1%.O levantamento mostrou ainda que o PIB das regiões Norte e Nordeste se expandiu abaixo da taxa de crescimento da economia nacional, que era de 6,1% em 2007. O Norte verificou expansão de 3,8%, enquanto o PIB do Nordeste cresceu 4,8%. As demais regiões tiveram crescimento acima da média, com destaque para o Centro-Oeste, com uma expansão de 6,8%, seguido do Sul (6,5%) e do Sudeste (6,4%). Em termos de PIB per capita em 2007, o maior foi o do Distrito Federal, com R$ 40,6 mil, seguido por São Paulo (R$ 22,6 mil) e Rio de Janeiro (R$ 19,2 mil). O resultado mais baixo foi verificado no Piauí (R$ 4,6 mil).Fonte: http://economia.uol.com.br/ultnot/valor/2009/11/18/ult1913u116412.jhtm
  • Técnica de Chute: Se em uma afirmativa que pretende demonstrar uma causa ou consequência insere-se a expressão " entre outras coisas", infere-se com uma grande probabilidade que o examinador está tornando esta afirmativa verdadeira.
  • As aglomerações urbanas e industriais apresentam, de modo geral, uma série de vantagens que atraem novos investimentos empresariais. Elas representam amplos mercados consumidores e oferecem mão-de-obra abundante e qualificada. A base indsutrial instalada em uma determinada região e um diversificado setor comercial oferecem bens e serviços que são demandandos pelas novas empresas. Esse conjunto de vantagens constitui a chamada "economia de algomeração", que explica a expansão das aglomerações urbanas e industriais.

    Contudo, a partir de um certo ponto, essas alogmerações passam a aprsentar desvantagens que, do ponto de vista de diversas indústrias, superam as vantagens. Aumentam os custos dos imóveis, a força dos sindicatos gera elevação dos salários, o congestionamento de tráfego amplia os cutsos dos deslocamentos, as regulamentações municipais geram despesas maiores etc. Essas "deseconomias de aglomeração" ajudam a explicar a chamada " fuga de indústrias" que ocorre em metrópoles de diversos lugares do mundo[1].


    Fonte:Demétrio Magnnoli e Regina Araújo.Geografia: a construção do mundo, página 425.
  • O Brasil encontra-se em uma etapa do desenvolvimento econômico, onde há a tendência de um movimento de desconcentração espacial da indústria. Diante do aumento dos custos de terrenos, assim como dos impostos municipais, além de outros custos, de difícil mensuração, como congestionamento e poluição ambiental, as empresas optaram por dispersar geograficamente sua produção.Essa fuga das indústrias promove uma deseconomia de aglomeração, que contribui para a emigração populacional e urbana no local, além de promover a desconcentração industrial, como foi o caso do Sudeste brasileiro, onde houve a migração de indústrias para o Sul e o Centro Oeste.
    A resposta está correta. 


  • Apesar de as aglomerações industriais apresentarem, de modo geral, vantagens para novos investimentos empresariais, como mercados consumidores amplos e mão-de-obra abundante e qualificada, a partir de certo ponto, essas aglomerações começam a apresentar desvantagens que podem superar as vantagens. Como exemplos de "deseconomias de aglomeração", podemos citar: aumento dos custos dos imóveis, congestionamento que aumentam os custos dos transportes, maiores regulamentações municipais.

    Resposta: Certo

  • Certo.

    Durante muito tempo, a indústria constituiu uma atividade econômica bastante presente na cidade de São Paulo. No entanto, a partir da década de 1970, a capital paulista começa a mudar o seu perfil econômico. De uma cidade com forte caráter industrial, o município tem cada vez mais assumido um papel de cidade terciária, polo de serviços e negócios para o país.

    Entre outras causas, a desindustrialização da cidade tem como fator as deseconomias de aglomeração. Nas regiões industriais tradicionais, como São Paulo, os custos dos terrenos e os impostos municipais são mais caros.

    A força de trabalho, organizada em sindicatos, consegue bons aumentos salariais Diversos custos externos, de difícil mensuração originam-se do congestionamento de tráfego, da poluição ambiental e dos custos gerais de aluguéis, transportes e alimentação típicos das metrópoles.

    Em busca de melhor retorno para o capital o setor industrial busca novas localizações.

    Estratégia.

  • O Brasil encontra-se em uma etapa do desenvolvimento econômico, onde há a tendência de um movimento de desconcentração espacial da indústria. Diante do aumento dos custos de terrenos, assim como dos impostos municipais, além de outros custos, de difícil mensuração, como congestionamento e poluição ambiental, as empresas optaram por dispersar geograficamente sua produção.Essa fuga das indústrias promove uma deseconomia de aglomeração, que contribui para a emigração populacional e urbana no local, além de promover a desconcentração industrial, como foi o caso do Sudeste brasileiro, onde houve a migração de indústrias para o Sul e o Centro Oeste.

    A resposta está correta. 

  • Deseconomias de aglomeração= desconcentração industrial

    Parece que o primeiro termo é mais amplo, mas dá pra fazer uma boa associação entre esses dois.

  • Não conhecia esse termo
  • Deseconomias de Aglomeração:

    Fatores como o alto custo do espaço urbano, preço dos imóveis, preço do aluguel, dificuldades da mobilidade urbana, estão encarecendo o transporte de pessoas e de mercadorias, proporcionando maiores despesas às grandes empresas, o que explica “as deseconomias de aglomeração”

    Isso responde tudo.