SóProvas


ID
3191647
Banca
COPEVE-UFAL
Órgão
Prefeitura de São Miguel dos Campos - AL
Ano
2017
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Os ombros suportam o mundo

Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.

[...]


Disponível em:<http://www.releituras.com/drummond_osombros.asp> . Acesso em: 16 out. 2017.

Dadas as afirmativas sobre o poema e seu título,


I. No título do poema, há uma hipérbole que consiste no exagero proposital de fatos, atribuindo-lhes proporções fora do normal.

II. No título do poema, está presente a figura de linguagem metonímia na palavra “ombros”, os quais substituem “pessoas”, baseando-se numa relação de parte (ombros) pelo todo (pessoas).

III. Na primeira estrofe, a palavra tempo é empregada três vezes, constituindo uma figura de linguagem: repetição ou reduplicação.


verifica-se que está(ão) correta(s) 

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA E

    I --- No título do poema, há uma hipérbole que consiste no exagero proposital de fatos, atribuindo-lhes proporções fora do normal. >>> Os ombros suportam o mundo (quanto exagero, nada ou ninguém suporta o "mundo", logo houve uma hipérbole --- exagero)

    II --- No título do poema, está presente a figura de linguagem metonímia na palavra ?ombros?, os quais substituem ?pessoas?, baseando-se numa relação de parte (ombros) pelo todo (pessoas). >>> correto. a metonímia consiste na troca do todo pela parte ou da parte pelo todo.

    III --- Na primeira estrofe, a palavra tempo é empregada três vezes, constituindo uma figura de linguagem: repetição ou reduplicação. >>> Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus./ Tempo de absoluta depuração./ Tempo em que não se diz mais: meu amor. --- temos uma anáfora (também chamada de repetição --- a repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no princípio de frases ou versos consecutivos).

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    FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

  • @Arthur Carvalho, segundo a Gramática do Rodrigo Bezerra (2017, p. 766), há uma certa diferença entre a repetição e a anáfora.

    Anáfora: Do ponto de vista da retórica, a anáfora consiste na repetição de uma mesma palavra, de um mesmo vocábulo no início de cada oração, de cada período ou de cada verso de uma composição.

    Ex.: Com o tempo o prado verde reverdece, / Com o tempo cai a folha ao bosque umbroso. / Com o tempo para o rio caudaloso, / Com o tempo o campo pobre se enriquece. (Camões)

    Repetição: consiste na repetição das mesmas palavras ou locuções. Esta figura revela que o espírito do escritor se encontra repleto da ideia que o absorve e fortemente o empolga.

    Ex.: "Abri, abri estas entranhas, vede, vede este coração." (Pe. Antônio Vieira) / "Fora, fora com essas velhices." (Fr. Luís de Souza)

  • Gab: E

    I - No título do poema, há uma hipérbole que consiste no exagero proposital de fatos, atribuindo-lhes proporções fora do normal. Sim há hipérbole no tocante aos ombros suportarem o peso do mundo.

    II- No título do poema, está presente a figura de linguagem metonímia na palavra “ombros”, os quais substituem “pessoas”, baseando-se numa relação de parte (ombros) pelo todo (pessoas). Perfeito!

    III. Na primeira estrofe, a palavra tempo é empregada três vezes, constituindo uma figura de linguagem: repetição ou reduplicação. (Tomar cuidado para não confundir repetição com anáfora)