SóProvas


ID
3224044
Banca
CIEE
Órgão
TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO)
Ano
2019
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Conversa de água quente

Discordar a boca pequena, antes de mostrar respeito, pode esconder inveja. Discordar em público, antes de parecer afronta, pode ser reverência. É neste sentido que ouso ocupar este espaço para contrapor os conceitos defendidos pela grande cronista Martha Medeiros em sua recente coluna denominada “Mulher escrevendo enquanto toma chá”. Em resumo (e resumos são sempre perigosos), ela diz admirar os títulos simples e meramente descritivos das telas de mestres da pintura para justificar insegurança e preguiça no momento de nomear suas próprias criações. Junto, relativiza a importância daquelas poucas palavras que merecerão destaque garrafal no texto – o oposto do que acontece nas galerias. E se contradiz, em parte: reconhece a dúvida (logo, o sofrimento) para escolher os títulos de seus livros. No fundo, sabe que não pode ser tão relaxada quanto deseja que acreditemos.
Aprendi a importância da sedução nos títulos em tempos pretéritos, compondo “chamadas” publicitárias (por onde também circulou a poeta Martha). Mais tarde, enquanto preparava a terra a qual sustenta o que escrevo, o professor Assis Brasil ensinou em oficina: títulos devem conter promessas. O casamento deste par de conceitos, sedução e promessa, é síntese prodigiosa. Há mil maneiras de prometer e outras mil de seduzir – alguma será mais eficaz. Sob medida. Para quê? Para convencer até mesmo o sujeito mais distraído de que vale a pena abrir o livro, assistir ao filme, ver a exposição. Especialmente na crônica, títulos não miram o leitor habitual: servem para tornar leitor quem está de passagem. Abatê‐lo e carregar para dentro dos parágrafos. Talvez (belo propósito!), fazê‐lo contumaz dali em diante.
Bons títulos não salvam mau conteúdo e vice‐versa. O ideal é estarem parelhos. Se investi muitas horas de revisão e polimento no texto, vale a mesma regra para compor o título. Por exemplo: “Meio intelectual, meio de esquerda” é como se chama o ótimo livro do excelente Antonio Prata. “Bar ruim é lindo, bicho” é o nome da crônica da qual ele pescou a expressão levada à capa da obra. Viram como a mesma matriz pode gerar um título genial e outro meia‐boca? Pergunto: qual dos dois recebeu olhar mais atento? Por fim, na condição de arte, títulos devem trazer estranhamento, novidade. Luz. Ainda falando em sedução e promessa, o que dizer do nome deste livro: “Topless”? Nem preciso dizer quem é a autora…
Martha conclui a crônica (outro momento crucial) dizendo que, a partir daquele título simplório, o leitor pulou para dentro do texto. Verdade. Sou prova viva. Porém, o fiz por causa de outro destaque na página: o nome da colunista – este sim construído com apreço e ao longo de muitos anos. Registro aos jovens escritores: nada que se faça com preguiça e insegurança.
Muito bem, respeitarei o ponto de vista de uma das mais consagradas colunistas deste nosso tempo. Mas reitero que discordo de maneira fervorosa. Bons títulos dão trabalho? Muito. Exigem do escritor? Ao extremo. Valem o esforço? Sim! Isto é o que pensa, humildemente, este “Homem escrevendo enquanto toma chimarrão”.

(Rubem Penz. Conversa de água quente. Adaptado.) 

Em “’Bar ruim é lindo, bicho’ é o nome da crônica da qual ele pescou a expressão levada à capa da obra.” (3º§), o acento indicativo da crase foi devidamente utilizado. Todavia, seu uso é facultativo em:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: LETRA A

    ? Entregue o livro à minha mãe por favor.

    ? Quem entrega, entrega alguma coisa (=o livro ? objeto direto) a alguém (preposição "a" + artigo definido "a" que acompanha facultativamente o pronome possessivo adjetivo "minha"=à minha ou mãe ou a minha mãe).

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  • GAB: A

    Sinal Indicativo de Crase é facultativo nos seguintes casos:

    *Antecedendo nome próprio feminino*

    *Antecedendo Pron. possessivo feminino*

    *Antecedendo Pron. de tratamento "senhora/senhorita"*

    Antecedendo a preposição até (sentido de direção), quando houver substantivo feminino logo após*

  • Gab.A: Pronome Possessivo Adjetivo Feminino é facultativo.

    O item D para saber se recebe crase, é só substituir Aquele,(a) (o), por Este (a) (o), se couber há crase.É obrigatório.

  • Lembrando : A crase será obrigatória quando o pronome possessivo estiver no plural !!!

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  • GAB. A

    O comentários mais curtido, do Di Levi's, está certinho, porém com uma ressalva: a crase será facultativa apenas antes de pronome feminino SINGULAR, assim como disse o Anderson, se for plural, a crase será obrigatória.

  • Só existem três casos de frase facultativa: - antes de nomes próprios femininos. - depois da preposição ATÉ. - antes de pronomes possessivos femininos adjetivos(pronome que acompanha o substantivo).
  • Diante de pronome possessivo não há crase.

  • A questão exige conhecimento de crase e quer que encontremos a única alternativa que a crase ocorre facultativamente.

    a) Entregue o livro à minha mãe por favor.

    O verbo ENTREGAR rege a preposição "a" , pois quem entrega, entrega algo A alguém. O termo regido ter uma pronome possessivo feminino singular, a crase ocorrerá de forma facultativa. CORRETA.

    b)O autor ficou à vontade ao publicar seus textos.

    Ocorre a crase em locução adverbial obrigatoriamente. INCORRETA.

    c)Os leitores fizeram críticas à algumas crônicas.

    Não ocorre crase diante de pronome indefinido e vale lembrar que também temos a proibição de não poder ter crase no singular diante de palavra no plural. INCORRETA.

    d)Àqueles leitores foram dadas diversas oportunidades.

    A crase ocorre de forma obrigatória diante de verbo ( DAR) que rege a preposição "a" e diante de pronome demostrativo AQUELE, AQUELA e AQUILO. INCORRETA.

    GABARITO A