SóProvas


ID
3375961
Banca
AOCP
Órgão
UNIR
Ano
2018
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Estudo que avaliou a vida de 165 mil pessoas

chegou a uma conclusão surpreendente: é na

velhice que estamos mais satisfeitos com nós

mesmos

   Quando você era jovem e achava que tinha o mundo nas mãos, talvez sua autoestima fosse boa. Mas, acredite, ela só estará no topo quando você estiver na melhor idade, aos 60. Pelo menos é o que diz um novo estudo feito por cientistas da Universidade de Berna, na Suíça. E eles garantem: esse sentimento pode permanecer no auge por uma década inteira.

     Com a pesquisa, os cientistas queriam investigar a trajetória da autoestima ao longo da vida. Eles descobriram que esse sentimento começa a se elevar entre 4 e 11 anos de idade, à medida que as crianças se desenvolvem social e cognitivamente – e ganham algum senso de independência. Os níveis, então, se estabilizam à medida que a adolescência começa, dos 11 aos 15 anos.

    Isso é surpreendente, pois o senso comum afirma que a auto-estima cai durante a adolescência. “Essa impressão acontece devido a mudanças na puberdade e maior ênfase na comparação social na escola”, diz Ulrich Orth, autor do estudo, mas, na prática, não é o que acontece.

   Segundo os pesquisadores, a autoestima se mantém estável até a metade da adolescência. Depois disso, ela tende a aumentar significativamente até os 30 anos. Após a faixa dos 30 podem até existir oscilações, mas o sentimento de autoconfiança tende a crescer. Quando os 60 chegam, a autoestima alcança o seu auge – e permanece assim até os 70 anos.

     Mas, quem tem a sorte de chegar até os 70 pode sentir sua autoestima baixar. Os pesquisadores afirmam que esse sentimento declina drasticamente dos 70 aos 90 anos. “Essa idade frequentemente envolve perda de papéis sociais e, possivelmente, viuvez, fatores que podem ameaçar a autoestima”, explica o autor. “Além disso, o envelhecimento muitas vezes leva a mudanças negativas em outras possíveis fontes de autoestima, como habilidades cognitivas e saúde.”

   Toda essa análise se baseou em 191 artigos científicos sobre autoestima, que incluíam dados de quase 165 mil pessoas. Os cientistas conseguiram, com esse estudo, apresentar uma visão bem abrangente sobre como essa auto percepção muda com a idade – por isso optaram por diferentes grupos demográficos e faixas etárias.

   Na cultura de hoje, que é quase obcecada pela juventude, muitos temem o envelhecimento. Mas, segundo a pesquisa, uns aninhos a mais podem fazer bem para sua autopercepção.

Por Ingrid Luisa

access_time 24 ago 2018, 18h02

Disponível em <https://super.abril.com.br/ciencia/saiba-em-que-ida

de-a-sua-autoestima-esta-no-topo-e-nao-e-aos-17/>


Considerando o texto apresentado, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

O texto conclui desmistificando uma crença sobre a relação juventude e envelhecimento, mostrando que o estudo realizado abre outra visão sobre a ligação que a autoestima tem com a maturidade em uma sociedade obcecada pelo prolongamento da juventude.

Alternativas
Comentários
  • Boa tarde!! Questão de interpretação: Na última frase, temos: "Mas, segundo a pesquisa, uns aninhos a mais podem fazer bem para sua autopercepção."
  • Para mim a alternativa correta deveria ser "Certo" e não a "errada". Por que?

    O texto conclui desmistificando uma crença sobre a relação juventude e envelhecimento? Sim, qual?A de que é na juventude que se vive a melhor fase da vida.

    O estudo realizado abre outra visão sobre a ligação que a autoestima tem com a maturidade em uma sociedade obcecada pelo prolongamento da juventude? Também sim, pq o texto mostra que não é na juventude, mas sim a partir dos 60 anos que se começa a ter uma satisfação da vida .

    Eu entendi assim.

  • Discordo do gabarito, o ultimo paragrafo comprova a assertiva.

     "Na cultura de hoje, que é quase obcecada pela juventude, muitos temem o envelhecimento. Mas, segundo a pesquisa, uns aninhos a mais podem fazer bem para sua autopercepção."

  • Tentando justificar, pois ERREI, acredito que: O texto encerra desmistificando a relação idade x autoestima, em uma cultura obcecada pela juventude. "Na cultura de hoje, que é quase obcecada pela juventude, muitos temem o envelhecimento. Mas, segundo a pesquisa, uns aninhos a mais podem fazer bem para sua autopercepção (-> autoestima)."

  • O texto conclui desmistificando uma crença sobre a relação juventude e envelhecimento, mostrando que o estudo realizado abre outra visão sobre a ligação que a autoestima tem com a maturidade em uma sociedade obcecada pelo prolongamento da juventude

    Na cultura de hoje, que é quase obcecada pela juventude, muitos temem o envelhecimento. Mas, segundo a pesquisa, uns aninhos a mais podem fazer bem para sua autopercepção

  • Eu poderia até pensar que a relação a que se pretende desmistificar é do binômio envelhecimento/autoestima invés de envelhecimento/juventude. Acontece que o próprio texto afirma que a autoestima volta a oscilar para baixo após os 70 anos ...
  • Creio que o erro esteja em afirmar que a sociedade é obcecada pelo prolongamento da juventude. No texto fala:  Na cultura de hoje, que é quase obcecada pela juventude. Isso muda o entendimento.