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ID
3444355
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Vitória - ES
Ano
2019
Provas
Disciplina
Enfermagem
Assuntos

Um paciente de 68 anos, sexo masculino, procura, por meios próprios, a Unidade de Pronto Atendimento com queixa de dor torácica há 1 hora. O médico diagnosticou infarto com supradesnivelamento do segmento ST e indicou o uso de fibrinolítico, porém o Enfermeiro, na coleta de dados do Histórico de Enfermagem, observou que o paciente tem uma contraindicação absoluta ao uso do fibrinolítico, pois esse paciente

Alternativas
Comentários
  • Os fibrinolíticos têm indicação clara nos pacientes com sintomas sugestivos de IAM associado à presença, no eletrocardiograma, de supradesnível persistente do segmento ST em pelo menos duas derivações contíguas ou de um novo ou presumivelmente novo bloqueio de ramo esquerdo, desde que não haja contraindicações.          Os benefícios do procedimento são comprovados se este for realizado em até 12 horas do início da dor, e quanto mais precoce for o tratamento maiores serão estes benefícios.          As contra-indicações absolutas ao procedimento são: qualquer sangramento intracraniano; AVC isquêmico nos últimos 3 meses; dano ou neoplasia no sistema nervoso central; trauma significante na cabeça ou rosto nos últimos 3 meses; sangramento ativo ou diátese hemorrágica (exceto menstruação); qualquer lesão vascular cerebral conhecida (malformação arteriovenosa); e suspeita de dissecção de aorta.          As contra-indicações relativas ao procedimento são: história de AVC isquêmico > 3 meses ou patologias intracranianas não listadas nas contra-indicações absolutas; gravidez; uso atual de antagonistas de vitamina K – quanto maior o INR maior o risco de sangramento; sangramento interno recente < 2-4 semanas; ressuscitação cardiopulmonar traumática ou prolongada (> 10 min) ou cirurgia < 3 semanas; hipertensão arterial não controlada (pressão arterial sistólica > 180 mmHg ou diastólica > 110 mmHg); punções não compressíveis; história de hipertensão arterial crônica importante e não controlada; úlcera péptica ativa; e exposição prévia a estreptoquinase (mais de 5 dias) ou reação alérgica prévia.          As principais complicações são relacionadas à sangramentos, sendo os mais temidos o acidente vascular cerebral hemorrágico e sangramentos maiores não cerebrais. A utilização de estreptoquinase pode estar associada à hipotensão, que deve ser tratada com interrupção de sua administração e, se necessário, com a reposição de volume ou atropina. As reações alérgicas são raras e a administração de rotina de corticoides não é indicada.          Os fibrinolíticos disponíveis são a estreptoquinase (vantagem de ser mais barata), tPA (quando administrado em regime acelerado juntamente com heparina leva a menor mortalidade – porém tem maior custo) e a TNK-tPA (benefício comparável ao tPA, com a vantagem de poder ser administrado em bolo único – também de alto custo). http://assinantes.medicinanet.com.br/m/conteudos/artigos/2942/destaques_da_iv_diretriz_de_iam_com_supra__terapias_de_reperfusao.htm
  • CRITERIOS DE EXCLUSÃO:

    = uso de anticoagulante oral com tempo de protrombina RNI >1,7

    = heparina nas ultimas 24h

    = AVCI nos ultimos 3 meses

    = histórico de hemorragia intracraniana ou malformação vascular

    = PAS > ou igual 185mmHg ou PAD > ou igual 110mmHg

    = Melhora rápida ou completa dos sinais e sintomas

    = Deficits neurológicos leve

    = Cirurgia de grande porte ou procedimento invasivo <14 dias

    = Punção lombar < 7 dias

    = Hemorragia genitourináris, gastrointestinal ou varizes esofágicas <21 dias

    = PPTA elevado ou plaquetas <100.000/mm

    = Gravidez

    = Hipoglicemia <50mg/dL