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ID
3759406
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Prefeitura de Betim - MG
Ano
2020
Provas
Disciplina
Geografia
Assuntos

Em 2019, outra barragem de rejeitos da mineração se rompeu, dessa vez em Brumadinho, barragem do mesmo tipo do acidente de Mariana. Chamado de “a montante”, é um tipo de barragem que permite a ampliação para cima do dique usando o próprio rejeito como fundação. É um dos modelos de construção de barragens mais usados na mineração, por causa do custo, mas também um dos mais instáveis. Ambos os acidentes causaram sérios danos às bacias hidrográficas nas quais estavam inseridas as barragens. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: E

    No dia 25 de janeiro de 2019, por volta das 12:30h, ocorreu o rompimento da barragem de rejeitos B1 da mina de minério de ferro Córrego do Feijão da Vale. Esta barragem está localizada na bacia do ribeirão Ferro Carvão, que é afluente do rio Paraopeba pela margem direita, que por sua vez é afluente do rio São Francisco e um dos formadores do reservatório de Três Marias.

    Fonte: Serviço Geológico do Brasil – CPRM 

  • Gabarito: E

    As demais alternativas apresentaram informações absurdas.

  • Em relação a letra A: Há 3 tipos de barragens:

    BARRAGEM A MONTANTE (USADA EM BRUMADINHO)

    É o método mais comum e mais barato. Os rejeitos são depositados na própria barragem, formando uma "praia" de resíduos da mineração que, com o tempo, é adensada. Esse material é usado, com o tempo, para fazer novos alteamentos. No caso de Brumadinho, os rejeitos são compostos basicamente de ferro, sílica e água. Esse tipo de estrutura é considerada mais barata porque usa menos material e também ocupa uma área menor, portanto, desmata menos, diz o professor Eduardo Marques. Mas é muito sensível a qualquer vibração, explica Rafaela Baldí.

    BARRAGEM A JUSANTE

    É a mais cara, mas considerada a mais segura. Porém, ocupa um espaço maior e provoca, já na construção, impacto ambiental com desmatamento, diz o professor Eduardo Marques. Não se usa rejeitos consolidados para os alteamentos - é possível aumentar a capacidade da barragem com mesmo material do dique inicial ou com outros materiais como pedras e argila, normalmente recolhidos na própria mineração. Nesse caso, cada alteamento é estruturalmente independente da disposição do rejeito, o que melhora a estabilidade da estrutura. Segundo Rafaela Baldí gasta-se pelo menos 30% mais material para armazenar o mesmo volume que no caso das barragens a montante.

    BARRAGEM LINHA DE CENTRO

    É um sistema intermediário em termos de custo, com disposição semelhante ao do método a montante. No entanto, um dreno acompanha o alteamento da construção e os rejeitos são lançados a partir da crista do dique inicial. "Esse é o método mais seguro para construção de barragens de rejeito", diz o site do Instituto de Tecnologia da Vale.

    A escolha do método, contudo, depende de uma série de fatores - entre eles, o clima, a topografia e a ocupação da região próxima à barragem. E, claro, os custos e o prazo para se construir.

    Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47048439