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Segundo todos os gramáticos consagrados que consultei (Bechara, Luft, Cegalla, Napoleão M. de Almeida, etc.), quando TODO funciona contextualmente como advérbio, ele pode variar. Eu falei PODE, e não DEVE. Mas por que pode variar? Simples: na língua culta, TODO funciona normalmente como pronome indefinido e, como sabemos, pronomes podem variar (todo, toda, todos, todas). Por influência desse traço de variação pronominal, quando esse vocábulo é usado contextualmente como advérbio, PODE sofrer variação. Exemplificando, temos:
– A menina estava todo desconfiada.
– A menina estava toda desconfiada.
Em ambas as construções acima, o vocábulo “todo(a)” é um advérbio de intensidade, pois modifica o adjetivo “desconfiada”. Por ter base pronominal, pode ou não sofrer variação em gênero e número. De certo modo, portanto, podemos dizer que esse é um dos raros casos em que uma palavra que funciona como advérbio varia, na língua culta.
GABARITO: C
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Gab ( C )
Querido aluno, nessa questão tenha uma máxima:" os advérbios pertencem a classes de palavras invariáveis ". Portanto, não vão ao plural.
Diga-me , em qual das assertivas isso acontece ?.
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Vamos uma a uma
A ) Tantas lutas, tantas brigas ... e estamos sós.
adjetivo= variável = quando troco por sozinhos.
ele estavam sós.
Ela estava só.
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B) Não costumo dizer meias verdades.
meia/ meio podem ser =
numeral fracionário e adjetivo= variável.
meias verdades .
Advérbio= meio cansado , meio triste.
C ) Era um desejo todo poderoso.
Todo pode trabalhar como pronome ou advérbio.
Perceba a relação com adjetivo.
D ) O moço sentia bastantes dores.
Bastantes pode funcionar como =
Pronome = variável
Havia bastantes carnes .
Advérbio = invariável
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Sabe-se que advérbio é invariável, então logo elimina A,B e D
Em relação a D. É pronome indefinido, pois ao substituir bastantes por alguns ou muitos faz sentido a frase.