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ID
4020652
Banca
VUNESP
Órgão
UEA
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Da ilha amazônica de Marajó ao interior do Piauí, os padres da Companhia possuíam extensas fazendas de gado e de cavalos. No Amazonas, as flotilhas de canoas dos jesuítas aportavam todos os anos em Belém com invejáveis quantidades de cacau, cravo-da-índia, canela e salsaparrilha, cultivados às margens dos principais afluentes do grande rio. A Companhia possuía direitos e privilégios que incluíam a total isenção em Portugal e no Brasil de taxas alfandegárias para todos os seus produtos.

(Daniel Alden. “O período final do Brasil colônia: 1750-1808”.
In: Leslie Bethell (org.) História da América Latina:
A América Latina Colonial, vol. II, 1999. Adaptado.)


O Marquês de Pombal, ministro do rei D. José I, expulsou a Companhia de Jesus de Portugal e do Brasil em 1759. A sua decisão visou, entre outros objetivos,

Alternativas
Comentários
  • O governo de Pombal trouxe as seguintes mudanças para o Brasil: criação da Companhia do Grão-Pará e do Maranhão; criação da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba; extinção definitiva das capitanias hereditárias; elevação do Brasil a vice-reino de Portugal; nomeação do Rio de Janeiro como nova capital da colônia – em substituição a Salvador; e, expulsão dos jesuítas.

    Segundo Pombal, os jesuítas de promoviam  a resistência dos índios a Portugal. Alegando esse motivo, em 1759 expulsou e confiscou os bens da Companhia de Jesus do Brasil, tal como já o tinha feito em Portugal. Uma das alternativas aponta os reais motivos de Pombal para a expulsão da Ordem Jesuíta do Brasil: 
    A) INCORRETA – O objetivo principal era o de passar o comércio de drogas do sertão para o controle da coroa. E a proteção dos nativos contra escravização – ao menos a proteção oficial – era acordo entre Coroa e Igreja e não apenas com jesuítas. 
    B) INCORRETA- Por mais que Pombal fosse progressista,  a ruptura de monopólios de Portugal não estaria em sua agenda, até mesmo porque a metrópole dependia da produção colonial. Quanto à diversificação da produção, a possível proposta não se relaciona com a Ordem Jesuítica. 
    C) INCORRETA- A questão de Pombal era interna e não externa. E as questões de limites entre domínios portugueses e espanhóis na América referiam-se primordialmente às regiões do sul do Brasil. 
    D) CORRETA- A Ordem Jesuíta tinha uma série de privilégios negociados com a coroa portuguesa em função da ligação estrutural entre a monarquia e a Igreja Católica. Ela atuava de forma bastante autônoma , auferindo lucros da exportação de produtos da Amazônia, cultivados ou colhidos pelos nativos que viviam em reduções jesuíticas. Ao expulsar os jesuítas de Portugal e de áreas coloniais, Pombal objetivava drenar tais lucros para um Estado em crise financeira.
    E) INCORRETA -Até poderia fazer parte dos objetivos de Marquês de Pombal o afastamento da Igreja dos assuntos de Estado em Portugal. No entanto, não havia a proposta de aproximação de países especificamente por serem protestantes. 
    Gabarito do professor: Letra D.
  • Reformas Pombalinas no Brasil No Brasil, o governo de Pombal trouxe as seguintes mudanças: Criação da Companhia do Grão-Pará e do Maranhão; Criação da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba; Extinção definitiva das capitanias hereditárias; Elevação do Brasil a vice-reino de Portugal; Nomeação do Rio de Janeiro como nova capital da colônia – em substituição a Salvador; Expulsão dos jesuítas. Essas reformas impactaram diretamente na produção e no controle da atividade mineradora do Brasil e seria uma das causas da Inconfidência Mineira. Expulsão dos Jesuítas O Marquês de Pombal acusou os jesuítas de promoverem a resistência dos índios a Portugal. Alegando esse motivo, em 1759 expulsou e confiscou os bens da Companhia de Jesus do Brasil, tal como já o tinha feito em Portugal. fonte: https://www.todamateria.com.br/marques-de-pombal/