A Perda Normal (ou Produtiva) = Decorre do processo normal de produção, sendo contabilizada como custo. Representa um gasto normal e conhecido, inerente à fabricação, mas que, de fato, não se agrega ao produto, muito embora seja computado como parte do custo. Considere, por exemplo, as sobras dos cortes de tecidos utilizados numa indústria de roupas. Todo o valor do tecido usado na produção, inclusive o das sobras, é computado como custo de matéria-prima. Numa planta industrial, essas perdas também são causadas por tratamento térmico, reações químicas, evaporação, etc.
A Perda Anormal (ou Improdutiva) = Ocorre de forma involuntária e aleatória. Matérias-primas roubadas, danificações extraordinárias em estoques de materiais diretos (MD) por incêndio ou alagamento, perda de MD por falha anormal de máquina são exemplos de perdas anormais. Esse tipo de perda representa uma redução do patrimônio por fatores alheios à vontade da empresa. Não podemos confundir a perda anormal com despesa, que é um sacrifício patrimonial intencional. As perdas anormais não integram o custo da produção e são tratadas como Perdas do Período, sendo apropriadas diretamente ao Resultado, sem se incorporarem aos produtos
Repare que a questão citou que os 2% da produção são normalmente desperdiçados durante o ensacamento. Esse tipo de desperdício é muito comum em praticamente todos os ramos de produção. Em uma empresa de confecção de vestuários, por exemplo, os cortes dos tecidos sempre geram retalhos, que não podem ser aproveitados para fazer roupas.
Em virtude de a ocorrência de tais desperdícios serem normais durante o processo produtivo, eles são classificados como custos. Lembre-se, as perdas são consumos anormais e involuntários de bens ou serviços. Não confunda isso na prova, o examinador vai tentar te confundir.
Gabarito: B
Prof. Luciano Moura