SóProvas


ID
5221495
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
IBGE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Texto 1A1-I

  Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de caças abatidas por cada um deles.
   Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco na categoria das inúteis.
    Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte.
   Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. 
Luiz Ruffato. Meus romances preferidos.
Internet: <brasil.elpais.com> (com adaptações).

Infere-se do texto 1A1-I que o autor esclarece que toda a explicação acerca das duas categorias de listas foi apresentada com a finalidade de justificar

Alternativas
Comentários
  • LETRA A

      Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida 

  • Gabarito: letra A.

    No último parágrafo, o autor expõe: "Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida".

    O "Tudo isso" refere-se a toda explanação anterior sobre a existência de listas e sua utilidade (ou inutilidade).

  • Gabarito: Letra A. (Aos não assinantes).

    Em síntese, o autor "encheu uma linguiça enorme" para dizer que havia organizado uma lista dos melhores romances que leu durante a vida. Lista que aparentemente é inútil, mas que, eventualmente, pode despertar discussões, ou pelo menos interesse por um autor título.

  • Gabarito: A

    A resposta está no quarto e último parágrafo do texto: " Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida..."

  • A) o motivo de ele ter organizado uma lista de romances que, a princípio, é inútil.

    "Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida...., mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis..." CORRETA.

    B) o fato de ele ter escolhido vinte obras para representar seus romances preferidos.

    "Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida...., mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras"

    C) o fato de as pessoas serem competitivas. - Acredito que houve uma extrapolação.

    D) a análise peculiar do autor acerca da necessidade humana de fazer listas. - Idem a letra C

    E) a importância das listas na vida das pessoas.

    "Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida..."

  • Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. 

    ()  a forma pronominal “a” empregada no trecho “Enquadro-a na categoria das listas inúteis” (último parágrafo) refere-se a: “uma lista dos melhores romances que li em minha vida” (último parágrafo).

  • está escrito no início do último parágrafo... ainda bem que eu errei aqui kkkk

  • Um dia eu aprendo...
  • genteeeeeeeeeeeee do céu, estava escrito no ínicio do parágrafo e eu caçando chifre na cabeça de cavalo.

  • Tudo isso para justificar o que se segue. ➡️➡️➡️Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas...

    Gab A

    Aluxônis

  • Letra A. A resposta está no início do último parágrafo.

    Fundamentação textual: Tudo isso para justificar o que se segue...

    Dica: ao fazer questões de interpretação e compreensão, atenha-se ao texto. Não tenha pressa, perca minutos, mas não perca a questão, volte sempre ao texto e leia quantas vezes você precisar.

    Interpretação ou compreensão SEMPRE está no texto, mesmo que seja interpretação terá algo para você inferir.

  • Essa é uma questão interessante de interpretação textual. Isso porque, ao lermos o texto, percebemos que o autor, nos três primeiros parágrafos, discorre sobre o hábito humano de fazer listas e esclarece quais, em seu ponto de vista, são necessárias e quais são as inúteis, fazendo a observação de que as inúteis podem se tornar necessárias e vice-versa. Por fim, no quarto parágrafo, ele nos diz que todo esse esclarecimento foi feito para justificar a organização de uma lista de sua autoria em que constam os melhores romances que ele já leu em sua vida. Logo depois, ele afirma que enquadra tal lista no rol das inúteis, embora isso possa mudar, caso sua lista suscite em alguém curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ou seja, toda aquela explicação a respeito das listas úteis e inúteis serviu para que o autor justificasse o porquê de ele ter organizado uma lista de romances que, a princípio, é inútil, o que significa que a opção correta é a alternativa A.

     Observação: Esse é o tipo de questão em que a leitura completa do texto de apoio é essencial para descobrir qual das opções é a certeira.

    Gabarito do professor: Letra A.

  • Em síntese: não faça na sua redação o que esse autor fez, para não ser eliminado.k

  • Gabarito A

     Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida.

  • Observação: Esse é o tipo de questão em que a leitura completa do texto é essencial para descobrir qual das opções é a certa.

    quem não leu o último parágrafo : errou!!!

    Fé em Deus e constância!!!