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ID
626908
Banca
FUMARC
Órgão
PC-MG
Ano
2011
Provas
Disciplina
Medicina Legal
Assuntos

Constituem fatores, que interferem na evolução da putrefação cadavérica, EXCETO:

Alternativas
Comentários
  • b) Espasmo cadavérico é uma forma rara de enrijecimento muscular que ocorre no momento da morte. Portanto não interfere na evolução da putrefação cadavérica. (fonte Wikipedia)
  • Putrefação é a decomposição do corpo pela ação das bactérias.
    No nosso clima, inicia-se ao redor das 24 horas da morte.
    Depende de dois fatores:
    - temperatura o ambiente: o calor antecipa e o frio retarda;
    - condições individuais que causam aumento das bactérias antes da morte, como infecções, ou que dificultam o esfriamento do corpo, como nos obesos, precipitam a putrefação.

  • A putrefação cadavérica (classificada, segundo Borri, como fenômeno TRANSFORMATIVO) consiste na decomposição fermentativa da matéria orgânica por ação de diversos germes e alguns fenômenos daí decorrentes. Entre os mais influentes fatores que interferem na decomposição cadavérica destacam-se a temperatura, a areação, a umidade do ar, o peso do corpo, as condições físicas, a idade do morto e a causa da morte. Além disso devem ser consideradas também a ação bacteriana e a atividade dos insetos necrófagos. Também pode interferir na aceleração da decomposição de partes do cadáver a presença de uma ferida ou lesão na pele, servindo assim de porta de entrada às larvas. A putrefação é mais rápida nos recém-nascidos e nas crianças do que nos adultos. Quanto mais obeso é o indivíduo, mais rapidamente progride a putrefação.
    Pode-se definir como marcha da putrefação: mancha verde abdominal --> gases de putrefação --> liquefação --> esqueletização (nesta, em que ocorre a putrilagem - resto das víceras)

    Já o espasmo cadavérico (classificado, segundo Borri, como fenômeno ABIÓTICO CONSECUTIVO) caracteriza-se pela rigidez abrupta, generalizada e violenta, sem o relaxamento muscular que precede a rigidez comum (aquela que se instala progressivamente). Também chamada de rigidez cadavérica cataléptica, estatuária ou plástica. Sua importância para a Medicina Legal reside na fixação da última atitude da vítima. Há que se dizer que além de ser um fenômeno raro, não é bem explicado e tampouco aceito por muitos autores. 


    Fonte: Medicina Legal - França - 2011 - 9ª Ed. 
  • Espasmo cadavérico é um fenômeno abiótico consecutivo. Rigidez muscular intensa

  • A questão, por Neusa Bittar, estaria errada!
    Segundo a Autora, o espasmo cadavérico é a manutenção da última posição do indivíduo antes de morrer, não sendo precedida da fase de relaxamento muscular. No bojo do texto, a autora afirma que vários autores não admitem, contudo cita o seguinte exemplo que comprova a existência do Espasmo cadavérico:

    " A presença de galhos e folhas, fortemente presos nas mãos fechadas de afogados, indica que o individuo estava vivo ao cair na água e que sofreu espasmo cadavérico, pois se inicialmente houvesse relaxamento dos músculos, teria soltado o que segurou."

  • Sra. Analu Ferraz, a rigidez muscular ocorrerá independentemente de espasmo ou não, geralmente 2 hrs depois de morto, e deixará de ocorrer por volta de 36 hrs(24,48), conquanto, é a única assertiva errada. A putrefação sobre o que se pergunta, quando iniciada, faz com que o corpo deixe de enrijecer. Por tal feita, o espasmo nada interfere. 

  • ESPASMO CADAVÉRICO: rigidez muscular instantânea após a morte. Não interfere na putrefação.


  • mamão com açucar

  • Espasmo cadavérico. Caracteriza-se pela rigidez abrupta, generalizada e violenta, sem o relaxamento muscular que precede a rigidez comum. É também chamada de rigidez cadavérica cataléptica, estatuária ou plástica. Difere da rigidez cadavérica comum, pois esta se instala progressivamente. Os cadáveres guardam a posição com que foram surpreendidos pela morte em uma atitude especial fixada da vida para a morte (sinal de Kossu).
    Há também o espasmo localizado, que atua em apenas certos feixes musculares isolados. Além de raro, não é um fenômeno bem explicado, tampouco aceito por muitos autores. Entre os que aceitam, a explicação estaria mais na lesão do diencéfalo, ao nível do núcleo vermelho. E sua importância médico-legal residiria na fixação da última atitude da vítima. O que se vem chamando de catalepsia trata-se de um tipo de distúrbio letárgico que impede o paciente de se movimentar temporariamente e suas funções vitais se mantêm de forma muito lenta, dando a impressão de que ele está morto. Sua causa é desconhecida, e seus sinais mais importantes são a rigidez corporal, a falta de resposta aos estímulos, a respiração e o pulso muito lentos; pele pálida e aparência cérea. Porém, a alegação de que pacientes podem se manter vivos com a parada total e demorada das funções circulatória e respiratória é inaceita sob o ponto de vista científico.

  • No tocante à Putrefação (fenômeno TRANSFORMATIVO DESTRUTIVO) é cediço que: CONDIÇÕES CLIMÁTICAS, CONDIÇÕES DO SOLO, QUANTIDADE DE OXIGÊNIO, ACIDIFICAÇÃO DO AMBIENTE, AÇÃO DE BACTÉRIAS DURANTE A DECOMPOSIÇÃO, FLORA E FAUNA CADAVÉRICAS são fatores que interferem no fenômeno da putrefação.

    Além disso, pode-se mencionar que há fatores intrínsecos (IDADE, "CAUSA MORTIS" e CONSTITUIÇÃO FÍSICA) e extrínsecos (UMIDADE, TEMPERATURA E VENTILAÇÃO) que tem interferência direta no processo da putrefação, agilizando-o ou retardando-o.

    Por fim, o ESPASMO CADAVÉRICO (SINAL DE KOSSU) é a posição que a morte surpreendeu o cadáver, ou seja, seria a configuração de seu corpo na passagem da vida para a morte.

    GABARITO DO PROFESSOR: LETRA B
  • Aprendi sendo correta a letra A ... e outras bancas tb consideram assim. 

  • de grátis

  • Espamo Cadavérico (Sinal de Kossu): os cadáveres guardam posição com que foram supreendidos pela morte numa atitude especial fixada da vida para a morte. Tbm é chamado de rigidez cataléptica ou estatutária.

     

    FONTE: WILSOM PALERMO, Sinopses Juspodvium

  • No tocante à Putrefação (fenômeno TRANSFORMATIVO DESTRUTIVO) é cediço que: CONDIÇÕES CLIMÁTICAS, CONDIÇÕES DO SOLO, QUANTIDADE DE OXIGÊNIO, ACIDIFICAÇÃO DO AMBIENTE, AÇÃO DE BACTÉRIAS DURANTE A DECOMPOSIÇÃO, FLORA E FAUNA CADAVÉRICAS são fatores que interferem no fenômeno da putrefação.

    Além disso, pode-se mencionar que há fatores intrínsecos (IDADE, "CAUSA MORTIS" e CONSTITUIÇÃO FÍSICA) e extrínsecos (UMIDADE, TEMPERATURA E VENTILAÇÃO) que tem interferência direta no processo da putrefação, agilizando-o ou retardando-o.

    Por fim, o ESPASMO CADAVÉRICO (SINAL DE KOSSU) é a posição que a morte surpreendeu o cadáver, ou seja, seria a configuração de seu corpo na passagem da vida para a morte.

     

    Professor Qc.

  • O espasmo cadavérico é uma rigidez muscular instantânea que ocorre imediatamente após a morte, permanecendo em rigidez na posição em que morreu.

    Não é muito comum de ser visto, mas a literatura médico-legal trabalha esse conceito.

    O espasmo cadavérico pode ser local ou geral. Como o caso de uma vítima que agarrou um tufão de cabelo do autor do delito.

    Fonte: Medicina Legal - Material de Apoio - Curso Mege.

    https://www.instagram.com/adelsonbenvindo/

  • A questão nos pede qual das alternativas possui algum fator que NÃO influencia na putrefação.

    (A) Incorreta! Fatores abióticos, como a temperatura, são variáveis que influenciam no processo

    de decomposição. Em geral, temperaturas mais elevadas, como em países tropicais, aceleram a

    decomposição; já temperaturas menores, como ocorrem em países de clima temperado, retardam a

    putrefação.

    (B) Correta! O espasmo cadavérico não interfere na evolução da putrefação. Tal fenômeno

    difere do rigor mortis, consistindo em uma rigidez abrupta, generalizada e violenta, sem progressão

    gradativa. Também pode ser conhecida como rigidez cadavérica cataléptica, estatuária ou plástica.

    (C) Incorreta! A idade pode ser um fator que influencia na decomposição. Por exemplo, a

    putrefação tende a ocorrer mais rapidamente em crianças e recém-nascidos do que em pessoas

    adultas.

    (D) Incorreta também, pois fatores ambientais geralmente influenciam nos processos

    putrefativos.

    Gabarito: B

  • Ora, dentre os fatores apresentados, o único que não interfere na evolução da putrefação 

    cadavérica é a existência de espasmo cadavérico. Isso porque a temperatura ambiente 

    influencia (e muito) a velocidade com que se dá a putrefação, ocorrendo esta de forma mais 

    rápida em ambientes mais quentes. Da mesma forma a idade do morto interfere na putrefação, 

    sendo que os recém-nascidos passam pelos processos tafonomicos mais rapidamente. E, assim 

    como a temperatura ambiente, a umidade também desempenha papel fundamental na 

    evolução da putrefação; lembre-se que a putrefação é realizada por bactérias e insetos 

    necrófagos; não há melhor lugar para esses seres vivos do que aqueles quentes e úmidos.

    GABARITO Letra B.

    fonte: estratégia

  • Espasmo cadáverico NÃO interfere na evolução da putrefação cadáverica.

  • Q. com redação repetida, em partes, no concurso de delegado MG 2021.

    "um raio cai duas vezes no mesmo lugar ? (C)"