SóProvas


ID
868642
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRE-MS
Ano
2013
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

As proposições a seguir são as premissas de um argumento.


Se uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações, sua falência teria um custo intolerável para a sociedade.

Se a falência de uma companhia tem um custo intolerável para a sociedade, o governo protegê-las-á na iminência ou durante de uma crise séria.


Se o governo protege uma companhia durante uma crise séria, recursos públicos são usados em benefício de um ente privado.


Assinale a opção correspondente à conclusão que, juntamente com as premissas acima, constituem um argumento válido.

Alternativas
Comentários
  • LETRA A - Vamos representar as proposições assim:
    A: Uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações
    B: A
     falência de uma companhia de 
    grande porte e numerosas ramificações tem um custo intolerável para a sociedade
    C: O governo protegerá 
    a companhia de grande porte na iminência ou durante de uma crise séria.
    D: Recursos públicos são usados em benefício de um ente privado.

    P1: A 
     B
    P2: B 
     C
    P3: C 
     D

    Sabe-se que nas proposições condicionais ("se... então") a proposição antes da "seta" está contida na proposição após a "seta", portanto tem-se:

    P1:  B
    P2: B 
     C
    P3: C 
     D
    Logo:  B  C  D, que é o mesmo que:  B  C  D

    Uma conclusão de um argumento válido deve, necessariamente, abordar o conteúdo de todas as premissas (P1, P2, P3):
     D 
    Conclusão: Se uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações, então recursos públicos são usados em benefício de um ente privado.

    A Letra B não é uma conclusão válida, pois ela não englobou a premissa 1 (P1).
  • 1. Se uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações, sua falência teria um custo intolerável para a sociedade.

    2. Se a falência de uma companhia tem um custo intolerável para a sociedade, o governo protegê-las-á na iminência ou durante de uma crise séria.

    3. Se o governo protege uma companhia durante uma crise séria, recursos públicos são usados em benefício de um ente privado.

    Então, podemos analisá-la das seguintes maneiras:

    1ª análise               1. V -> V                   2. V -> V                   3. V -> V

    2ª análise               1. F -> F                   2. F -> F                   3. F -> F

    3ª análise               1. F -> V                   2. V -> V                   3. V -> V


    Então, por que a letra B não poderia estar correta?

    Se alguém puder me explicar...
    Obrigada!
  • A letra B exclui da conclusão a premissa 1: Se uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações, sua falência teria um custo intolerável para a sociedade. Portanto, não poderia ser considerada como conclusão do argumento!


     
    Bons estudos!

  • Renato A.,
    Se possível, esquematize como vc fez. Tb considerei a conclusão como falsa para verificar a validade do argumento, mas tô com dúvida.

    Grato.
  • Ainda nao entendi o porque da alternativa B nao estar correta, alguem pode ajudar?
  • Pessoal esse assunto não era muito comum nos concursos, atualmente vem aparecendo na provas. Essa questão utiliza uma propriedade pouco usada em implicações lógicas: a "propriedade transitiva ". Muitas vezes você tem que recorrer a essa propriedade quando a questão não fornece uma proposição simples para você iniciar o desdobramento da lógica argumentativa. A nossa amiga que foi a primeira a comentar a questão explivou muito bem como funciona essa propriedade só não citou o nome dela.
  • Alguém poderia dizer se o meu racícionio está correto?

    Alguém neste site afirmou: Quando tem frase com "se........., então......", mantemos a 1ª frase e negamos a segunda, eliminando o "se" e o "então".

    Então, usando essa lógica fui testando as alternativas:
    b- A falência de uma companhia tem um custo intolerável para a sociedade,  recursos públicos NÃO são usados em benefício de um entre privado.
    Não faz sentido em relação às proposições dadas pela questão.

    c- U
    ma companhia entra em falência, a sociedade NÃO arcará com um custo intolerável.
    Tb não faz sentido

    d-O
     governo protege uma companhia na iminência de uma crise séria,  recursos públicos NÃO são usados em benefício de um ente privado.

    e- O
    corre uma crise séria em uma companhia,  recursos públicos NÃO são usados em benefício de um ente privado.

    a) Uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações,  recursos públicos NÃO são usados em benefício de um ente privado.
    Está certo, haja vista apenas as companhias em crise precisarem de recursos públicos, como mostra nas proposições da quesão.
  • Valeu Diego Nogueira, foi a explicação mais simples e fácil de se entender.

    Eu tb parti deste pressuposto básico, afirmar a primeira e negar a segunda;

    PAZ E LUZ
  • Será que este método de afirmar a primeira e negar a segunda é confiável? ou pode dar errado em alguma outra questão? ele é bem rápido e prático.
  • Eu não marquie a A pq a empresa pode não falir.

    não é assim não?
  • Eu tbm tentei fazer pelo Método da COnclusão Falsa, mas não deu certo. Teve mais que uma alternativa correta. Alguém aí sabe o pq de não ter dado certo esse método?
  • ACHEI A RESPOSTA DE UMA MANEIRA UM POUCO DIFERENTE MAS DEU CERTO:

    "SE A COMPANHIA É GRANDE, A FALENCIA SERIA INTOLERAVEL PARA SOCIEDADE"

    "SE É INTOLARAVEL PARA SOCIEDADE, ENTÃO O GOVERNO PROTEGE A COMPANHIA"

    "SE O GOVERNO PROTEGE A COMPANHIA, ENTÃO RECURSOS PÚBLICOS SÃO USADOS"

    LOGO:

    SE A COMPANHIA É GRANDE (CAUSA), OS RECURSOS SÃO USADOS (EFEITO).

    A) Se uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações, então recursos públicos são usados em benefício de um ente privado.

    ESPERO TER AJUDADO!

  • Segundo o curso Prof. Sérgio Carvalho & Prof. Weber Campos
    "um argumento é válido se não ocorrer a situação em que as premissas são verdades e a conclusão é falsa."
    Este método utilizado abaixo baseia-se nisso: faremos a consideração de que as premissas são verdades e a conclusão é falsa, e averiguaremos se é possível a existência dessa situação. Se for possível, então o argumento será inválido.

    Tomando a Letra A como conclusão e as seguintes premissas:
    P = uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações
    F = sua falência teria um custo intolerável para a sociedade.
    G = o governo protegê-las-á na iminência ou durante de uma crise séria.
    R = recursos públicos são usados em benefício de um ente privado.

    Premissas:
    1) P->F
    2) F->G
    3) G->R

    Considerando a conclusão (letra A) como Falsa, vamos verificar se as premissas são todas verdadeiras. Sendo isso possível o argumento não será valido.
    letra A) P->R
    para ser falsa:  P é verdade e R é falso, pois V->F   é falso

    Substituindo esses valores nas premissas temos:

    1) P->F     (V-> ?) assim para a premissa ser verdadeira o F só pode ser Verdade
    2) F-> G    (V-> ?) para essa premissa ser verdadeira o G só pode ser verdade
    3) G->R   (V-> ?) para essa premissa ser verdadeira o R só pode ser verdade,  mas como já temos que R é falso, essa premissa será falsa. V->F é falsa

    Como a única possibilidade de tornar o argumento invalido seria todas as premissas verdadeiras e a conclusão falsa, foi verificado que era possível. Assim o argumento será válido para a letra A.
  • P1: P  Q
    P2: Q 
     R
    P3: R 
     S

    Existe uma forma de resolver esse tipo de questão chamada transitividade.
    O CESPE está cobrando muito esse tipo de raciocínio.
    Se P está ligado ao Q e Q está ligado ao R, então P pode ser ligado ao R, e assim com os outros itens.
    Se P Q e Q R, P R ou Se Q R e R S, então Q também estará ligado ao S (Q S). Ainda, P S, por conta de tudo isso.
    O que achei chato nessa questão e que poderia confundir é na sentença R (usei R para representar o governo protegê-las-á na iminência ou durante de uma crise séria), pois ele inseriu um “ou” como se dividisse na iminência e durante. Nas alternativas, ele também usou separado cada uma delas.
    Infelizmente o CESPE anda querendo que nós sejamos quase psicográficos. 
  • ESTE É O TIPO DE QUESTÃO QUE SE VOCE LEMBRA DA PROPRIEDADE, ACERTA FÁCIL...SENÃO... NEM TENTE..

    A PROPRIEDADE TRANSITIVA É O SEGUINTE:    a  implica b,  b implica c, logo, A IMPLICA C.     PODEMOS DIZER QUE SE TIVERMOS UM CONJUNTO

    DE FRASES QUE IMPLICAM UMA NA OUTRA, EM UMA SEQUENCIA,    A PRIMEIRA FRASE IMPLICARÁ NA ULTIMA. 

    POSSO TER UMA BRINCADEIRINHA ASSIM:          A IMPLICA B
                                                                                             B IMPLICA C
                                                                                              C IMPLICA D...

                                                                                              ( E ASSIM VAI ATÉ O INFINITO...)

                                                                                          A CONCLUSÃO É: "A" IMPLICA NO INFINITO. 
  • Só pra acrescentar uma opinião diferente, eu acredito que a questão está mal elaborada:


    Se uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações, sua falência teria um custo intolerável para a sociedade.

    Se a falência de uma companhia tem um custo intolerável para a sociedade, o governo protegê-las-á na iminência ou durante de uma crise séria.


    Se o governo protege uma companhia durante uma crise séria, recursos públicos são usados em benefício de um ente privado.

    ou seja, 

    A -> B
    B -> (C v D)
    D -> E

    tanto que na alternativa
    d) "Se o governo protege uma companhia na iminência de uma crise séria" ele trata apenas na iminência e não durante.

    Acredito que houve um erro de formatação da questão.

    Claro que dá pra acertar, uma vez que nenhuma das alternativas daria certo através dessa leitura, mas ainda acho que a terceira premissa deveria ter sido escrita: "
    Se o governo protege uma companhia na iminência ou durante uma crise séria, recursos públicos são usados em benefício de um ente privado".
  • Perfeito, Felipe

    E vou além, acredito que desta forma a questão fica sem resposta, não?

    Vejamos:
    Premissa 1: A -> B  (V-> ?) assim para a premissa ser verdadeira o "B" só pode ser Verdade
    Premissa 2: B -> C v D (V-> ?) para essa premissa ser verdadeira o "(C v D)" só pode ser verdade
    Premissa 3: D -> E (?-> ?) para essa premissa ser verdadeira só não pode "D" ser falso e "E" verdadeiro.

    Conclusao: A -> E

    Se a Conclusão é falsa e as premissas verdadeiras, então o argumento é inválido.
    Então vamos atribir valores:
    Premissa 1: A(v) -> B(v)               V->V=Verdadeiro
    Premissa 2: B(v) -> C(v) v D(f)     V->V=Verdadeiro
    Premissa 3: D(f) -> E(f)               F->F=Verdadeiro
    Conclusao: A(v) -> E(f)                V->F=Falso

    Eu posso atribuir para D FALSO, desde que E tbm seja FALSO, assim as premissas continuarão verdadeiras. Agora pergunto: o que me impede de atribuir esses valores?  Se nada me impede, o argumento é inválido.

    Colocando de forma escrita:
    a) Se uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações, então recursos públicos são usados em benefício de um ente privado.

    Errado.
    Pois pode ser que recursos publicos nao sejam usados em beneficio de um ente privado
  • Vamos começar a considerar as conclusões como falsas e as premissas verdadeiras. Se ao fazermos isso e todas as premissas derem verdadeiras de fato, então o argumento será inválido, assim:

    A: uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações

    B: sua falência teria um custo intolerável para a sociedade.

    C: o governo protegê-las-á na iminência ou durante de uma crise séria.

    D: recursos públicos são usados em benefício de um ente privado.

    Assim, as proposições no enunciado ficam:

    P1) A→B

    P2) B→C

    P3) C→D

    a) Conclusão: Se uma companhia tem grande porte e numerosas ramificações, então   recursos públicos são usados em benefício de um ente privado.

      Conclusão: A→D tem que ser falsa, assim temos apenas uma possibilidade na condicional, ou seja, A tem que ser V e D terá que ser F. Agora vamos testar as proposições:

      

    P3) C(F)→D(F) = V (C deverá ser F para que a premissa seja verdadeira.)

    P2) B(F)→C(F) = V

    P1) A(V)→B(F) = F

    Logo, a alternativa correta é a letra A.

    Obs. Poderíamos também ter resolvido essa questão por um outro método, o da transitividade. Basta lembrar que uma conclusão de um argumento válido deve, necessariamente, abordar o conteúdo de todas as premissas.

      Assim:

    P1: A → B

    P2: B → C

    P3: C → D

    A → B → C → D

    A letra a) é a alternativa correta, pois A→D. Ou seja, o argumento abordou o conteúdo de todas as premissas.









  • Alguém pode explicar por que a proposição "o governo protegê-las-á na iminência ou durante de uma crise séria"  foi considerada equivalente a "o governo protege uma companhia durante uma crise séria"?

  • Confusa

  • Mas porque as outras não estão corretas? Explico:

    Se estamos falando de uma implicação, quando "A implica em B", temos que "todo A é B" e que portanto "A está contido em B".

    Desta forma, na estrutura apresentada na questão, temos:


    A implica em B
    B implica em C

    C implica em D


    Assim, A está contido em B, que está contido em C, que está contido em D. (desenhe os grupos com círculos, sendo D o maior grupo, depois C dentro do D, o B dentro do D e do C, e o A dentro do D, C e B).

    Deste modo, podemos dizer que todo A é D, (que é a redação da alternativa "a"), mas nem todo D é C, e nem todo C é B, e nem todo B é A (ou seja, a volta não vale, seja de D pra C, de D pra B ou de D pra A), o que exclui as demais alternativas.

    Abraço bjo tchau.

  • O metodo da conclusão falsa salva quem não sabe o da transitividade.

    Se a conclusão é FALSA e uma ou mais pemissas são FALSAS o argumento é VÁLIDO.Conclusão FALSA e TODAS premissas VERDADEIRAS o argumento é INVÁLIDO.


  • Eu resolvi essa questão pelo método do CORTE, ensinado pelo professor Renato Oliveira nas aulas de Operadores Lógicos, aqui no QC.

    Aparecendo o SE tanto na pergunta quanto na resposta da pra resolver por esse método.

    A->B | B->C | C->D


    A->B

    B->C

    ------

    A->C


    A->C

    C->D

    ------

    A->D


    Se não houver a resposta, nega e inverte = ~D->~A



  • É questão para resolver por conjuntos. Entretanto, em regra, a letra b e d também geram tautologias se montar a tabela verdade gigante "Se premissas, então conclusão". Mas acho que o Cespe não considera como argumento válido se as premissas forem F e a conclusão V, por exemplo.

  • Bruno Henrique


    Voce considerou a proposição " o governo protegê-las-á na iminência ou durante de uma crise séria." ao aplicar esse método?

  • Usa o metodo do corte utilizando pelo o professor Renato do QC questoes resolve a questao em poucos minutos duvida segundos..rsrsrs


  • 1ª   Nr --> Ci

    2ª   Ci --> Gp

    3ª   Gp --> Rb

    Corta as iguais e acha as resposta: Nr --> Rb. 

    Letra A de nádegas kkkk

  • Fiz usando o método de atribuir valor F para conclusão e V para as premissas porém desse jeito tanto a letra A quanto a letra B dá como argumento válido. Alguém pode explicar o q q sucede? =(((((((((((((((((((

  • Acertei pela transitividade.

    Pela conclusão FALSA, chega-se em A e B, por isso, deveria ser anulada, já que ambas respostas estão corretas.

  • NESSAS HORAS UM COMENTÁRIO EM VÍDEO SERIA BOM...

  • Demorei 10 minutos usando o método falso para depois errar kkkkkk.#PÁS

  • regra do corte (professor Renato)

  • GAB A

    Silogismo ( sai cortando as premissas que estão cruzadas e q são idênticas. As que sobrarem serão as conclusões)

  • Estranho a CESPE considerar que as premissas com a palavra governo são a mesma proposição.

    Cespe é loteria.

  • LETRA A

  • Todas as premissas + Conclusão com "Se ... então"

    Tenta primeiramente fazer pela Regra do Corte (mais fácil):

    A → B

    B → C

    C → D

    Corta o que se repete, logo a conclusão será:

    A D

  • Quando se tem dois "se...então" e o consequente de um é igual ao antecedente do outro, você corta os iguais e fica com quem sobrou, logo, o que sobra é a conclusão.

  • o mais confiavel é voce usar o metódo da conclusão falsa para cada alternativa.