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ID
938062
Banca
FUNCAB
Órgão
PC-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Psicologia
Assuntos

Podemos encontrar na obra freudiana duas teorias sobre a angústia.Na primeira teoria, que compreende o período inicial até a virada de 1920, Freud acreditava que a angústia seria efeito do recalque, um quantum de afeto que permaneceria livre no aparelho psíquico. Na última teoria da angústia, após o texto “Inibição, sintoma e angústia” (1926), Freud admite não ser mais possível sustentar sua posição inicial e não coloca objeções quanto a pensar uma origem dupla para a angústia, as quais nomeou:

Alternativas
Comentários
  • Letra: C

     

    Segundo Freud, no que se refere à angústia automática, o que a determina fundamentalmente é a ocorrência de uma situação traumática. Situação onde o eu, encontrando-se em estado de desamparo, está desprovido de meios para lidar com uma excitação, seja ela exógena ou endógena.

    Por sua vez, a angústia sinal, é a resposta do eu à ameaça de ocorrência de uma situação traumática que é vista como perigosa. As situações de perigo se modificam ao longo da vida, mas estão sempre relacionadas a uma situação de desamparo, na medida em que envolvem a separação ou perda de um objeto amado (ver Freud, v.20, p.170-175).

    FREUD, S. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Rio de Janeiro, Imago, 1976:

     

  • Sigmund Freud, em sua obra "Inibição, sintoma e angústia", edição traduzida de 1980, originalmente publicada em 1926, nos apresenta a seguinte reflexão:

    “Mas não vejo objeção alguma a uma origem dupla da angústia: em um caso como consequência direta do fator traumático e, em outro, como sinal que ameaça a repetição de um tal fator".

    A angústia pode ser um sinal para o eu se defender de um perigo, que é interno; tem função protetora, e o seu aparecimento seria uma forma de se evitar a produção de uma neurose traumática. A angústia aqui se dá como expectativa do trauma. Porém, ela não apenas emite sinais como afeto de desprazer, mas também é recriada automaticamente diante do medo evocado pela situação de desamparo. Nessa situação há a repetição do trauma de forma atenuada.

    Dessa forma, a angústia se manifesta em duas faces: a primeira, produzida como reação ao trauma e até em outras circunstâncias, quando o acontecimento traumático é revivido;  e a segunda, reproduzida depois, em situação de perigo, como um sinal.

    GABARITO: C