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ID
957532
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-SP
Ano
2013
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Um modelo keynesiano simples é descrito pelas seguintes equações:

C = 100 + 0,8 YD

I = 300

G = 400

T = 400

Como a renda de equilíbrio é inferior à renda de pleno emprego, o Governo pratica uma política tributária de redução do valor dos impostos para 300. A consequência dessa política será

Alternativas
Comentários
  • Cálculo da renda de equilíbrio:

    Y=C+I+G+X-M e Yd= Y-T, assim, Yd=Y-400, então, substituindo pelos valores fornecidos, Y=100+0,8Y-320+300+400, onde Y=2.400.

    Cálculo da nova renda de equilíbrio com a redução da carga tributária:

    Y'=100+0,8Y'-240+300+400, logo, Y'=2.800, houve, portanto, uma variação positiva de 400 na renda de equilíbrio que, no modelo keynesiano, equivale à demanda agregada. Assim, de cara, vemos que a alternativa 'a' é a correta, uma vez que 400>100.



  • Pode-se fazer da forma como o amigo Maurício fez; e também usando o multipllicador Keynesiano

     

    ANTES DA REDUÇÃO DA TRIBUTAÇÃO

    Y = C + I + G + X-M 

    Y = 100+0,8(Y-T)+300+400

    Y = 800+0,8(Y-400)

    Y = 800+0,8Y-320

    0,2Y = 480

    Y = 2400

     

    APÓS REDUÇÃO DA TRIBUTAÇÃO EM 100

    Y = 800+0,8(Y-300)

    Y = 800+0,8Y-240

    0,2Y = 560

    Y = 2800

     

    Uma redução de 100 na tributação se transformou em 400 no aumento de renda, isso ocorreu por causa do multiplicador. 

    ∆Y = K.∆T

    400 = K.100

    K = 4

     

    Se fosse ressolvido diretamente pelo multiplicador seria assim:

    K = 1/(1-c-i+m+c.t)

     

    Como é tributação, multiplica-se o resultado pela propensão marginal de consumir

    K = (1/(1-c))*c

    K = (1/(1-0,8))*0,8

    K = 4

     

    Allerim, com a diminuição da tributação aumenta-se a renda disponível(Yd), logo terá mais renda para consumir e/ou poupar.

    O consumo aumenta (em virtude do aumento de Yd), mas este aumento do consumo não é igual ao aumento de Yd, pois o aumento de
    Yd (via redução de tributos) vai ser multiplicado pela propensão marginal a consumir.
     

     

     

     

  • C = 100 + 0,8 Yd

    I = 300

    G = 400

    T = 400

     

    Y = C + I + G + X - M

    Y = C0 + C1 (Yd) + I + G + X - M

    Y = C0 + C1 (Y - T) + I + G + X - M

    Y = C0 + C1Y – C1T + I + G + X - M

    Y (1 – C1) = C0 – C1T + I + G + X - M

    Y = (1 / 1 – C1) (C0 – C1T + I + G + X - M)

     

    Multiplicador Keynesiano = m = (1 / 1 – C1)

     

    Y = (1 / 1 – C1) (C0 – C1T + I + G + X - M)

    Y = (1 / 1 – 0,8) (100 – 0,8*400 + 300 + 400 + 0 - 0)

    Y = (1 / 0,2) (800 – 320)

    Y = (5) (480)

    Y = 2400

     

    Se T = 300

     

    Y = (1 / 1 – C1) (C0 – C1T + I + G + X - M)

    Y = (1 / 1 – 0,8) (100 – 0,8*300 + 300 + 400 + 0 - 0)

    Y = (1 / 0,2) (800 – 240)

    Y = (5) (560)

    Y = 2800

     

    Variação positiva no produto de equilíbrio no valor de 400, em decorrência da redução de 100 nos tributos.